Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Não paro de trabalhar, não dá tempo nem de escrever aqui, não faltam coisas para fazer. Por isso e mais os afazeres domésticos e a vida de pai, não tem sobrado tempo para nada. Mal tem dado tempo de dormir, prá falar a verdade. Por isso, estou cansado prá caralho.

Por outro lado, estou feliz como nunca. Porque se tem uma coisa no mundo que me deixa feliz, além da Dé e o Pedro, é reconhecimento.

Ser reconhecido é uma das melhores coisas que podem acontecer quando você dá duro.

Duas palavras que, na minha “biografia” viriam sempre acompanhadas de “matar” (no caso da aula) e pouco (no caso do estudo).

Nunca fui bom aluno, no sentido de aplicação na escola. Sempre fui da turma do fundão, que quando não estava aprontando, estava simplesmente matando aula. Por um lado, era excesso de confiança. Sempre soube que eu tinha o QI um pouco mais alto que a maioria dos meus colegas, então, mesmo matando aula e estudando pouco, eu ia me virando. Quando eu resolvia só prestar atenção nas aulas, era o suficiente para eu passar de ano sem ter que me matar de estudar para alguma prova mais complicadinha.

Mas, depois de véio, resolvi voltar para a escola para ter aulas. Dessa vez, para assistir as aulas, inclusive, determinado a chegar em casa e estudar, inclusive nos feriados e finais de semana.

E eis que quarta feira tive minha primeira aula. Foi legal, melhor do que eu esperava. Os anos que passei matando aula me ensinaram algo muito valioso: fazer a social. Em cinco minutos já estava amigo do professor e a aula, que eu tinha certeza que ia ser uma encrenca, foi tranquila.

Os dias estão meio corridos, então não deu tempo de estudar durante a semana. Verdade, não é desculpa. Aí sábado teve churras de aniversário do meu velho, mas domingo eu resolvi estudar. Peguei meu material e fiquei mais ou menos uma hora e meia fazendo os exercícios.

Engraçado foi que eu falei para a Dé na saída da minha aula, na quarta feira: “Não seise vou aguentar. Mas agora já paguei. Queria que desse um estalo e eu aprendesse, assim, do nada, porque eu não sei se vou ter paciência de estudar, de fazer os exercícios e tal”. Domingo ela me viu estudando e disse: “Você tem razão. Não sei quanto tempo você vai aguentar”.

Não sei se ela concordou justamente porque percebeu que eu estava achando meio chato ficar fazendo os exercícios, ou se é porque ela também estava tendo que aguentar aquela interminável repetição de escalas que eu estava fazendo, martelando o ouvido dela.

Claro, porque a aula que eu estou fazendo é de música, e fico estudando guitarra em casa, com os exercícios que o meu professor me passa. Ou achou que eu ia estar estudando matemática?

Puts, hoje fiz uma reunião com dois aspectos bizarros. Um é que o cara parece o Newman, do Seinfeld. Bonito que só. O outro, é que o cara sofre daquilo que eu chamo de gagueira mental. O cara não termina grande parte das frases que começa. Manja? O cara começa a idéia, e quando vai concluir, acaba. Tipo:

– Então, o cara fez um investimento de X reais, quer recuperar… sabe, em… e aí, como a gente quer fazer o negócio, pode ser que… ele… pode acontecer , compreende?

Coisa horrorosa. A impressão que dá é que ou ele se perdeu, ou que ele pensou o final do raciocínio, acha que falou, mas não falou. Aquela coisa bem windows. Tá pensando em um monte de coisas ao mesmo tempo, mas quando vai executar a mais importante (falar, nesse caso) dá pau! :o )

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