Archive for the ‘Pitacos’ Category
Desde o começo do ano, quase toda compra que eu faço, peço para colocar o meu CPF na nota. Resolvi aderir ao programa Nota Fiscal Paulistana, que além de ajudar a fiscalizar se os estabelecimentos estão pagando seus impostos (já que os meus e da minha empresa eu pago), poderia me render uma graninha. Se não me engano, 30% do ICMS pago nas compras volta em créditos para o meu CPF.
Mas enfim, essa semana me cadastrei no site da secretaria da Fazenda de São Paulo para ver como andava essa história. Literalmente, de R$ 1.119,67 reais em notas fiscais, tenho em créditos R$ 10,86!
Tirando várias notas que ainda estão com Status “A Calcular”, todos os outros, gerando créditos ou não, estão com status “Provisório”. Ou seja, essa quantia nababesca de dinheiro por ser que ainda nem seja creditada.
Algumas notas que não geraram crédito, tem as explicações, que só me deixaram mais puto. São elas:
Drogasil – “O Crédito não foi gerado pois não se encontram disponíveis alguns dados necessários para o cálculo”. Cacete. Não tá o meu CPF, o valor da compra, o CNPJ do estabelecimento? O que falta, então? Vai pro inferno, quero meu crédito.
PBKids – “O Crédito ao consumidor não foi gerado, pois não se encontram disponíveis alguns dados do estabelecimento fornecedor necessários para o cálculo”. Novamente, quero que se foda. Eu fui lá, dei o meu CPF, paguei a conta e, por consequência, os impostos, se a loja não tá pagando, tá irregular, tá faltando dados, pau na bunda dela. Quero meu crédito. Multa a loja, fecha, bate no dono. Eu não tenho nada com a falta de dados deles. Não posso ir lá e mandar o cara se acertar.
Leroy Merlin – “O Crédito ao consumidor não foi gerado, pois o estabelecimento fornecedor não faz parte do cronograma do projeto para o mês indicado na data de emissão desse documento fiscal”. Isso era uma compra de R$ 54! Eu tenho outra, calculando, de R$ 261! Quer ver que vou perder o crédito dessa também? Além disso, que merda de política é essa? Se a loja já está mandando os dados para o crédito, por que não conceder? Vai ficar esse embaço até quando?
Além disso, nos créditos que eu recebi, também tem coisa estranha. Numa compra na Cobasi, de R$ 109, ganhei crédito de R$ 2,29. Em R$ 31 do McDonalds, ganhei R$ 2,32. Depois, em outra compra da Cobasi, mesmo valor e mesmo produto, o crédito foi de R$ 6,25.
Como me falaram por aqui, sou o fiscal mais barato do mundo. Por apenas R$ 10, os caras tem uma idéia de quanto eu gasto e onde. Tudo bem, que R$ 1119 é uma parte pequena do que eu gastei no primeiro semestre. Mas mesmo assim, puta programa cagado, cheio de buraco. Quero saber como eu detono os caras que ainda não me deram crédito, ou os caras que eu dei o CPF na nota e nada de aparecer os caras no relatório.
Se a coisa continuar assim, vou parar de colocar o CPF nas notas e o governo que se coce para fiscalizar os caras. Que eu não sou relógio, prá trabalhar de graça.
Como diria Dadá, o mais marketeiro dos jogadores de futebol, não estou aqui para mostrar a problemática, mas para apresentar a solucionística.
Sei lá porque, mas tenho pensado muito nos últimos dias sobre como o país está uma merda. Tentando identificar as causas e, claro, pensar nas prováveis soluções. Há quem pense que é estranho um cidadão comum ficar pensando em soluções para o país, porque eu não sou político nem nada, mas acho que o melhor caminho para melhorar o mundo é todo mundo pensar em como fazer isso, e fazer.
E cheguei a uma conclusão inusitada. O futebol faz mal para o Brasil.
Porque para mim, um país vive de exemplos. E os exemplos que temos vindo do futebol são podres. Primeiro: você não precisa estudar. É só ter habilidade e poderá ser milionário. E no Brasil, qualquer milionário é doutor. É só reparar, tudo quanto é milionário gosta de ser chamado de doutor. Isso é uma merda, porque não importa o quão rico seja um cara, se ele é burro, ele é só um burro. Com dinheiro, mas burro. E ao ver um burro na TV, falando “para mim fazer”, “a gente tentamos”, “o póprio time”, entre outras pérolas, o que pensa uma criança? Posso ser burro, e ainda assim, posso ser rico.
