Archive for the ‘Vida Besta’ Category

Quem me conhece há algum tempo, e quem lê isso aqui geralmente conhece, sabe que tem uma coisa que eu odeio mais que injeção no olho: andar de ônibus!

Mas, semana passada, meu carro pifou. Aí ferrou! Tive que trabalhar algumas vezes utilizando o maravilhoso sistema de transporte público de São Paulo. Prá sair do Morumbi, onde moro, até o Paraíso, onde trabalho, cara, é uma aventura. Tenho que descer a rua de casa, pegar um micro ônibus (tem hífen?) até Pinheiros e aí pegar a novíssima linha amarela do metrô na Faria Lima. Esse trecho da viagem durava uma hora e vinte minutos.

A linha amarela é a boa surpresa do trajeto. As estações são legais e o trem, novinho em folha, é espetacular. Espaçoso, bonito, coisa nova, né? Acho que tem banco que ainda está com plástico do fabricante… :P De Pinheiros para a Paulista, daí até o Paraíso e uma pernadinha para chegar no trampo. Tempo total do trajeto, praticamente duas horas. De carro, levo 40 minutos.

Para voltar era um pouco pior. Subia a rua até o metrô Paraíso e ia até as Clínicas. Não dava para ir até a Faria Lima, porque a linha amarela só funciona até as 15hs. Das Clínicas até a Teodoro Sampaio, e o micro ônibus (ainda não sei se tem hífen) até perto de casa. Tempo total do trajeto, depois das 20hs, perto de uma hora e meia, coisa que eu também faço em 40 minutos, meia hora.

Fato é que não dá prá pensar em deixar o carro em casa e usar transporte público. Por isso o trânsito é uma desgraça, por isso que não dá prá andar nessa cidade. O metrô até funciona legal, mas não dá conta. É pouco trem prá muita gente. E pouco metrô para muita cidade. ônibus então é uma aventura. Tinha dia que eu achava que sairia voando pela janela, de tanto tranco, freada, loucuras cometidas pelos motoristas, ou seja lá o nome que se dê prá quem dirige ônibus.

A parte nonsense da coisa fica por conta de uma senhorinha que sentou do meu lado no ônibus, sacou o Blackberry e foi tranquilamente respondendo e-mails e SMSs o caminho todo. A senhora aparentava uns 60 anos ou mais, mas tinha uma intimidade com o bicho que eu fiquei admirado!

De novo, o que não é lá nenhuma novidade, eu dei uma sumida do Esblogo. Muita coisa prá fazer, pouca disposição para escrever. Ainda mais para ficar se lamuriando que tem muita coisa prá fazer e pouca disposição para escrever, mas vá lá.

Mas ultimamente a coisa tem andado muito preta e branca na vida. Muito zeros e uns, poucas tonalidades, poucas variações. A cabeça muito cheia e não ter (ou não saber) onde despejar tanta coisa acaba dando aquela sensação de estar correndo atrás do próprio rabo. A impressão horrorosa de que fez, fez, fez e não fez nada, mesmo sabendo que fez para caralho. Saber demais e falar de menos, coisa que deixa a gente diferente.

Aliás, falar de menos. Quem me conhece sabe o quanto isso é difícil. E se está acontecendo, o quanto está difícil para mim. Mas é uma decisão que eu tomei e estou penando para seguir. Mas vou seguir. Me parece que às vezes eu passo a impressão errada. Meu jeito meio estabanado, brincalhão demais, se abre muitas portas e facilita muitas coisas, tem fechado outras e dificultado ainda mais para coisas importantes. Tem gente demais que confunde as coisas. Tem gente demais que acha que, por ser feliz, eu não sou sério. Não importa o quanto eu faça, o quanto eu trabalhe, o quanto eu me esforce, o quanto eu entregue, sou sempre visto, antes de tudo, como o cara legal, engraçadinho, dispensável. Infelizmente, vivo num mundo em que seriedade é sinônimo de chatisse.

O mundo (chato) em que vivo me deixou chato.

