Archive for the ‘Pedro’ Category

Se tem uma coisa que eu tenho me divertido ultimamente, são as frases de efeito do Pedro. Parece que ele passou por mais um daqueles “saltos evolutivos” que as crianças dão de vez em quando, e agora destampou a falar.

Outro dia ele acordou, olhou bem para a minha cara e disse: “Não posso andar sozinho na rua. Tenho que estar de mãos dadas porque senão o carro me pega”. Aí eu respondi que é isso mesmo, e que no shopping também tem que andar de mãos dadas. E ele, pensativo: “É, senão o bombeiro coloca de castigo”.

Mas a melhor foi esses dias e eu, infelizmente, não presenciei. A Dé tava vendo o jornal em casa na TV e disse que ele ficou paralisado na frente da TV. Aí ela foi prestar atenção e era uma reportagem sobre o carnaval. Disse que tinha uma mulata sambando e tal. Aí, a hora que o Pedro viu que ela estava olhando virou prá ela louco: “A MOÇA TÁ MEXENDO A BUNDA!!!! A MOÇA! A BUNDA! ASSIM!!!”, e começou a dar uma chacoalhada, olhando prá ela com cara de “que porra é essa??”.

Aí quando cheguei em casa perguntei prá ele se ele tinha visto alguma coisa legal na TV. E ele respondeu que tinha visto “uma moça”. Perguntei o que ela tava fazendo e ele disse que ela tava “mexendo a bunda”. Mas não deu muito assunto, não.

Aí no dia seguinte ele resolveu desenvolver sobre o carnaval. Atenção poetas: olha que definição.

“Carnaval é música, papai!”
Pedro Garcia – 2 anos

Rá!

Quem tem criança em casa tem que estar preparado para tudo. Tombo, machucado, gripe, catapora, sono em horas bizarras, fome, fraldas, sujeiras em geral e por aí vai. Mas acho que tem uma coisa que não tem como se preparar. É quando a criança está começando a falar e solta várias pérolas. Pode ser desde a coisa mais trivial do mundo, que fica engraçado quando é uma criança que fala, até aquelas coisas que você fica pensando onde foi que aprendeu a falar isso…

Agora que o Pedro está total falador, já tem algumas boas dele.

“Cadê o cocô?”
Depois da Dé jogar uma fralda suja fora

“Que música chata, papai!”
Depois de ficar gritando que era prá ligar o rádio

“Que cocozera, credo!”
Chegando em casa e vendo a “obra” dos cachorros

“Eu quero pipoca.”
Depois de jantar, tomar suco, um danoninho, comer um pedaço de maçã e uma banana

“PAPAAAAI!!!!! PÃÃÃÃÃOOO!!!!”
Do lado da cama, aos berros, para eu acordar

“Eu quero um ovinho!”
Pedindo um Tic Tac

Corre para a festa!

Nada na vida prepara a gente para a paternidade. Nem para a parte boa e nem para as poucas coisas que são ruins.

No segundo ano de vida do Pedro, algumas coisas foram ruins. Ele teve gripe suína, a alergia é um pé e ele pegou um pneumonia.

Mas foi pouco, perto do tanto de coisa boa que ele proporciona. Ele é extremamente bem humorado, disposto, engraçado, carinhoso, é o maior barato. E uma coisa que eu sentia muita falta era de me comunicar com ele e saber se ele estava entendendo, além de, claro, entender o que ele queria. Mas esse ano ele desandou a falar. E está um barato.

Desde o começo, quando falava só papai, mamãe, Bã (que é o Buster), papá, mamá e coisas que tais, até agora, que ele já começa formular algumas sentenças, eu me divirto que só com ele. Qualquer coisa que ele fala eu adoro. Coisas óbvias, como “esse é o carro do papai” ganham uma nova dimensão quando é ele que fala. E as sacadas, coisas que ninguém nunca ensinou e ele fala, que me fazem rolar de rir. Como o dia que liguei o rádio porque ele estava pedindo para ouvir música e ele me sai com “que música chata, papai!”, todo cheio de razão.