O problema disso é que para cada jogador que dá certo, 1000, 10000, 100000, sei lá quantos mil, ficam pelo caminho. Aí continuam pobres, além de burros. E gente burra, bem se sabe, é fácil de ser manipulada, ou comprada com qualquer bolsa esmola.
Segundo: chega um dirigente em um clube. Se instala lá com a sua patota e fica, anos a fio, fazendo tudo quanto é tipo de falcatrua, usando o nome do clube como cartão de visitas. De um forma que eu não consigo entender, a justiça não alcança esses caras, mesmo sabendo que eles fazem as merdas. Por quê? Bom, quem teria coragem de fechar um time de futebol? Imagina um cara que chega e fecha o Corinthians, por cona de sacanagens com os gringos. Como um cara desses enfrenta sei lá quantos milhões de torcedores que, de uma hora para outra, ficaram sem a grande paixão da vida deles? Qual a mensagem: não preciso ser foda ou competente. Preciso é ser parte da patota do esquema.
Terceiro: federações e afins. É a mesma coisa que com os dirigentes. Só que potencializado, porque além de tudo, esses caras tem acesso a políticos em uma escala muito maior. A mensagem também é ruim. E é a mesma: fazer parte do esquema é mais importante, ou lucrativo, que ser esforçado e ético.
Não quero tirar o direito de ninguém de enriquecer, nem tiro os méritos de quem chegou lá. Só acho que a máquina toda é prejudicial para o Brasil. Os exemplos são ruins, e os motivos para ninguém fazer nada são ainda mais injustos. Futebol é o circo da nossa versão nacional do pão e circo para entreter os burros enquanto os espertos nadam de braçadas num mar de malfeitos.
Não acho que a solução para o país seja simplesmente acabar com o futebol. Mas com certeza, a moralização do país passa pela moralização do futebol. Jogadores instruídos, dirigentes éticos, federações transparentes, enfim, bons exemplos para aqueles que almejam alcançar esse nirvana milionário da elite do futebol.
Quem sabe assim, mesmo os que não chegam lá, pelo menos estejam mais preparados para a vida real.
Uma das coisas mais bacanas de quem trabalha com tecnologia, mas também uma das mais difíceis, é imaginar constantemente como será o futuro. O amanhã, o mês que vem, o ano que vem, a próxima década, o próximo século. Num mundo em que tudo muda a cada 6 meses, tentar imaginar como serão as coisas em 10, 15 anos é ao mesmo tempo engraçado e sofrido. Engraçado porque sempre saem idéias das mais malucas. Sofridas, porque numa aposta errada, um emprego ou mesmo uma carreira inteira pode ir para o buraco. Exemplo maior disso, Bill Gates, que comprou o DOS de um amigo que achava que aquilo não ia para frente. BG é um dos caras mais ricos do mundo. O amigo eu nem lembro o nome…
Mas, para olhar para frente (lá vem o chavão) temos que dar uma espiada para trás. Para que a gente não corra o risco de parecer ridículo, vale a pena lembrar como eram as coisas há 10 ou 15 anos atrás. Vamos para o mais longe, 15 anos.
Em 1993, poucos afortunados brasileiros tinham telefone celular. E muitos do que tinham só conseguiram por causa da Eco92, no Rio, para mostrar para os gringos que a gente era bacana. As redes eram analógicas, não tinham funcionalidades que hoje são consideradas básicas, como o Bina, por exemplo. PDAs eram agendas eletrônicas, com 32K de memória.
A Embratel estava contratando uma banda de internet de 2Mbps para testes. Apenas um punhado de cientistas tinha acesso a essa revolução. Quem tinha computador só podia usar BBSs ou serviços de video texto. As interfaces raramente eram gráficas. O Windows era o 3.11, que era um parto para conseguir uma conexão, e os processadores eram o 486 da intel. HDs de 40MB. Monitores coloridos tinham acabado de tomar o lugar dos monitores de tela verde, que dominavam os ambientes corporativos. Máquinas fotográficas digitais eram mais raras que pepitas de ouro, e gravavam em disquetes as fotos tiradas. Ou seja, demorava mais ou menos 30 segundos entre uma foto e outra. O mundo tinha acabado de ver a primeira TV de Plasma colorida, com 42 polegas. Pouco depois disso, pagava-se uns R$ 50 mil para ter uma. DVD era coisa do futuro e BluRay ninguém nem sabia que ia existir um dia. O melhor videogame da época era o Super Nintendo, de 16 Bits. GPS? Coisa de ficção científica, pelo menos os domésticos. Isso só para ilustrar alguns pontos.