Acordei hoje às seis e meia da matina com a Dé e o Pedro em cima de mim. Fui para a sala com o Pedro e brincamos até as oito horas, quando a Dé levantou.

Aí peguei minhas coisas e casquei para a academia, onde depois de muito ensaiar, comecei a nadar.

8 piscinas estilo livre, prá acostumar com a temperatura da água. 6 piscinas vai de frente, volta de costas, com flutuador. Mais 6 piscinas só pernada de crawl com a pranchinha. 5 piscinas de peito. 4 piscinas de costas e mais 4 para se despedir da água.

Depois de 5 anos sem nadar, 33 piscinas só para lembrar que não tenho mais o fôlego dos 20 anos. Mas que estava com saudades de nadar, além de estar precisando, e muito, de exercícios.

Cheguei em casa e fui lavar o laguinho que um dia foi de carpas, hoje não é de nada. Acabei de dar banho no Pedro.

Resultado: meio dia e meia e eu estou caindo de sono. Será que com o tempo acostuma?

Só pode ser maluquice. Ou doença, mas prefiro achar que sou doido a achar que sou doente.

As coisas vão indo bem. Aliás, está tudo ótimo. Tudo bem no emprego, com viagem marcada para o mês que vem para Inglaterra e Alemanha, tudo bem em casa, com a Dé cada vez mais linda e o Pedro cada vez maior, dando umas bicas extreme na barriga da Dé, meu aniversário foi legal, com os amigos reunidos, tudo foi batuta, tudo está bem.

Menos eu.

Eu não estou bem, e não sei porque, que é o que me dá mais desespero, mais bode, mais tudo. Estou, de novo, com aquela sensação que tenho de vez em quando que eu não faço nenhuma diferença e isso me incomoda mais que quase tudo nessa vida. Aliás, só tem uma coisa que me incomoda mais que isso, que é nego achar que eu sou estúpido. Mas quando isso acontece eu fico violento (o que também é uma merda) e quando eu acho que não faço a diferença eu fico só triste. É difícil descrever o sentimento. É uma impressão de que quando estou por perto, tudo bem, estou, mas quando não estou, tudo bem, também, ninguém sente falta. E para piorar, conscientemente acho uma puta frescura. Cresci sendo preparado para ser sozinho, o que vier a mais é lucro. E estar no lucro e ficar resmungando é uma merda. Essa sensação de indiferença e de não estar fazendo nada certo me irrita profundamente também por causa disso. E o pior é que só conheço um jeito de melhorar, que é simplemente não fazer nada. Até a vontade de fazer as coisas voltar. Só que não sei ficar sem fazer nada e acabo fazendo merda. Já dizia o filósofo, é fazendo merda que se aduba a vida.

Vou melhorar. Sempre melhoro. Espero que rápido.

Acabou uma novela. Eu nem tinha escrito nada a respeito, prá não ficar um blog muito cheio de reclamações e chorumelas. Depois de acontecer, inclusive, a história fica até mais engraçada, apesar de não tem graça nenhuma. Vamos aos fatos:

Dia 19 de fevereiro, eu e a Dé compramos um guarda-roupas novo, porque o nosso, depois da mudança para SP nunca mais foi o mesmo. Procuramos em algumas lojas, mas o que eu gostei mesmo tava na Sylvia Design (isso, aquela mulher ridícula que aparece no shop tour ou na mix tv falando mé-au), apesar da Dé ter gostado de um outro numa loja Colombo, acho. Andamos num monte de lojas e no final voltamos para negociar o preço do danado. O vendedor tinha passado o preço errado para a gente, mas aí eu falei que queria pelo preço que ele tinha passado e acabamos comprando o dando pelo que achamos que é metade do preço. Pagamos, ficamos com os papéis de praxe e nos informaram que tinham até 30 dias para entregar.

