Archive for the ‘Pitacos’ Category

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Um brother meu um dia disse: a web 2.0 é uma merda, chata prá caralho. E ele tá certo. Uma coisa que eu sempre vi na internet, fosse em chats, fóruns, MMOGs ou qualquer tipo de interface que juntasse meia dúzia de seres humanos, é que a interação entre eles se tornava ridícula. Seja porque estão mentindo alucinadamente ou porque estão se xingando, ficar online com mais algumas pessoas em algum lugar se tornou uma tortura. Qualquer ambiente online frequentado por brasileiros, imediatamente esvazia, se tornando praticamente um serviço nacional. Burros e se sentindo protegidos pelo “anonimato” da internet, entram em serviços estrangeiros para espezinhar os gringos com um inglês que só nos faz passar (mais) vergonha.

Esse nome, Web 2.0, inclusive, usado para denominar conteúdo gerado por usuários “não-remunerados”, pelo menos diretamente, assalariados, deve ter sido inventado por um desses caras que criaram um puta hype em cima deles mesmos, para tentar criar alguma relevância no tal do conteúdo que eles mesmos geravam. Claro que tem muita gente boa escrevendo por aí, mas, como em todo lugar, também tem muito picareta. E muitas vezes, descobrimos que aquele cara super antenado com as últimas tendências, ele mesmo criando muitas delas, é aquele nerd gordinho que se você conhecesse pessoalmente nem entraria no site dele. E que em círculos sociais normais, de carne e osso, nunca foi muito importante.

Pois é essa turma que virou a grande influenciadora desse final de década. Os caras que a interação virtual é maior que a tradicional. O cara que tem mais amigos no MySpace, no Orkut, no Facebook, no MSN do que na vida real. Um dia desses fiz uma faxina no MSN e deixei só meus parentes e amigos. Minha lista diminuiu de quase 400 pessoas para umas 80. Honestamente, ainda não senti falta de ninguém ali.

Mas porque escrevi TWITTER, no título do post? Porque o twitter, apesar de muito bacana, é para mim um termômetro dessa babaquice 2.0. Muita gente, na pilha de se tornar uma celebridade 2.0, acaba criando para si mesmo um personagem, um ser diferente de tudo que gosta e faz, mas que sabe (ou acha) que vai ser bem aceito pela “comunidade” da internet. Alguns personagens, apesar de notadamente criados para isso, são bons. Mérito do criador/criatura. Alguns dos caras que acompanho no Twitter são ótimos personagens. Acompanho como obras de ficção, que é como acho que esses tipos devem ser tratados. É como se eu estivesse lendo uma história em quadrinhos, um livro, vendo uma série de TV. Vejo, mas não tenho nenhum interesse em me aproximar. E se um dia sumir, não vou sentir nenhuma falta.

Já outros personagens são muito ruins. São caricaturas, tão falsas e forçadas que reforçam o desgosto pela raça humana. Mas Freud explica. A necessidade de aceitação, carinho e afeto é uma coisa séria e, mesmo sendo falso, virtual, o preenchimento dessa necessidade pode estar fazendo bem para um ser qualquer. Então, que ele seja feliz.

Mas gosto mesmo de ler meus amigos, os que sei que o personagem não foi criado para a web 2.0, mas para a vida. É muito mais divertido, emocionante e, sem dúvida nenhuma, melhor ainda depois de um papo pessoalmente.

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Depois de me decepcionar com a Nota Fisca Paulista, eis outro engodo.

Como todos sabem, tenho uma empresa. Não é um ME, é um LTDA, logo, pago ISS todo mês. Sempre me falaram que parte desse ISS volta como crédito para abatimento do IPTU. Inclusive, uma vez liguei para a prefeitura, falei com os caras e fui informado que só posso indicar o imóvel em novembro. Pois bem, estamos em novembro. Depois de pagar 11 meses de ISS, descobri que tinha apenas R$ 0,30 de crédito. Isso. Tenho a fortuna de 30 CENTAVOS para abater do meu IPTU. Liguei para a prefeitura e perguntei como tenho crédito de quase 50 reais todo mês e na hora de abater só me aparecem 30 centavos. Aí a moça me deu a informação que pode mudar uma vida: crédito não é para quem presta o serviço, emite a nota e PAGA O IMPOSTO. É para o TOMADOR do serviço.

