Archive for the ‘Paul Presidenciável’ Category

O que mais me assusta nessa guerra entre Israel e o Hamas, além das vidas perdidas, óbvio, é o patrimônio da humanidade que está em risco ali. Sinagogas, Mesquitas, Igrejas, lugares históricos para cristãos, judeus e muçulmanos que podem sumir de uma hora para outra. Eu adoraria ir para lá, ver os lugares que estão na Bíblia, no Torá, no Alcorão. Os lugares que não são sagrados apenas para uma, mas para três das principais religiões do mundo. Mas tem como? Se no Brasil temos medo de bala perdida, lá temos medo de uma bomba perdida.

Que esse conflito, infelizmente, um dia se tornaria uma guerra, todo mundo já sabia. São pessoas que crescem jogando pedras umas nas outras, uma de cada lado de um imenso muro cultural, político, econômico e religioso. São diferenças cunhadas muito profundamente para serem apagadas de uma hora para outra. Tolerância e compaixão são palavras há muito esquecidas por aquelas bandas. E a Fé de muitos, é usada como pano de fundo para a briga de poucos.

Muitos se perguntam porque os US&A, tão metidos a entrar em confusões mundo afora, não entram nessa briga. Acho que a resposta é simples. Aquele pedaço da Terra, tão pequenino, é o pavio do mundo. Se a encrenca dali espalha para o mundo, a merda vai ser muito grande e totalmente fora de controle. Só podemos esperar que a coisa acalme, as brigas voltem para as mesas de negociações e os termos sejam os melhores para o mundo todo, não apenas para quem está por perto. Antes que os nervos fiquem ainda mais expostos.

E o berço da humanidade se torne o começo de seu túmulo.

Tem dias que eu acho que nego só fala mal do processo eleitoral dos US&A porque se aqui fosse como é lá, talvez não tívessemos o presidente que temos. Isso porque lá se leva em conta o tamanho e a importância de cada estado que compõe o país na hora de escolher o presidente. Por exemplo: Nova Iorque é mais importante, em termos populacionais e econômicos que Dakota do Norte. Então, NY indica 31 caras para votar no presidente e Dakota do Norte, 3.

Se fosse igual aqui no Brasil, São Paulo teria mais peso do que quem está na Bahia, por exemplo. Aliás, São Paulo, Minas e Rio seriam os estados com mais peso na decisão. Como são na economia do país. Isso quer dizer que quem ganhar nesses 3 estados seria o presidente eleito? Provavelmente, mas não necessariamente.

O principal argumento de quem é contra esse sistema é que o voto de quem está na Bahia valeria menos do que o de quem está em São Paulo. Sim, é uma visão. Por outro lado, o voto de quem é responsável por 31% do PIB do País, ou seja, quase 1/3 do PIB de um país que tem 27 estados, deveria mesmo ter mais peso de quem é responsável por 4% do PIB. Se mantermos a proporcionalidade pelo PIB, claro que é injusto. A região Sudeste tem, sozinha, 54% do PIB do país, e conseguiria eleger um presidente independente se o outro candidato ganhar nos outros 23 estados.

A fórmula para decidir o colégio eleitoral brasileiro deveria levar em consideração outras variáveis, como população, talvez, mas isso é uma coisa que não vai mudar.

Claro que eu acho que o sistema brasileiro não vai mudar e, mesmo que mude um dia, não chegará nem perto de como é por lá. Porque por aqui, a maioria leva, sempre foi assim e é difícil demais de mudar isso.

Mas que seria divertido ver como seriam os resultados por aqui se o sistema fosse como lá, isso seria. Acho que vou simular em 2010.

E claro, que vou ganhar a eleição! :o P

Deu Hamilton, Obama, faz tempo que as Willians Sisters mandam no tênis e o Tiger Woods no golf. Basquete e futebol, então, nem se fala. Tudo da cor.

Como é que ninguém ninguém até agora saiu com o trocadalho “White house, black guy”?

E nós, aqui no sul do mundo? Quem vai ser “O” negão? Pelé é o rei, mas não apita mais nada. Mussum já foi? Talvez o Lázaro Ramos. Mas, na certeza, para 2010, é Paul na cabeça, o Obama do Esblogo.