Comparando com o que temos hoje: qualquer celular tem tela colorida de LCD, câmera e memória de 512M a 1Giga. As redes são digitais e aparelhos com internet, bluetooth, GPS, 16Giga de memória e outras coisinhas não são nem um pouco raros. Os celulares embutiram também os PDAs, então vem com agendas de compromisso e sincronizam com o seu computador. Que se tiver um HD menor do que 80Giga, você está doido para trocar. Se seu monitor não for de LCD, então… E seu processador, é dual ou quad core, com 3.2GHz? Mas poderia. Câmera digital só não tem quem usa a do próprio celular e uma TV de Plasma não custa mais R$ 50K, custa R$ 2,5K. E é melhor, porque é HD, ao contrário de sua ancestral caríssima. O Playstation 3 tem sei lá quantos bits e já é leitor de BluRay.
Aí a gente fecha os olhos e tenta imaginar como será que estaremos daqui a 15 anos. Eu tenho algumas idéias, ou pelo menos, algumas coisas que eu gostaria que mudassem.
A primeira dela: fios e cabos. Tirando os cabos de energia elétrica, acho que os outros vão sumir. Claro que ainda tem coisas que ficam melhores com cabo do que a transmissão sem fios, mas esse negócio de ter que ligar o DVD, o video game, o bluray, o decoder da TV paga, tudo na TV ou num receiver, para depois ainda ter que passar cabos pela sala toda para ligar as caixas de som, que podem ser 6, 8 ou 10, dependendo do seu receiver, é muita coisa. Já existem caixas de som sem fio, mas eu acho que um dia, todas as caixas e as ligações entre esses equipamentos não serão mais com fios. A mesma coisa seu computador. Mouse, caixas de som, teclado, impressora, monitor, um monte de fio prá lá e para cá, todos com os dias contados. Teclados e mouses sem fio não são nenhuma novidade, e o HD sem fio da Apple, o Time Capsule? Só mais uma pista de um futuro sem fios também no seu computador.
TVs e monitores que não sejam flat também vão acabar. Já no começo desse ano, tudo que eu vi de novidades para TVs na CES em Las Vegas já mostra isso. Seja Plasma, LCD, LED ou oLED, todas as TVs estão cada vez mais finas, e todas dispensando o tubão de outrora.
Mobilidade: tudo será móvel e cada vez menor. Seja a TV, o computador, o video game, ou o centro de mídia que os receptores digitais, sejam eles quais forem, vão acabar se tornando. Aliás, os equipamentos vão se juntar e assumir várias funções, que antes eram de equipamentos diferentes. O Xbox360 e o PS3 são exemplos disso. Assumem as funções de video game, BluRay/HDDVD player, MP3 player, computador (no caso do PS3 você pode instalar o Linux nele), um verdadeiro mídia center que, insisto, um dia será portátil. Como os celulares, que já são telefone, PDA, GPS, câmera fotográfica e MP3 players, e agora também com TV digital.
Digital é a palavra do futuro. Nada mais será analógico, a não ser, claro, que você queira. Como até hoje tem muita gente que prefere o som do vinil ao CD, DVD ou iPod.
Minha visão do futuro é essa: cada vez menos coisas fazendo mais coisas. E sem fios.
Eu acho que o bom jornalismo é o que informa, ajuda a criar opinião, mas não influencia. Quando o jornalismo tenta influenciar, criar tendências ou qualquer outra coisa nesse sentido, ele deixa de ser jornalismo e passa a ser mídia. Simples assim.
A EXAME dessa semana (ou desse mês, sei lá), tem uma matéria sobre o “Tirunfo do Low-Tech”, mostrando como produtos mais simples e baratos estão mudando os hábitos de consumo e ganhando a guerra de vendas contra os aparelhos Hi Tech.
A matéria tem alguns bons exemplos de como equipamentos baratos, mais limitados mas tecnicamente atraentes conseguem causar uma revolução e vender bem. O melhor deles, na minha opinião, o Eee PC, que já usei. Tem o que precisa em um dispositívo móvel. Internet sem fio, processador de texto, planilhas, e-mail, messenger, enfim, tudo que você usa em micros que são projetados prá rodar muito mais que isso, num tamanho e num preço legal.