Minha cara prefeitura de São Paulo, pode pegar os 30 centavos que eu tenho direito, fazer um rolo de moedas de 1 centavo e enfiar no cu. Melhor, não enfia ainda não. Espera eu ter uns 4 reais de crédito, prá pelo menos cutucar a próstata.

Essa é a lei mais imbecil que eu já vi na minha vida. Quem paga o imposto sou eu, ou a minha empresa, e quem ganha o crédito é outra empresa. Vai se foder.

BRASIL, UM PAÍS DE TOLOS!

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A humor mais contestado do mundo é o inglês, reconhecidamente negro. Em alguns lugares, para algumas culturas, as piadas inglesas são de extremo mau gosto. Inclusive para brasileiros.

Eis que o pai do Lewis, Anthony, ficou puto com as piadas dos brasileiros com o Hamilton e com as vaias recebidas por ele em Interlagos. Primeiro as vaias: só mesmo um lord inglês como o Hamilton pai para esperar que a torcida local veja um estrangeiro ganhar o título de uma prata da casa e não se manifestar, aplaudir e achar tudo lindo. Mais do que qualquer outra coisa, as vaias foram uma manifestação de desapontamento com o resultado, e não de desaprovação ao concorrente. Aliás, nem bem o filho virou campeão do mundo e o pai já adotou o umbiguismo como religião, achando que tudo acontece em volta dele? Tá errado. Sobre as brincadeiras, concordo que podem ter exagerado, ainda mais dando uma camisa do Vasco para o coitado. Mas quando o pessoal do Pânico deu a tartaruga Barrichelo para o Schumacher, tudo beleza? Quer dizer, o mundo acha engraçado quando nós somos os palhaços, mas quando brincamos, aliás, de maneira muito mais light do que um inglês faria, o cara magoa? Ah, vai pro inferno.

A única coisa em que o cara está correto é quando o assunto é o racismo que alguns imbecis praticam com eles. Ainda tem gente incapaz de enteder que o mundo mudou? Vi a entrevista do Will.I.Am no Omelete e ele fala um negócio do caralho. Se perguntar para um brasileiro, preto, qual a nacionalidade dele, ele vai falar brasileiro, e não afro-brasileiro. É isso. A gente é mais do que carne, pele e osso. Aliás, de tudo que somos, carne, pele e osso são as partes que menos dizem sobre a gente. Se isso fosse importante, o que dizer o Hawking? Que ele é um aleijado? Independentemente de ser um dos caras mais inteligentes mundo.

Essa necessidade humana de segregar, categorizar tudo e todos é inexplicável. Brancos, Negros, Amarelos, Índios, Judeus, Muçulmanos, Protestantes, X, Y, Z… Enquanto não entenderem que a espécie (humana) é mais importante que qualquer raça, credo, etiqueta, categorização, corremos o risco de um dia sermos discriminados por ter um Basset Hound em casa em vez de um pastor alemão.

E tão racista quanto quem acha que uma raça é superior à outra, é quem acha que falar que a situação está preta é sinal de racismo. Quem acha que falar “olha que negra linda” é racismo, mas “olha que loira linda” é elogio.

O velho Hamilton exagera nas reações sobre as piadinhas, mas não existe reação adequada para essa imbecilidade que é o racismo.

