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Hoje, se seu paradeiro fosse conhecido, Elvis faria a sua festa de 75 anos.
Digo isso porque é mais do que sabido que ele não morreu, apenas voltou para seu planeta de origem.
Elvis é a figura mais importante do Rock’n'Roll no mundo. Se não fosse por ele, branco, bonito e com um carisma gigantesco, muito provavelmente o rock seria uma coisa marginal, tocada por negros no interior dos Estados Unidos e sabe-se lá como seria sua evolução pelo mundo. Entre os muitos artistas que Elvis inspirou, estão ZZ Top e os Beatles, por exemplo. Dá prá imaginar um mundo sem Elvis e sem os Beatles?
Claro que ser branco e bonito, há mais de 50 anos atrás, ajudou o sucesso dele. Mas não seria nada se não fosse sua voz e seu carisma. A voz é inconfundível, largamente imitada pelo mundo todo. E, já falei isso antes, até hoje me impressiona quando vejo imagens do Elvis, já gordo, inchado de remédios e bebidas, com sua clássica roupa branca brilhante, fazendo shows em Vegas e as mulheres, suas fãs desde sempre, fazendo fila na frente do palco para beijá-lo na boca. É o mesmo carisma que faz com que ele tenha fãs até hoje, mesmo os que nunca sequer o viram vivo. Quando Elvis (dizem) esticou as canelas, eu tinha só 4 anos, não tinha a menor condição de entender o que ele era ou o que significava.
Comecei a ouvir Elvis quando tinha uns 14 ou 15 anos, quando comecei a minha busca pelo rock de raíz, prá entender melhor o que eu ouvia na época. Algo tipo “arqueologia musical”, por assim dizer. E é muito difícil escolher uma música dele como a minha favorita. Hound Dog, Jailhouse Rock, Heartbreak Hotel, a versão de Elvis para My Way, Always on my Mind, Don’t be Cruel, Love Me Tender, enfim, é muita música boa. Mas acho que se me apontarem uma arma e perguntar, eu diria é All Shook Up, que até onde sei, não é nem das mais conhecidas por aí.
Mas que um cantor, performer, artista, Elvis virou um ícone. Símbolo de um estilo, a cara de uma geração, o primeiro fenômeno da história do Rock.
Sou fã declarado.
Já escrevi a crítica do show do AC/DC no Brasil para o portal da Band (que está aqui). Mas queria escrever o que senti aqui, não o que vi, simplesmente.
AC/DC foi a segunda banda que ouvi e gostei, depois que comecei a gostar de rock. A primeira foi Iron Maiden. Por anos achei Angus Young o melhor guitarrista do mundo. Se as músicas são relativamente simples, são também muito poderosas. Riffs como os de Hell’s Bells e Back in Black não são compostos todos os dias por aí. Sem contar que é impossível alguém normal cantar qualquer música da banda. Li um dia uma declaração do Angus dizendo que “Brian Johnson canta como se alguém tivesse jogado um tijolo no pé dele”. É uma ótima definição e o mais interessante é que não seria legal em nenhuma banda, só no AC/DC, mesmo.
Outra coisa é que não dá prá imaginar o AC/DC tocando em um lugar pequeno. É o que se convencionou chamar de “banda de arena”. Suas músicas são feitas para multidões, shows com tiros de canhão, sinos e muita correria.
E ontem, tudo o que quem foi no show esperava, estava lá. Uma superprodução que não se espera de um show de rock, mas de um show pop tipo Madonna ou Michael Jackson. No começo do show, o vídeo de introdução mostra uma animação da banda andando num trem, fazendo merda e o trem perdendo o controle. A última imagem é o trem vindo em direção ao palco e aí o telão parte em dois, entra uma locomotiva de verdade e a banda começa tocando Rock’n'Roll Train, que já tem tudo para ser mais um dos clássicos deles.
Eu nunca tinha visto o Morumbi tão cheio na minha vida, e olha que eu já vi muito show lá. Era um mar de gente usando chifres piscantes, hipnotizados pela presença de Angus e de Brian Johnson em todas as partes do palco e da passarela que ia do palco até o meio do campo. Rock’n'Roll Train e Hell ain’t a bad place to be foram ótimos aperitivos, mas a terceira música do show foi só Back in Black. Para ser ter uma idéia de como foi a participação da galera durante a música, a hora que eles acabaram de tocar Brian Johnson dá uma risadinha, vira para a galera e diz: “Wow, that was cool”.