Às vezes, humano e errado (pleonasmo, ja que todo humano é errado), reclamo de coisas que sou um privilegiado em ter. Hoje, no dia do aniversário dele, estava olhando para a decoração da festinha dele, pensando em quanto dinheiro eu gastei hoje, que não devia ter gasto, coisas mundanas desse tipo. Ele tava dormindo, o soninho da tarde. Acordou, a Dé trocou a roupa dele e ele saiu de dentro de casa para o quintal, onde eu estava com os pensamentos errados. Ele olhou para a decoração, apontou para as coisas que via, virou para mim e, cheio de surpresa e com uma felicidade tão pura e legítima que só uma criança de dois anos pode ter no dia do seu aniversário, falou:

Olha, papai! Óoooooolha… A Festa!

Perguntei prá ele se ele sabia de quem era a festa. E ele falou: “Do Pepê”.

Foda-se o dinheiro. É só um número em algum computador do planeta. Para ver a carinha dele, admirado com a decoração, feliz e sabendo que era para ele, vale qualquer sacrifício.

Se eu soubesse que ser pai era tão bom, não teria demorado tanto. E se eu soubesse que seria o Pedro, então…

São dois anos de duas pessoas. O Pedro e eu. O que tinha antes dele não existe e não importa mais.

Feliz aniversário, filho. Seu pai te ama demais.

Um monte de fotos do Pedro na galeria dele.

Sempre tem foto nova dele, mas a preguiça de colocar no ar é grande. Subo tudo no Mobile Me e fica lá, mesmo.

Mas vai lá ver. Das mais de 3 mil fotos dele, escolho algumas legais para colocar no blog. Algumas das que coloquei agora, gosto muito. A que ele está indo guardar a guitarrinha dele, que fica junto com os meus instrumentos, é uma. Outra, é a dele com gorrinho, que mostra como ele é lindo e como eu sou um babão!

Mas que pai não é?

Bom, quarta passada a Dé tava meio zuada. Com medo de gripe e tal, foi no médico com o Pedro no dia seguinte. A hora que a médica deu uma olhada nele, ligou para o São Luiz, falou com uma médica de lá e pediu para a gente ir fazer o exame prá ver se tinha gripe H1N1. Fizemos e, como o resultado demorava 48 horas para sair, a médica já receitou o tal do Tamiflu para ele.

No domingo, pegamos o resultado (atrasado, Lavoisier de merda) e deu positivo para H1N1. Cara, dá uma adrenalina, não vou mentir. Mas medicando e tudo, ele já está legalzão, nem parece que tem mais nada. Mas ainda assim, dá um medo.

Agora estou preocupado é em não pegar essa desgraça. Até agora não tive nenhum sintoma de gripe. Não tive febre, não está difícil de respirar, o corpo não está doendo, não tem nada disso. Só o nariz que está zuado, mas isso é a minha rinite que atacou, porque o ar de São Paulo anda uma merda sem tamanho ultimamente.

Agora é todo mundo se cuidando, para não acontecer nada demais.

07/08/08. Maternidades em São Paulo lotadas. Todo mundo que podia agendar marcou o parto dos filhos para sexta feira, dia 08/08/08, para ter um número cabalístico na data do nascimento dos filhos. Mas a gente não podia marcar. Dia 06 tivemos uma consulta com o Dr. José Bento e ele disse: “Tá muito grande esse moleque e não encaixa. Chega de sofrimento, ele nasce amanhã”.

Susto, felicidade, tudo ao mesmo tempo. Fomos para casa, ligamos para todo mundo e aí o povo começa a chegar. Sogro e sogra de Aguaí, pai e mãe do Rio, irmã, amigos. Duas da tarde, entramos na maternidade. Parto marcado para cinco da tarde. Um misto de medo, ansiedade, vontade de acontecer logo, a curiosidade de ver, pela primeira vez, a carinha do Pedro.

Lá pelas cinco foram buscar a gente no quarto. A Dé vai para um lado com uma enfermeira e eu para outro, com o anestesista, que me levou para o vestiário onde me fantasiei de scrubs para fotografar, filmar e assistir o parto. Encontrei com a Dé na sala de parto, brinquei com ela para relaxar um pouco até que a equipe do Dr. Zébão chegou e começou a trabalhar. Ligam aquele bisturi eletrônico, que vai queimando para cortar e vão. Até que uma hora chegam na bolsa e começam a sugar o líquido. Nessa hora deu um estalo. Cacete, é agora. Vai nascer!!!!