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Se você tivesse que fazer uma comparação entre os canais de TV abertos, descrevendo brevemente os canais, como seria? Sim, eu sei que é uma tarefa árdua, até porque para isso você teria que assistir aos canais abertos. Mas pegando os principais. Prá mim, por exemplo, seria assim (por ordem alfabética para não ter encrenca):

Band: esporte e CQC
Cultura: para crianças
Gazeta: Ronnie Von
Globo: Futebol e novelas
Record: Podreiras
RedeTV: Nojeiras
SBT: Silvio, Maísa e Chaves

Agora, porque eu quis fazer isso? Parece que, para a audiência em geral, as redes de TV já tem um “rótulo” pré definido. Tipo, prá ver futebol, tá passando o mesmo jogo na Band e na Globo, todo mundo odeia o Galvão (ou diz que odeia), mas assiste na Globo. Logo, futebol é Globo.

Mas me espantou como, semana passada e retrasada, o Ibope revelou o que as pessoas assistem quando a face sanguinária e nojenta do brasileiro se manifesta. Primeiro no lance de Santo André, mesmo mostrando a mesma coisa, a Record deu mais audiência do que a Globo. Ou seja, parece que no quesito sangue, a turma do bispo leva vantagem. Quando o lance é jornalismo sensacionalista em cima da desgraça alheia, a Record tem um ótimo recall (trocadalho acidental).

Só que, semana passada, a Band, enquanto o Datena mostrava outro caso desses, de uma menina que foi assasinada dentro de um carro, chegou a dar 17 pontos em SP (saiu na Folha). Pode ser um reflexo do povo querendo, literalmente, sangue novo, mas o fato é que os destinos nesse caso também não foram a Globo, mas Band e Record.

Será que isso indica um caminho para uma futura “especialização” dos canais abertos? Ou será que é só o nariz do público, apontando para os destinos mais indicados para cada tipo de situação?

E o mais importante de tudo: será que dar um puta audiência com uma desgraça é melhor que uma audiência mediana com coisas boas? Vale mais 20 pontos de Ibope com morte e sangue, ou 5 com educação e respeito?

Se você anunciasse em TV, qual seria sua resposta? Você preferiria sua marca vista por milhões vendo a menina morta, ou por milhares que estão se divertindo?

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Um post multi, multi, multi marcadores!

Eleições em SP: Claro, deu Kassab. Podem espernear, falar do PFL, dos caciques da ditadura, toda aquela conversinha de petista quando perde. “Ele usou a máquina”, dizem, mas ter o presidente como cabo eleitoral pode? Então vão tomar no cu. A eleição do Kassab foi um recado claro: Marta Suplicy não ganha mais nada por aqui, com a pompa e arrogância que demonstra cada vez que abre a boca.

Eleições no Rio: Rá! Quando meus amigos me falarem que paulista vota mal, vou lembrar dessa eleição. Perderam a chance histórica de eleger um cara que, se não é um espetáculo, seria pelo menos uma novidade sem tamanho, para eleger o PMDB, que lá é do pastor Bolinha. Ovelhas.

Brasileirão: De fininho, sem fazer escândalo, sem alarde, o São Paulo já está em segundo. Palmeiras e Cruzeiro perderam para quem estava, ou ainda está, ameaçado pelo rebaixamento. Sem contar que Grêmio, Palmeiras e Cruzeiro ainda se trombam. Ainda dá, estávamos 12 pontos atrás do Grêmio, em quinta, e agora estamos a 3, em segundo. A reta final vai ser braba.

Fórmula 1: Acho que não dá para o Massa. Não estou nem com vontade de assistir a corrida. Tomara que eu morda a língua e fique com raiva de não ter visto.

Inferno Astral: ainda algumas nuvens, mas aparentemente, dissipando. Fé em Deus e em mim mesmo. É o caminho para botar a vida em ordem.

Por último, até porque o mais importante a gente sempre deixa para o final, para segurar a audiência: O Pedro está cada vez mais lindo. Fui comprar um presente para a chefe da Dé que faz bodas de prata e a dona da loja com um bebê no colo, do tamanho de Pedro. Quando falei que o Pedro tinha dois meses ela tomou um puta susto. O bebê dela tem 5! O moleque é um potro, um toiço, um boizinho!