O show todo foi espetacular, com uma produção que não se vê sempre por aqui. Mas os clássicos foram algo de assustador. Dirty Deeds, The Jack, Thunderstruck faziam o estádio balançar. Aí Brian Johnson vai até o meio do campo pela passarela, olha para o palco e o sino começa a descer. Enquanto o povo faz muito barulho, ele dá um pique invejável para quem tem 62 anos, se pendura na corrente do badalo como um tarzan e enquanto ele está lá, tocando o sino, começa Hell’s Bells.
A sensação era a de estar em um DVD dos caras. Era tudo que se esperava do show. Depois de quase duas horas, o final de Let There Be Rock é o solo de Angus Young. Cara, ficar sozinho, tocado guitarra para 70 mil pessoas, a 10 metros de altura no meio do estádio lotado é para quem tem culhão. Ou 36 anos de carreira nas costas. E o cara tem os dois.
Acaba o solo, a música, se despedem, mas tudo mundo sabe que não era prá valer. Ainda tem o bis, com Highway to Hell e For Those About to Rock (We Salute You). As duas são emocionantes, ainda mais com a salva de tiros de canhão na última, mas o ponto alto do show, na minha opinião, foi You Shook Me All Night Long. Foi a música mais cantada e cantada mais alto na noite. Foi um negócio arrepiante, coisa de doido, mesmo. E ainda foi cantada adaptando a letra, já que o verso ficou “knocking me out with her brazilian thighs”.
Depois que a banda sai do palco, ainda tem uma queima de fogos, como se para lembrar a gente que não foi só um show de rock. Foi um evento, e um senhor evento.
Fazendo uma conta besta no fim do show, 70 mil pessoas a uma média de R$ 200 por cabeça, dá R$ 14 milhões por um show. É muito? Claro que é, mas acho que a produção leva tranquilamente metade dessa grana. Imagina quanto custa carregar essa infra toda por aí? Com locomotiva, sino, canhões e tudo mais.
Poucas bandas de hoje se preocupam com a produção de um show como eles. Dos que eu já vi, acho que só Iron Maiden e o Kiss chegaram perto. Mas o fator de diversão do AC/DC eu achei muito melhor. Me atrevo a dizer que é o melhor show que eu já assisti ao vivo na minha vida.
O verdadeiro blues não faz ninguém gingar. Se faz gingar, não é blues. Eles chamam de blues, mas não é. O blues é solitário. O blues é isso: quando você está sozinho e preocupado e não sabe o que fazer.
Son House
Só para constar, Son House foi o cara que inventou a história de Robert Johnson ter vendido a alma para aprender o blues, a história mais contada no mundo dos guitarristas. E ele também fazia coisas desse tipo. Responsa.
Esses dias eu estava pensando nas minhas guitarras. Taí uma coisa que eu gosto muito. Não só das que eu tenho, mas das que já tive e das que sei que ainda terei.
A minha primeira guitarra foi uma Gianinni vermelhinha, com uma alavanca tipo das strato da Fender. Bonitinha, mas ordinária. Adorava a danada. Desafinava a cada tocada, mas ganhei de presente do véio, sem esperar, lá em Aguaí. Veio do nada, até hoje não sei porque, mas acho que essa chegada “inesperada” fez com que eu gostasse tanto dela. A segunda também foi uma Gianinni, que não me lembro bem como veio parar na minha mão. Se não me engano, troquei com uma mina. Dei um baixo (também Gianinni) e fiquei com a guita. Também era safada de ruim, mas foi legal porque eu dei uma reformada nela, pintei de branco e sei lá como eu acabei vendendo aquele traste. A minha Gianinni vermelhinha eu até hoje não sei que fim levou.
Aí ganhei um Dolphin Trash, vinho metalizado, ponte floyd rose, coisa fina. Essa era bacana. Levei até no luthier da Dolphin para regular, era o bicho. Gostosa de tocar, bonita, adorava aquela guitarra. Antes de contar o fim que ela levou, um interlúdio para contar da guitarra que eu tenho até hoje.
Lá pelos idos de 92, resolvi começar uma poupança para comprar a guitarra que eu quisesse. Na época, era uma Jackson, provavelmente uma Flying V. E comecei mesmo. Fiz um plano de capitalização qualquer no banco e vamos que vamos. Lá para junho ou julho de 1994, consultei o saldo e ACHEI que dava para comprar. Tudo isso foi pré-real. A moeda corrente na época era o Cruzeiro Real, com uma unidade de conversão, a URV. Tá vendo, minhas guitarras fazem parte da história econômica do país. Fui para a Teodoro Sampaio, tradicional ponto de compras musicais de SP e peguei a Flying V da Jackson. Na hora, decidi que não era o melhor modelo para ser ter. Que era melhor uma mais tradicional. E comprei um modelo strato, mesmo, azul metálico escuro. Linda. Minha cara. Tenho até hoje. Depois ela foi para luthieria, blindou captadores, ajustou altura de cordas, é uma delícia de guitarra, para tocar qualquer coisa.