E nasceu, mesmo. Chovia e estava frio em São Paulo, às 17:14 do dia 07/08/08 quando a sala 07 do hospital São Luiz do Itaim se encheu de luz e calor. Quando vi pela primeira vez a pessoa que mais quero ver sempre na minha vida. Quando eu descobri que tudo que eu dizia que amava, na verdade, eu apreciava levemente.

Hoje faz um ano que o Pedro nasceu. Que eu vejo ele dormir, mamar, crescer, engatinhar de ladinho de um jeito que só ele faz, andar, nascer dentinho, ver Discovery Kids, brincar, acordar de madrugada, cedinho, qualquer hora é hora de ficar com o pequeno.

O jeito que ele olha para a mãe, que ri quando eu faço graça, que grita quando chego em casa e ele ainda está acordado… É muito mais do que eu jamais esperei na minha vida. É tanto amor que não cabe no corpo, é tanta felicidade que contagia quem passa perto.

Parabéns Pedro. Feliz aniversário. Que essa felicidade que você tem e transmite para a gente seja infinita!

Seu pai te ama demais!

Esse final de semana foi quase que 100% dedicado ao Pedro. Quase porque eu ainda trabalhei um pouco, cobrindo a corrida de F1 para o site da Band. Mas se não fosse isso, só tinha dado o filhote.

Começou na sexta de noite, que eu saí correndo daqui para conseguir comprar uma fralda para natação para ele. Isso porque, obviamente, ele ia fazer uma aula de natação experimental no sábado de manhã. A gente tinha combinado, eu e a Dé, que se ele gostasse, a gente ia fazer a matrícula dele na bagaça. Não precisamos nem conversar depois para ver o que fazer. Ele adorou a água, a piscina, tudo. Ria de gargalhar dentro d’água. A hora que a professora pediu para colocá-lo com o peito na água, segurando por baixo dos braços para dar uma volta na piscina, foi de rachar de rir. Ele saiu batendo as perninhas que parecia que já sabia nadar. E vou falar: é uma diversão para a criança, mas é um exercício doido para o pai, não vou mentir. Ficar agachado o tempo todo, segurando o toiço, mesmo que dentro da piscina, faz uma força que não vou mentir.

Ainda no sábado fomos comprar o bolo e os salgadinhos para a galera ir em casa depois do batizado dele. Claro, teve a sessão degustação, que é sempre uma parte interessante da gente comprar qualquer tipo de rango, ainda mais quando é tranqueira.

O Pedro foi tirar uma soneca de tarde e eu fui cortar a grama. Na hora que eu tentei trocar um treco no cortador, quebrei o desgraçado. Fiquei tão puto que joguei ele longe. Não duvido que tenha piorado a já precária situação do bagulho. Mais para o final da tarde, hora de ir para Igreja, para a segunda parte do curso de batizado. Pior que eu e a Dé já fizemos, mas vale por um ano e perdemos o nosso para o do Pedro por um mês. Mas dessa vez não teve susto.

Domingo dormi em turnos: das 11 até as 3 da matina, para cobrir a corrida. Aí o Pedro acordou às 5, fiquei com ele até as 7 e fui dormir de novo, até às 11. 12 horas de “dorme-acorda”, em que fiquei 8 dormindo e 4 acordado! :o )

E aí, correria para arrumar e limpar a casa, buscar as emcomendas, se arrumar, arrumar o Pedro e aí ir para a Igreja. Gostei do Batizado dele. Apesar de ser uma bagunça, aqui entre nós. Mas foi legal. Como eu já estou me acostumando a dizer, qualquer coisa com o Pedro é legal. Acho que a parte mais engraçada foi quando ele fez um cocô fedido que só e tivemos que trocar o danado no meio da igreja. Aí, não me pergunte como, ele meteu a mão no cocô e passou na roupa branquinha do batizado. Fez menos estrago do que parece quando se fala, mas foram momentos de tensão.

Depois junta a turma em casa e, pela primeira fez, tive a oportunidade de tirar uma foto 4P. Paulo Vô, Paulo Pai, eu e o Pedro. 4 gerações seguidas de PGs.

uma delícia.