Uns 25 dias depois, a Dé ligou para a loja para saber quando que iam entregar. Para nossa surpresa, acabaram marcando para dois dias depois. Mas, mesmo eu tendo saí do trabalho mais cedo para esperar os caras, eles não apareceram. Ligamos para saber o que tinha acontecido e marcaram para entregar no dia seguinte, até 17:30hs. Também não apareceram. Mas, lá para umas 9 da noite, toca meu vizinho aqui em casa. Os caras apareceram umas 19hs em casa, quando não tinha ninguém aqui, e largaram as coisas todas no meu vizinho. Toca eu ir carregar um guarda-roupas de uma casa para a outra, fora a vergonha do cão, de incomodar o vizinho que não tem nada a ver com o papo. No sábado, veio o montador. Montou as gavetas e mandei parar. Acredita que me mandaram um guarda-roupas errado? Fui na loja, os caras viram que tava errado e falaram que iam trocar.

Mandaram mesmo, uma semana depois. Só que a hora que chegou o montador, veio a pergunta: vocês compraram uma peça de mostruário? Não, compramos novo. Então, tá tudo errado. Tava tudo arranhado, faltando peças, nem o montador quis botar a mão. Lá vou eu, porrada na loja. Vieram e levaram os dois móveis embora. E nada de vir o certo. Até o dia que estressei com o cara da loja e disse que se ele não me respondesse, não falava mais com a loja, ia direto no PROCON. Ele não respondeu e adivinha? Fomos para o PROCON. Nos orientaram a fazer uma reclamação por escrito para a loja, com prazo para resoverem, protocolar e, se não cumprissem o prazo, justiça.

Cumprir, não cumpriram, mas finalmente vimos os caras começarem a correr. Ligaram para a gente, agendaram de novo, vieram no dia certo e, finalmente, montaram, essa semana, o maldito!

Essa semana, dia 26 de abril, montaram o móvel que eu comprei dia 19 de fevereiro. Mais de dois meses, sem contar o stress e a confusão, já que para montarem o novo eu tive que desmontar o velho. Fiquei mais de mês em guarda-roupas, porque estávamos com até TRÊS, só que todos desmontados, sem contar que estavam errados.

Resumindo a ópera: dica de lugar para comprar móveis: Sylvia Design (isso, aquela ridícula que se veste de mulher gato na fachada das lojas). Se quiser ser tratado com descaso, esperar indefinidamente, não saber o que está acontecendo e, ainda por cima, aguentar o pessoal que faz as entregas e o montador tirarem onda com o que está acontecendo (até isso aconteceu), é o lugar certinho!

Para não acharem que é só comigo, entrem no site do PROCON. Pesquisem pelo nome da loja e vão ver que tem gente protestando pelo mesmo motivo que eu. Demora, entrega de móvel errado, descaso… Pelo menos acabou a novela.

Estou com uma sensação que é uma velha conhecida minha. Estou com vontade de escrever, mas não sei sobre o quê. Isso geralmente acontece quando estou daquele jeito que eu não sei explicar o que estou sentindo, mas chamo de abafamento. Ando meio abafado esses dias.

Acho que estou de novo começando a sentir que eu estou ralando, ralando, ralando e as coisas não melhoram. Aí, por mais que eu não queira, começo a desanimar. Acho melhor eu achar logo alguma coisa para animar de novo.

Tem dias que você sente que não deveria ter saído da cama. Hoje, apesar de não ter acontecido nada de “errado”, eu estou com esse sentimento. Não sei porque, mas me parece que essa semana tem um grande potencial para cagadas.

Vou ficar esperto para isso não ser daquelas profecias auto realizáveis, mas que sentimento estranho que eu estou.

Essa época do ano, vulgo outono, eu fico meio no veneno, mesmo.

Gripe. Coisa do inferno. Como diz meu avô, o homem vai à lua mas não sabe como combater uma gripe. Nhé! :o (

Post introspectivo, né, o anterior…

Mas preciso desabafar mais um pouco nesse aqui. Sempre que eu estou escrevendo alguma coisa no Blogger, olho embaixo do box em que escrevo e tem escrito assim:

Marcadores para esta postagem:
exemplo, patinetes, férias, outono

Aí eu não consigo evitar de pensar o seguinte: alguém já viu algum blog que um dos temas mais utilizados pelo dono do próprio seja PATINETE?????