Se até aí a matéria tava legal, quando começa a falar de games e celulares, cagou tudo. Primeiro, porque chamar o Wii de low-tech, para mim, é ridículo. Tudo bem que os gráficos não são os melhores do mundo, mas o controle do Wii, apesar de simples, é tecnologia de ponta. Sensor de movimentos, bluetooth, enfim, não dá prá falar que o Wii é low tech nem a pau. Outra coisa: falar que todo mundo prefere o Wii ao PS3 ou XBox 360 é outra bobagem. Falar que quando alguém pega um jogo de um desses dois consoles e a decepção é instantâea, porque tem muitos botões e é impossível de jogar, é outra bobagem sem tamanho. Tanto que o sonho de qualquer gamer é o Wii e mais um desses dois, que são bastante equivalentes entre si.
Depois, dando um exemplo de que nem tudo que é simples é sucesso, eles falam do iPhone, que seria, segundo eles, estado da arte de tecnologia. Sim, a interface do iPhone é a coisa linda de Deus, mas o iPhone não é 3G, não tem GPS, enfim. eu acho o iPhone do caralho, mas ainda acho o N95 (e o 96) mais aparelhos que ele. Mas mesmo definindo o iPhone como esse estado da arte, o cara fala que a usabilidade dele é ruim.
Na boa, a impressão que me deu é que o cara que escreveu a matéria quis dar um tom tão “low-tech” é legal, que acabou exagerando, falando o que não devia e de coisas que ele tem pouca intimidade para escrever. iPhone, PS3 e XBox, por exemplo.
Eu gosto de dar pitacos em tudo. Falar de tudo e de nada ao mesmo tempo. Afinal, loteei esse pedaço da internet e falo do que eu quiser e não falo do que eu não quiser.
Introdução introduzida, vamos ao assunto:
Eu estou com o saco cheio da cobertura ridícula e do comportamento mais ridículo ainda da polícia sobre o caso da menina que caiu / foi jogada da janela. Que eu não escrevo o nome porque eu não quero usar isso para nego me achar no google. Tá tudo errado. Não era prá ter esse circo, não era prá nego sair “apostando” quem foi ou deixou de ser, não era prá ter transformado essa coisa toda em uma história que pode dar uma merda ainda maior do que a que já aconteceu. Vejo uma multidão em porta de delegacia querendo agredir um ou outra e fico pensando: o que essa turma é da menina? Por que esses vagabundos estão lá, em vez de cuidar da própria vida? Como essa frescura vai ajudar a descobrir o que aconteceu? Podiam deixar quem tem que trabalhar fazer isso, depois cobrar a justiça como se deve, não com palhaçadas e macaquices em frente câmeras de TV.
Claro que o caso causa comoção. Claro que se espera que a justiça seja feita e quem quer que tenha sido o autor ou autores dessa merda toda sejam exemplarmente punidos. Até porque na terra da impunidade, cada justiça que é feita é comemorada como final de copa do mundo. Mas tudo tem limite. Primeiro espera-se que a polícia conclua as investigações, que a promotoria pública processe os acusados e que se eles forem julgados culpados, cumpram a pena prevista.
Se isso acontecer, para mim, está de bom tamanho. Isso é o que deveria acontecer em QUALQUER caso, em QUALQUER crime e com QUALQUER pessoa. Talvez, se fosse assim, a gente não ficaria tão indignado com um caso desses, por saber que as coisas se resolveriam, culpados punidos, sociedade tranquila.
Mas, não é assim. E infelizmente, a maior dúvida que eu tenho nessa história toda não diz respeito a acusados, fatos, pistas, evidências. Eu só queria saber se a menina, em vez de linda, sorridente e de uma família de boas condições, digamos, sócio econômicas, fosse da favela, feia e da tracional família brasileira: desintegrados pela falta de grana e excesso de pinga.
Você estaria curioso como está agora?
Você pode achar que não, mas é. E deve ser mesmo. Qualquer atividade dita profissional deve ser tratada como negócio, seja lá que ramo que for. E esporte é um ramo de negócios, sim, e muito lucrativa.
Só que no Brasil, temos um inimigo feroz do esporte, que trata qualquer categoria, modalidade ou qualquer outra coisa com um desrespeito de dar nojo. Que é a principal emissora de televisão. Sim, a tal empresa que tanto se vangloria de apoiar, na verdade, tem as piores práticas no que diz respeito ao esporte.