4P, galera! 5P comigo lá.

PS: Sim, eu me acho o negão.

Enquanto eu não lembro o que esqueci (redundância, isso?) e espero a turma para ir almoçar, queria fazer uma constatação: O Brasil é o país do faça o que eu falo e não o que eu faço.

Um exemplo disso é a eleição que acabou de passar. Depois de usar o governo federal até falar chega na campanha, fazer o presidente do país subir no palanque, os petistas estão falando que perderam porque o Kassab usou “a máquina” da prefeitura e do governo do estado. Aliás, essa é uma expressão que petista adora. “A máquina”. É difícil demais admitir que a Marta é arrogante e a campanha dela errou o tom? Aprender com o erro é proibido? É vergonhoso? É o quê, no fim das contas?

Até por isso eu acho que o Rio fez merda em não eleger o Gabeira. Além do inusitado da idéia, que seria ter um prefeito desses, o que eu vi de entrevista dele depois da eleição foi na linha de “os eleitores votaram, elegeram o meu adversário, bola prá frente”, como tem que ser com quem perde.

Um analista que nunca lembro o nome disse: candidato, mesmo derrotado, tem que sair de uma campanha maior do que entrou. Aconteceu isso com o Gabeira no Rio, mas não aconteceu com a Marta e com o Alckmin em SP. Aliás, começo a achar que esses dois não ganham mais nada.

Lembro que uma vez li uma declaração do FHC falando da relação do Lula com o Bush. Ele disse: “Ele prefere o Bush, eu prefiro o Clinton”. Todo mundo, inclusive eu, percebeu ali a comparação de intelectos dos 4 mandatários envolvidos na conversa. Mas tem outro aspecto que está me deixando encafifado na semelhança de tucanos e democratas. Me parece que, depois da saída dos caras do poder, eles estão se especializando em fazer cagadas para perder eleições.

Por lá, esse embate da Hillary Clinton com o Barack Obama vai fortalecendo o candidato Republicano. John McCain, pelo pouco que vi, é um cara conservador, branco, já numa idade que pode se vangloriar da experiência que tem e, o mais importante de tudo, ele tem cara de presidente americano. Essa briga dos Democratas só atrasa a definição do candidato e, ao expor os podres um do outro, eles dão combustível para o rival. Sei que lá é diferente daqui, mas eu acho que até agora o único feliz com a demora na definição dos vencedores e com o pau comendo, é o candidato que já está na final, o McCain.

Por aqui, às vésperas de uma eleição municipal, já estamos vendo a tucanada dar bicada para tudo que é lado, menos para o lado certo. O Alckmin insiste em sair candidato à prefeitura de SP, concorrendo com a Marta Suplicy e com o atual prefeito, o Kassab. Cenário dos sonhos para a ministra do relaxa e goza. Quem concentria votos em um ou em outro, vai dividir e, eventualmente, acabe votando direto na candidata do PT. Essa é só a mais latente das brigas, porque trata-se das eleições mais próximas. Na âmbito federal, acontece a mesma briga, mais velada, mas também mais feroz. José Serra e Aécio Neves querem ser candidatos a presidente em 2010. Os dois, governadores de grandes, e ricos, estados, parecem não perceber que se a briga não for resolvida, e logo, corre-se o sério risco de acontecer o que aconteceu na reeleição do Lula: o partido vai rachado e enfraquecido para o embate, e aí teremos pelo menos mais 4 anos de PT ou algum coligado.

Essa falta de liderança interna é evidenciada para o povão. Que pode não entender de política, mas apesar deo discurso de democracia e liberdade, gosta mesmo é de alguém que mande.

Hoje ouvi uma notícia no rádio que me deixou intrigado. Falava que o governo federal, daquele cara lá, quer fazer um pacote que iniba a guerra fiscal entre os estados. Mas, por quê? Que eu saiba, o Brasil é uma república federativa. Logo, todos os estados que formam essa federeação podem ter suas próprias leis, baseadas numa linha mestra traçada pelo Estado Maior. Já não fazem isso. Por exemplo, se São Paulo tivesse pena de morte, muito nego ia pensar duas vezes antes de vir de fora fazer merda aqui. E isso vale para qualquer estado.