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Minha opinião pode não interessar a ninguém, mas como o Esblogo é meu, eu escrevo e foda-se. Tudo que eu não queria na vida, é que esse negócio de Santo André virasse o espetáculo que virou. É que nem a Isabela Nardoni, vira circo, desrespeita as famílias, cria culpados, um monte de gente tem seus 15 minutos de fama e depois fica tudo como antes. Como a Suzane Von qualquertoffen. Como o Champinha. Como todas as merdas que assombram a gente todo dia e a gente tem que achar que é normal.

Não adianta procurar culpados onde não tem. É como procurar pelo em ovo. Agora é fácil falar que a culpa é da polícia, que foi incompentente, covarde, whatever. Primeiro, porque, prá começar, essa merda toda tem um culpado só: O tal do Lindemberg, um moleque de 22 anos que namorou por 3 uma menina de 15. Ou seja, com 20, ele namorava uma criança de 13. Tomou um pé na bunda e despirocou. Não me peçam prá achar normal.

Já responsáveis, tem um monte. E os principais, os abutres sanguinários que vivem de carniça e da desgraça alheia, que virou a imprensa desse país. Primeiro, porque transforma uma situação com enorme potencial para cagadas em espetáculo. São linhas do tempo, perfis traçados por especialistas, anatomia de um desastre anunciado. Esse bando, junto com os retardados que defendem “os direitos humanos” enfiam uma pressão sem tamanho nos policiais que, na hora de decisões rápidas e precisas, tem que considerar o fator “encheção de saco” e “carreira no esgoto”, por conta de gente que não tem o que fazer. Apesar de ainda achar que a atuação da polícia foi ridícula, concordo com uma frase do comandante da operação depois de encerrada a conversa, em que ele diz que se enfiasse uma bala na cabeça do moleque, em qualquer uma das inúmeras chances que teve, estaria sendo crucificado por matar um menino de 22 anos sem antecedentes criminais. Os filhos da puta que defendem os direitos humanos criam esses marginais por antecedência. Eles sabem que sempre vai aparecer alguém prá chamar de coitadinho, passar a mão na cabeça e foder quem tenta dar um corretivo na medida certa. Como disse um policial de Santo André que não quis se identificar, uma bala de calibre certo, na cabeça certa, daria outro fim nessa história e, em vez de 3 famílias chorando, teríamos só uma. 66% de economia de lágrimas. Chegamos ao ponto ridículo de uma imbecil entrevistar o moleque, ao vivo, por telefone, em um programa de TV. Aí fodeu de vez. Virou celebridade. “Minha página no Orkut vai bombar”, ele deve ter pensado. E a assesoria de imprensa da emissora ainda divulga nota dizendo que a tal imbecil AJUDOU na negociação. Que a consciência dela viva com o peso de ter participado dessa merda toda.

Agora o circo está armado, o prato cheio para os urubus e hienas. Por 15, talvez 20 dias, só ouviremos falar de Eloá e Lindemberg. Depois, o assunto vai esgotando, deixando de dar Ibope, esmoecendo, até outra merda, talvez maior que essa, monopolizar nossas atenções de novo.

O assunto só vai voltar a ser importante quando daqui a sei lá quanto tempo, virar um pseudo-documentário no cinema, ganhando ursos e libélulas em festivais pelo mundo afora.

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Mas dessa vez não quero ser presidente do Brasil. Quero ser presidente da CBF. E não é prá ficar rico, que nem todo mundo que entra prá trabalhar com futebol. Tá certo que se ficasse não ia achar ruim, desde que fosse de forma lícita.

Como todo mundo sabe, o caos no futebol brasileiro é estrutural. Então, minhas medidas como presidente seriam para atacar essa estrutura. Então, olha só que bando de idéia batuta.