A primeira, menos vista, é usar seu poder de exposição para meter a mão em regulamentos para que os mesmo saiam de modo a favorecê-la. Primeiro a TV, depois o esporte. E isso acontece, como disse, com qualqer categoria, qualquer modalidade. Desde cláusulas no regulamento da Stock Car até determinação de horários e locais de jogos de futebol, passando por jogos de vôlei, basquete, futebol de salão, natação e até ginástica artística. Quer que a emissora transmita? Então, amigo, é bom ser domingo de manhã, num horário que “caiba” no programa de esporte matinal. Porque senão, você não vai aparecer na televisão. E torça para não ter nenhum evento mais “importante”, por exemplo, porque aí, nem se você pagar rios de dinheiro para aparecer vai rolar.
A outra coisa, essa mais visível e até pior (se é que alguma coisa e poir que meter a mão em tudo quanto é regulamento que aparece) é a insistente mania de não mostrar nem debaixo de porrada os patrocinadores dos atletas ou dos eventos. Imagine que uma empresa destacou uma verba dela para patrocinar um determinado atleta. Dinheiro esse que poderia estar indo para outras mídias, como TV, rádio, jornais, qualquer coisa, mas não, a empresa investiu em um atleta. Para que ele possa se dedicar ao esporte e talvez se tornar um atleta de ponta. Quando isso acontecer, sempre que ele aparecer, sua marca aparecerá. Mas a principal emissora do país faz malabarismos com suas câmeras para não mostrar a marca do patrocinador. Já tentou assistir alguma entrevista ou coletiva de imprensa depois de jogos de futebol, transmitidos pela empresa ou por alguma de suas subsidiárias? Para não mostrar o boné do patrocinador ou o painel com o nome dos patrocinadores atrás do atleta ou do técnico, dão um close na cara do infeliz que chega a dar náuseas em quem está assistindo. Se o coitado tiver uma espinha no nariz, por exemplo, você nem consegue prestar atenção no que ele está falando. Só consegue olhar a tal da espinha, que parece que vai explodir e invadir a tua sala pela televisão.
Aí me fala: porque eu vou investir tempo e dinheiro em patrocinar um atleta, um clube, uma agremiação qualquer, se na hora do retorno, eu sou passado para trás? Honestamente, se eu fosse o responsável pelo patrocíno de um grande time de futebol, aplicaria com a empresa a mesma política que ela aplica comigo. Avisaria a agência que cuida da minha conta que eu não iria querer programar mídia de TV com essa empresa, que não me mostra como patrocinador do clube. Anunciaria com outras emissoras, que entendem que quem patrocina o atleta ou o clube está fazendo isso para aparecer ali. Uma empresa pode ser loucura, duas, mostra um movimento, três pode começar a fazer falta. Imagine se os patrocinadores dos 4 clubes de maior torcida do país, tiram suas contas dessa emissora. Petrobrás, Sansung, LG e Pirelli. Dividindo a verba que antes ia para lá em outras emissoras, ou passando parte para os clubes. Seria algo a se pensar.
Enquanto a nossa campeã de audiência só pensar nela, não teremos campeões em campo, quadra, pista ou qualquer outra coisa. A falta de apoio de quem tem que escolher se o dinheiro vai no atleta ou na emissora, vai deixar várias promessas como apenas isso. Promessas.
Tudo que é lugar que passa a tocha olímpica agora, tem alguém querendo fazer uma graça qualquer para “protestar” contra a China e a repressão ao Tibet.
Claro que eu acho que tem que fazer alguma coisa, até porque em lugar nenhum do mundo, seja na Venezuela, no Brasil, na China ou no Tibet, um regime opressor é bem visto. Todo mundo sabe que o regime chinês é comunista, um partidão totalitário que manda e uma massa gigantesca de gente que obedece, porque senão corre o risco de perder a vida, a família ou os bens que tem.
A turma que trabalha comigo foi na China. Em tudo que é lugar, tem o olho do partidão comunista. A instrução parece que é assim: Povo chinês, a livre iniciativa tá liberada nos negócios. Pode fazer o que quiser, vender prá quem quiser e juntar o tanto de grana que vocês conseguirem. A única regra continua sendo que quem manda nessa joça, somos nós, comunistas. E os caras parecem ter topado. Os caras foram em várias fábricas, mas sempre acompanhados de algum representante do partido e um intérprete. As tentativas de falar direto com os chineses, em inglês, eram fortemente desencorajadas.
A outra coisa que foi percebida: tem 1 bilhão de chineses lá. Alguns já bastante endinheirados. O que se produz na China é facilmente consumido na China. Daqui a pouco, nego vai continuar protestando ridiculamente contra as olimpíadas na China, os chinas vão encrencar e parar de fazer coisa para o país que tá protestando. Afinal, se os caras usam a força sem pestanejar, não dói nada usar a força econômica que agora eles tem.