Mas, de volta à guerra fiscal, não à guerra de verdade: eu acho mó legal, sabia? Vamos imaginar um cenário: São Paulo (só a cidade) tem 10 ou 12 milhões de habitantes. Tem um ICMS (aí é o estado) sei lá, de 7,82%. Hipotéticamente, é um número cabalístico. Aí aparece um estado tipo Tocantins, com um incentivo fiscal (ou guerra, foda-se o nome), dizendo que as empresas que forem para lá pagarão 3% de ICMS. Uma empresa que vai daqui para lá, economizaria 4,82% em impostos. Seus empregados teriam uma qualidade de vida superior, porque morariam numa cidade com uns 500 mil habitantes, sem trnânsito, sem poluição, com menos violência, enfim, numa cidade mais tranquila. E o que São Paulo ganha? Bom, ao meu ver, se uma empresa sai, pouco. Mas se saem umas 300, 400, 500, com média de 100 funcionários cada, mais as famílias dos caras e tal, umas 20 mil pessoas a menos. Resolver, não resolve, mas já é um começo! E daí que o Estado vai ganhar menos com impostos? Vai GASTAR menos, com menos gente para manter. O policiamento per capita aumenta sem precisar aumentar o efetivo, as ruas desgastam menos porque tem menos carro, tem menos poluição, ajuda a espalhar gente no Brasil e a distribuir melhor a economia desse país tão grande que às vezes parece ter uma cidade só!

Sei lá, posso estar falando a maior bobagem do mundo, mas eu acho que isso tem que mudar. São Paulo tem que deixar de ser A cidade do Brasil para ser só mais uma. Quero um Brasil mais igual, por mais piegas que isso possa parecer, e com uma cidade que, sozinha, tem a população de 4 ou 5 estados inteiros, acho que isso não é muito possível, não.

Tem mais é que ter guerra fiscal, mesmo!

Sei que ninguém vem aqui prá mudar de voto, mas, em todo caso, quero dar a minha opinião sobre porque o Lula ficou puto com as privatizações.

Quando as empresas são estatais, quem indica o presidente e a diretoria da empresa é o Poder Executivo. Ou seja, todas as empresas Seiláoquebrás, o Lula que indicaria os companheiros que seriam os chefões dessas empresas. Sistema Telebrás, Embratel, tudo, indicação dele para a diretoria e presidência.

Ou seja, a privatização acabou com a boquinha dele.

Prá quem não lembra, antes da privatização, um telefone custava US$ 2.000,00, era dedutível do IR, era patrimônio, era coisa de rico. Quando você pedia uma linha, a empresa te prometia que ia te entregar em 3 anos, 200 dias e 4 horas, se não chover. Hoje custa R$ 19,90, instala em no máximo uma semana. 90 milhões de pessoas tem telefone. O setor gera 200 mil empregos diretos.

Realmente é muito ruim para o país. Para o país que eles querem que a gente seja. Atrasado que nem eles.

Eita que deu segundo turno!

Se dependesse de São Paulo, cidade e estado, Lula estaria fora já no primeiro turno. Essa é a parte que me enche de orgulho de ser paulista.

Já, nossos votos para o legislativo estão longe de me orgulhar. Suplicy vai para 24 anos de senado. Já tem 16 e vai para mais 8. Essa é uma coisa que eu não entendo. O cara tem dificuldade até para falar…

Deputado federal, então, a lista dos 4 mais votados não chega a surpreender, mas é surreal: Maluf, Celso Russomano, Clodovil e Enéas. Eu tinha certeza que eles seriam eleitos, só não esperava que fossem os mais votados. Na esteira, Maluf e Russomano levam mais 4 ou 5 do PP para Brasíla e o Clodovil leva mais do partido dele (sei lá qual é). Por conta da tal proporcionalidade, candidatos que não teriam votos para serem eleitos, vão para Brasília. Representar quem, já que não foram eleitos por ninguém. Quer dizer, foram. Pelo Maluf, pelo Russomano e pelo Clodovil.