E o pior de tudo: não importa qual é o assunto do que estou escrevendo. Apesar do Esblogo ser um blog das antigas e não ter marcadores, tenho vontade de sempre, SEMPRE, escrever patinetes no lugar dos marcadores. :o )

Os tempos estão complicados. Na verdade, desde que tomei um pé na bunda na Taho, nunca consegui voltar ao nível de vida que eu tinha quando fui para lá. E mesmo um pouco antes. Mas estou conseguindo provar, na prática, algumas máximas que todo mundo fala e a gente acha que é balela.

Mas a verdade é que de todo lugar que eu trabalhei, a melhor relação empregado-empregador que eu tive foi com o UOL. A empresa me pagava um salário justo para o que eu fazia e eu fazia jus ao salário que eu recebia. Simples assim. Meu salário era alto e eu trabalhava prá cacete. Era tudo muito justo. Quando saí do UOL, porque quis, fui para uma empresa que eu acho que eu podia ter feito muito mais. Ganhava muito para o que eu fazia lá, e é triste saber disso. Porque nesse caso, eu era caro. A mesma coisa com a Taho. Eu era caro, pois a empresa me dava um ótimo salário, mas eu fazia muito menos do que a empresa esperava de mim. Nos dois casos, eu tinha disposição e vontade de trabalhar. Mas hoje, olhando para trás, acho que faltava um componente importante na minha carreira, além de organização: eu queria fazer tudo. Não delegava nada, não pedia nada, achava que eu tinha que ser o One Man Show. Até quando alguém me oferecia ajuda eu ficava puto, achando que tinha gente pensando que eu não dava conta do recado. E isso, infelizmente, acho que também me atrapalhou na Level Up. Essa minha mania de tentar resolver com o que tem à mão, e não com o que precisa, pode ter me levado a não fazer tudo o que eu gostaria por lá.

Não foi uma, nem duas vezes, eu reclamei de falta de estrutura e ouvi da minha ex-chefe que se eu não peço, não tem como me falar se vai fazer ou não. É verdade que eu não pedia porque partia do princípio que ela ia negar mesmo, mas não pedir era um erro. Um erro que eu tento não repetir, mas certos vícios são complicados de se perder.

Quando saí da Level Up para a CTBC, para ganhar menos, por opção, para ter uma certa estabilidade e a chance de voltar a trabalhar em uma grande empresa, pensei em vários momentos ter feito uma bobagem. Mas, a verdade é que aqui a relação voltou a ser honesta: eu estava trabalhando pouco e ganhando pouco. Parte disso mudou, quando eu decidi que esse ano ia dar o rumo que eu quero na minha vida. Estou trabalhando como há muito tempo eu não fazia. Os resultados que poderiam aparecer de imediato já começaram a aparecer. Tenho uma equipe que me respeita, que em março, primeiro mês “inteiro” depois das minhas férias, já vendeu 150% da meta e que em abril, ainda no começo, já vendeu mais de 200% da meta. E vamos fazer 400%. 500%. O que precisar, para que a segunda parte da relação também volte a ser compensadora: que eu trabalhe muito, as que também seja bem pago por isso.

Hoje, não tenho a menor vergonha de entrar na sala do meu chefe e pedir mais gente, mais dinheiro, mais recursos. Sei que a minha meta é um absurdo, que a empresa espera mais de mim do que eu espero da empresa, mas se eu fizer o que se espera, pode ser que eu tenha mais da empresa do que eu espero hoje.

Olhando para alguns anos atrás, parece que deixei minha vida profissional meio ao relento, esperando a hora que eu voltaria a ter um baita emprego, com um ótimo salário, para aí voltar a trabalhar como um louco. Parece que a velocidade com que minha carreira profissional decolou me fez esquecer que não é assim que as coisas acontecem. Então, nem que seja para que eu leia isso um dia e me lembre: Primeiro eu trabalho, depois eu ganho. Nunca é o contrário, não comigo.

Mas a mensagem, que é mais para mim do que para qualquer outra pessoa está clara: As coisas começaram a mudar, porque EU comecei a mudar.

Que eu mude sempre. Quem fica parado, já disse o filósofo Simão, é poste.

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