Lugar de resolver o lance do Tibet com a China é na Onu, na mesa de negociação. Tá achando que pode sacanear os chineses na olimpíada, treina e ganha deles lá, na mesa de ping pong.
Tava escrevendo um post enorme sobre o nosso futebol ser uma merda, porque os bons, antes mesmo de aparecerem aqui vão jogar na Rússia, na Ucrânia, no Japão ou nos Emirados Árabes. Sobre como é injusto um cara que mal sabe falar ganhar R$ 100K por mês e um que tem faculdade, pós graduação, MBA e o caralho a quatro ter que se matar para ganhar R$ 10K. E olhe lá.
Desisti. É só mais um reflexo desse país de merda que a gente mora. O país (eternamento) do futuro. Aquele se se melhorar, estraga. E pensando assim, melhora a cada dia…
Sei que muita gente pergunta: se acha ruim, por que não faz nada para melhorar? Eu faço, o pior é que eu faço. Pago os impostos para redistribuição de renda, ou seja, sai de mim e vai para algum ladrão que ganha mais que eu, pago IPVA para andar nos buracos, faço doações das coisas que eu não vou mais usar, tento movimentar a economia, enfim, tento ser correto.
Mas desamina. Fazer tudo certo no Brasil parece que é errado. Ser correto é sinônimo de ser otário.
Mais um reflexo…
Claro, eu me sinto obrigado a dar o meu pitaco sobre a história do menino de 8 anos que passou no vestibular para direito. Meu, ninguém, nem o menino e nem os pais dele tem noção? Com 8 anos, o moleque tinha que estar brincando, jogando vídeo game, cabulando aula, lendo gibi da Mônica, fazendo QUALQUER COISA, menos prestando vestibular.
Mas bom, prestou e passou. Não sei o que é pior. A situação ou a prova do vestibular. Aí pagou a matrícula, chegou para o primeiro dia e os seguranças não deixaram o menino entrar e a faculdade já avisou que a grana da matrícula do menino está à disposição para que o menino e a família a peguem de volta para cancelar a dita cuja. Então, primeira pergunta: eu, quando fiz matrícula na faculdade, tive que levar o meu diploma do colegial, histórico escolar, comprovante que eu tinha mesmo feito o colegial… Porque a matrícula desse menino não exigiu nada disso? Como a faculdade aceitou a matrícula e agora quer desistir de ter aceito? Se tivesse tudo na moita, o menino tava lá, estudando.
Outra coisa: na faculdade a galera tem entre 19 e 80 anos. 8 é BEM fora da curva. Quem vai ser a turma dele? Onde vão levar esse menino? Prá tomar cerveja no boteco? Fumar maconha na festa de aniversário de alguém da turma? Porque, sem nenhum exagero, aconteceu muito durante o meu tempo de faculdade.
E aí os pais agora querem processar a faculdade, ou pelo menos obter um mandado para que o menino faça o curso. Tá beleza. Aí ele vai e se forma. Ótimo. Você ia querer ser representado por um advogado de 15 anos? Se o menino não arrumar clientes o que os pais vão fazer? Processar os clientes que não querem ter um advogado de 15 anos?
Depois, o menino já disse que quer ser juiz federal. Que espera conseguir isso com 18 anos. Cara, com 18 anos e com essa vida completamente diferente do padrão normal, sem nenhuma experiência de vida, que tipo de julgamento ele será capaz de fazer? Vai usar toda a sabedoria que papai e mamãe lhe passaram para ponderar e decidir? A própria mãe do menino já disse que ele não é super dotado. Então, meu, prá quê fazer essa putaria com o moleque? Escola, normal, colégio, faculdade… A vida é curta, eu sei, mas isso não é motivo para tentar adiantar tudo desse jeito. Faz mal para o menino e, pior ainda, pode fazer mal para quem resolver aparecer apoiando essa maluquice.
Pois é. Que eu fui para a França, você, caro amigo, boa amiga, já sabe. Que eu fui roubado lá, também. Que rolou um acordo para o pagamento dos bens roubados, eu também contei.
Mas que só foi pago hoje, 4 meses depois, é novidade. Mas até aí… Pelo menos já é.
Agora bora gastar, que essa grana já tinha destino. Em breve você saberá. Bwahahahahahahahahahahahahahah! Que do mal.