1 – A não ser que o clube tenha um dono, de fato e de direito, tem que ter eleições para presidente do clube, com eleição direta pelos sócios e também com limite de reeleições de no máximo 2 mandatos de 2 ou 4 anos. Nada de nego que fica 60 anos mandando no clube. Se não cumprir isso, não disputa campeonatos da CBF, não é reconhecido pela entidade e, consequentemente, pela FIFA. Já se o clube tem dono, ele faz do jeito que quiser, visto que se o clube perde dinheiro, quem está perdendo é ele, como manda o figurino. Acho que uma medida dessas ajudaria a fazer com que os dirigentes pensassem mais no clube e menos no próprio umbigo.

2 – As federações estaduais teriam que trocar o comando a cada 4 anos, em eleições diretas com os representantes dos clubes e em anos que não tem eleição para presidente da CBF, para não mudar todo mundo junto. Os presidentes dessas federações elegeriam o presidente da CBF e ninguém, nem os estaduais e nem o da CBF, no caso eu, teria direito à reeleição. Ou no máximo, uma reeleição, mas aí com mandatos de 3 anos.

3 – Ligas independentes e associações de clubes: com uma federação honesta e funcional, não faz sentido ter representações paralelas. Se quiser ter, tenha, organize tudo por conta e risco, mas não será filiado das duas. Democracia é legal, mas em terra que todo mundo manda, ninguém obedece.

4 – Finalmente, a seleção. Que todo mundo reclama que perdeu a identidade com o brasileiro, que não joga nada e que os moleques só pensam em grana e balada. Pois é. Reflexo da falta de controle que deixou o futebol nessa zona. Então, primeira coisa. Para definir o técnico, que como diria o Luxembugo teria a função de MANAGER, eleição. As federações votam e a CBF fica com o voto de minerva. Uma vez eleito, ele vai, além de dirigir do time em campo, montar uma equipe, CONTRATANDO os jogadores. Sim, os jogadores da seleção passariam a ser da CBF, que seria dona dos direitos dos jogadores. O princípio é montar um time, sem essa ladainha de que futebol é momento e tal. Já disse isso, não tem que ter só os melhores, tem que ter os caras certos. Então, o objetivo é a Copa do Mundo? Monta-se um time que vai ser o mesmo por 3 ou 4 anos. 25 jogadores contratados da CBF, que são um time, treinam juntos, jogam juntos e sem essa esparrela de não ter tempo para treinar. Sei que a seleção não joga toda hora, então tem que manter esses caras em atividade. Empresate-se esses jogadores para times preferencialmente brasileiros, que em contrapartida, liberam o jogador para treinos com a seleção duas antes de qualquer compromisso em datas oficiais da FIFA. No caso de competições como Copa América e Copa das Nações, dois meses antes e Copa do Mundo, três.

Sei que muita gente perguntaria: Pô, mas aí compra o Ronaldinho e na hora de jogar o Alex tá muito melhor que ele. Na boa, um time, treinado e acostumado com os seus componentes, joga mais que um amontoado de craques. Acho que isso já está mais que claro, com o exemplo que a gente tem. Futebol é conjunto, e se 11 pernas de pau vão mal, 11 caras que sabem jogar e jogam sempre juntos vão melhor que 11 craques que não se vêem, não se falam e muitas vezes nem se toleram, por conta de vaidades.

É uma pena ver o único esporte que deixa gente rica no Brasil nessa merda, enriquecendo os caras errados e indo para o buraco…

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Quando é muita, o santo fica com o pé atrás.

Hoje me liga a mulher da Claro para “confirmar” o número do meu cartão. E aí pede de 5 a 7 dias úteis para eu receber o iPhone. Ou seja, se realmente chegar, só na semana que vem. Bom, foda-se. É só mais um exemplo a se relatar de como as operadoras são ruins. Nem quando te ligam para vender o negócio conseguem vender direito.

E só para falar da incompetência alheia (a minha eu escondo, óbvio), a Warner Channel se mata de divulgar os Sopranos, a série que mudou a história da máfia (?), sem cortes, coisa linda de Deus, melhor que avaiana de pau e na hora de exibir dá um pau atrás do outro? Pelo menos pela Sky tava impossível de assistir. Legendas zuada, falta de legendas, travando a imagem e ficando só com som, sem imagem nenhuma um monte de vezes.