Acordei antes das 7 da matina, prá levar a Dé para o trabalho. 7:15 chegamos lá e fiquei esperando na porta até umas 8hs, enquanto ela mostrava o Pedro para todo mundo. Voltei para casa, fiz o Pedro dormir, que é a hora da soneca dele de manhã, sentei no computador e comecei a trabalhar. Umas 9hs ele acordou, fiz uma mamadeira para ele. Tava com sono, puto com o trabalho e o dia ainda nem tinha começado.

Coloquei ele no carrinho para me trocar e pegar as coisas para ir embora. Olhei para ele e ele abriu o sorrisão prá mim. Na minha cabeça, mas do que um “Oi, Pai!”, ele tava falando: “Calma Pai, tudo se acerta. A gente tá junto”.

Aí tudo mudou. O dia ficou bonito, ensolarado, o trabalho ficou suave, tudo ficou leve. Que delícia. Brinquei um pouco com ele antes de levá-lo para a escolinha e vir para o trabalho.

Um sorriso. Mudou tudo.

Brigado, filho!

Uma semana corrida, mas bacana. Muitas novidades.

Uma delas é que agora o Pedro foi para o berçário, porque a Dé voltou para o trabalho. E a gente já causou na escolinha / berçário, mas acho que é mais porque somos marinheiros de primeira viagem do que qualquer outra coisa. Até agora, que ele está com 5 meses, só a gente ficou com ele. E agora que a gente tá deixando ele com outras pessoas, acho que estamos sentindo mais o golpe do que ele. Mas não tem muito o que fazer, infelizmente. É da vida.

Outra é que o Henrique, primo do Pedro, está chegando. A gente já deve conhecer ele no final de semana. Eu estou bem ansioso para conhecê-lo, não vou mentir. Para mim, ele é o primeiro sobrinho do lado de lá da família. Os outros 3 sobrinhos da Dé não consigo considerar que são meus, por uma série de razões que não dá nem prá tentar explicar, mas acho que é principalmente porque eles já existiam antes de eu namorar a Dé. O Henrique não, esse eu acompanhei desde o comecinho, então parece que é meu, também, que nem o Caio é da Dé. Difícil de entender, mas é assim que eu me sinto.

A pergunta que não quer calar: Cadê o Verão desse ano?

E nasce um mito: ODM! Em breve, esclarecimentos sobre isso, aqui mesmo.

Um post multi, multi, multi marcadores!

Eleições em SP: Claro, deu Kassab. Podem espernear, falar do PFL, dos caciques da ditadura, toda aquela conversinha de petista quando perde. “Ele usou a máquina”, dizem, mas ter o presidente como cabo eleitoral pode? Então vão tomar no cu. A eleição do Kassab foi um recado claro: Marta Suplicy não ganha mais nada por aqui, com a pompa e arrogância que demonstra cada vez que abre a boca.

Eleições no Rio: Rá! Quando meus amigos me falarem que paulista vota mal, vou lembrar dessa eleição. Perderam a chance histórica de eleger um cara que, se não é um espetáculo, seria pelo menos uma novidade sem tamanho, para eleger o PMDB, que lá é do pastor Bolinha. Ovelhas.

Brasileirão: De fininho, sem fazer escândalo, sem alarde, o São Paulo já está em segundo. Palmeiras e Cruzeiro perderam para quem estava, ou ainda está, ameaçado pelo rebaixamento. Sem contar que Grêmio, Palmeiras e Cruzeiro ainda se trombam. Ainda dá, estávamos 12 pontos atrás do Grêmio, em quinta, e agora estamos a 3, em segundo. A reta final vai ser braba.

Fórmula 1: Acho que não dá para o Massa. Não estou nem com vontade de assistir a corrida. Tomara que eu morda a língua e fique com raiva de não ter visto.

Inferno Astral: ainda algumas nuvens, mas aparentemente, dissipando. Fé em Deus e em mim mesmo. É o caminho para botar a vida em ordem.

Por último, até porque o mais importante a gente sempre deixa para o final, para segurar a audiência: O Pedro está cada vez mais lindo. Fui comprar um presente para a chefe da Dé que faz bodas de prata e a dona da loja com um bebê no colo, do tamanho de Pedro. Quando falei que o Pedro tinha dois meses ela tomou um puta susto. O bebê dela tem 5! O moleque é um potro, um toiço, um boizinho!

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