Dia 28 tem mais. Bora ver se a gente consegue virar o jogo. PEDALA GERALDO!!!!

Claro que eu vou comentar o debate para presidente. Que, para mim, foi mesmo surpreendente.

E o que surpreendeu não foi a ausência do Lula, que esse é um imbecil mesmo, não surpreende mais nada. Nem a Heloísa Helena, atirando para todo lado e batendo em todo mundo, porque isso é só o que se espera dela. Também não surpreendeu o nervosismo do Alckmin, que é experiente e tal, mas ontem viu a chance de nadar sozinho e parece que assustou um pouco com ela.

Quem matou a pau, e essa é a minha surpresa, foi o Cristovam Buarque. Totalmente coerente, claro, expôs suas idéias, criticou de forma totalmente educada, mostrou que tem autoridade para falar de educação. Foi o destaque positivo do debate.

Minha percepção é que tanto a Heloísa Helena quanto o Cristovam Buarque, principalmente a HH, deve tirar alguns votos do Lula. O CB deve tirar também alguns do Alckmin. Acho que foi positivo o debate para quem quer ter segundo turno.

Mas não foi divertido como o debate para governador, quando o fight rolou solto.

Cara, ontem vi o debate entre os candidatos a governador de São Paulo. PQP, a coisa é feia demais. Uma breve análise, desse blog que de dois em dois anos fala de política:

Geral: é impressionante a cara de pau de antigos inimigos, se juntando contra novos inimigos. De todos os que estavam ali, de longe os que mais se atacaram na vida, eram PT (Mercadante) e o PMDB (Quércia). Ontem, “sem querer”, eles estavam unidos contra o PSDB (Serra). Mas, apesar de tudo, deu prá ver quem está preparado ou não, tanto para o debate quanto para a função. E realmente, numa avaliação isenta, só o Serra e o Mercadante sabiam o que estavam fazendo ali. O Plínio é um cara inteligente, pelo menos aparenta ser, mas vive num mundo de faz de conta. :o ) O Quércia morreu e esqueceu de deitar, parece que tá num comício o tempo todo, falando que o que vai fazer, como se ele decidisse tudo sozinho. E o Carlos Apolinário esqueceu de levar a foto do Brizola, porque falou nele o debate todo.

Agora, uma análise individual de cada um, com a melhor frase durante o debate:

Plínio: É o Suplicy do PSOL
Frase: Quércia, você, o Fleury, o Covas, o Alckmin, todo mundo fala que fez casa popular. Tem um défcit de 700 mil moradias e um milhão e 400 mil imóveis desocupados em São Paulo. Explica isso aí prá turma. (Ao fazer sua “pergunta” sobre habitação)

Carlos Apolinário: Aprendiz de Brizola. Usa sua honetidade como diferencial, em vez de ser o padrão. Fizeram uma pergunta sobre eduação e ele respondeu sobre segurança.
Frase: Por que só eu sou advertido, Chico Pinheiro? Segurança está relacionado com educação! (depois de levar um pito por mudar de assunto)

Mercadante: É a cara do PT. Arrumadinho, metido a intelectual, mas cutuca que ele explode.
Frase: O Lula vai ganhar no primeiro turno!!! (já ele…)

Quércia: Morreu e esqueceu de deitar. É o retrato de um político antiquado, sem contar que ele tá com um par de orelhas que eu vou te contar.
Frase: OPA! DESCULPA! (depois de socar o microfone, fazendo pose)

Serra: Sempre no limiar da arrogância. Se não fosse isso, seria presidente em vez de candidato a governador.
Frase: Eu posso perguntar para ele? Qual é o problema? (quando escolheu fazer uma pergunta para o Plínio, pelo segundo bloco seguido).

Para terminar, o melhor diálogo do debate:

Quércia: Então, Serra, prá resolver o problema da educação, tem que ter pulso firme! (mexendo a mão meio frouxa).
Serra, rindo: Firme, é?
Quércia, também rindo: Firme!
Serra, ainda rindo: Sei. Firme!

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