Teve uma hora que o Tony e o Chris vão espancar um cara e a tela fica toda preta. Eu, que perco a série mas não a piada falei para o meu pai, que tá em casa e tava assistindo comigo: “Ainda bem que é sem cortes, senão a gente não ia ver essa violência toda…”

Sem contar que as legendas que você baixa na internet são melhores que as da Warner. Acho que os caras estão baixando as legendas e prá disfarçar estão “piorando” o trabalho dos caras que fazem de graça.

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Como todos sabem, não sou de colocar aqui coisas que recebo por e-mail. Mas essa explicação de como “funciona” a crise americana é tão boa que resolvi postar. Claro, dei uma mexida no texto, para ficar mais com a minha cara.

É assim:

O seu Biu tem um bar na Vila Carrapato e decide que vai vender cachaça “na caderneta” aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.

Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito, tipo a TAC e a taxa de cobrança que os bancos cobram da gente).

O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível e começa a adiantar um dinheiro ao estabelecimento, tendo a pindura dos pinguços como garantia.

Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO , CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.

Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu).

Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

Até que alguém descobre que os bêubo da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, o Bar do seu Biu vai à falência e toda a cadeia se fode.

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Depois do “Pedala, Robinho!” e do “Samba, Tevez!”, o lance é o “Chora, Jade!”. Coitada da menina, é uma baita ginasta, mas qualquer coisa, chora! Aliás, ela tem cara de choro até quando está feliz. E agora, além do choro, pedem desculpas porque perderam. A Jade, a Ronaldinha Gaúcha, digo, a Daiane e até o Diego Hypólito.

Todo mundo que me conhece já me ouviu falar isso, mas tirando o futebol (e talvez o vôlei), nenhum atleta que está em Pequim deve nada para ninguém, a não ser para eles mesmos. O país não apóia, não tem estrutura para ter atletas de ponta em esporte nenhum (só futebol e talvez o vôlei), não incentiva e eu acho que ainda atrapalha, colocando pressão em alguns atletas que, do dia para a noite, são transformados em “esperança”, “herói” ou sei lá mais que merda inventam e tocam nos ombros dos coitados.

Maior exemplo é o Cielo: o que se faz para a natação no Brasil? Onde treinam os nadadores? O Cielo, por exemplo, nos US&A. Na hora do pódio, o cara chorava que nem quem tem mãe na zona, sob os olhares curiosos dos dois franceses que ficaram com prata e bronze. Eles pareciam não entender o choro do cara. E é claro que não entendem. Nasceram na França, um dos 7 países mais ricos do mundo. Se resolveram ser nadadores com 5 anos de idade, tiveram apoio, estrutura, treinos apropriados desde essa idade, estar ali era natural para eles.

Pergunte em Santa Bárbara D’Oeste se estar com o ouro no pescoço em Pequim é natural para alguém? Por isso que eu entendo porque ele chorou. Devia estar pensando no pai, na mãe, em quem apoiou e acreditou nele, de quem é obrigado a viver longe, porque prá fazer o que ele gosta, e é bom fazendo, tem que morar a 10 mil km de distância deles. A melhor coisa que eu ouvi é que ele não participou do Jornal Nacional porque estava dormindo. Certo ele. A “emissora oficial” é uma escrota, que faz até mágica com as câmeras para esconder os (poucos) patrocinadores do esporte no Brasil, prá depois capitalizar em cima desses abnegados, a quem, como eu disse, mais atrapalha do que ajuda.

Tirando os jogadores de futebol (e talvez do vôlei), nenhum dos caras que está em Pequim deve desculpas para ninguém por aqui. Eles não nos devem nada. Nós, sim, como país, é que devemos a eles. Devemos apoio, estrutura, profissionalismo.

Não chora, não, Jade. Quem tem que chorar somos nós. De vergonha.

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