Voltemos à Dolphin: depois que comprei a Jackson, sei lá porque, minha mãe deu a minha Dolphin para o meu primo, que estava aprendendo a tocar. Deve ter achado que ter duas guitarras é muito. Em algum momento, me lembro de ter concordado com essa doação. Mas daquele jeito que os filhos concordam com os pais, sabe? Você está comunicado, logo você concordou! Aliás, Bruno, seu viadão, se não levou a danada para a Austrália e ela está jogada por aí, manda alguém me devolver! ;o)
Mas a guita que eu acho a mais bonita eu ainda não tinha. Só no ano passado que eu comprei a Les Paul. Aí mais uma história batuta: Eu tava pensando em comprar uma Custom, preta, coisa linda. Fui para a loja e pedi a Custom, toquei, olhei, fucei, mas a mágica não rolou. Aí olha Les Paul daqui, dali, peguei uma Gold Top. Pronto, rolou a mágica. Qualquer guitarra pode ser preta, mas dourada e ainda assim linda, só a Gold Top. Essa é outra para a vida toda.
Ainda faltam algumas: a Stratocaster que ainda tem que rolar, a Ernie Ball Musicman EVH, que é sonho de moleque, e uma outra Les Paul, provavelmente a Standart. Mas acho que só depois que eu montar meu estúdiozinho em casa para isso tudo…
Um dia falo dos baixos e dos violões e afins.
Já que o Visual Coronel Mostarda não agradou aos fãs do Lanterna Verde, bora deixar tudo “metalizado”, prá comemorar que eles estão de volta!
A melhor banda de Rock’n'Roll de todos os tempos acaba de lançar sua música nova, Rock’n'Roll Train, que você pode ouvir no site deles, acdc.com.
A faixa é parte de Black Ice, o primeiro álbum de inéditas deles em 8 anos. Ouvir uma música nova do AC/DC é mais ou menos como lembrar da infância, da aborrescência, dos primeiros acordes de uma guitarra com distorção, da descoberta de um som que muda uma vida. Um vizinho emprestando “If want blood…” e ouvir uma galera cantando “The Jack” faz qualquer um querer largar tudo e virar Angus Young, a personificação da anarquia.
AC/DC novo, de novo, é a máquina do tempo, a poção da juventude, a certeza de que a gente pode, sim, viver prá sempre. E “Train” mostra que eles ainda sabem o que fazer, que não perderam a mão.
Let there be rock! AC/DC is back!
Sábedo é dia de aula. Acordo, dou um tempinho em casa lá pelas 10:30hs eu casco fora para a escola. Na volta, almoço e bora fazer a lição de casa. Essa é a hora que eu separo o meu material, me tranco no quarto que em breve será do Pedro e aplico os meus conhecimentos recém adquiridos. Esse sábado, na hora de guardar o material, tirei essa singela foto.
Hoje é aniversário da SUPOSTA morte de Elvis Aaron Presley, o rei do rock. Coisa besta aniversário de morte, mas já são 30 anos sem The Pelvis nesse mundo.
Existem diversas teorias a respeito dessa morte. Tem quem diga que ele não morreu, apenas voltou para o planeta de origem dele. Ou que ele forjou a própria morte para ter sossego e agora mora na Argentina. Puta mal gosto. Já eu, pobre mortal, acho que ele morreu mesmo. Essas paranóias de remédio para tudo, dormir, acordar, ver TV, comer, respirar, acabam com qualquer sujeito, seja ele Elvis ou Jeremias.
A carreira do cara é legal demais. De caminhoneiro a estrela mundial. Tem quatro lances na vida dele que eu acho muito batutas. O primeiro é genial: Rock’n'Roll era música de negros, que os brancos tinham vergonha de gostar. Até que ele apareceu, branco, bonitão, dançando e fazendo uma legião de fãs. Pronto, o rock virava mainstream, crédito todo do Elvis.
Segundo: A intervenção da gravadora e dos estúdios de cinema para que ele não fosse para o exército nem para a guerra, e o exército topando, desde que ele fizesse um filme em que ele era do exército convencendo milhares de jovens que era legal servir a pátria. Não rolou, ele serviu o exército (até gravou um disco enquanto servia), mas filme com ele no exército, claro que teve!
Terceiro: os filmes sem noção. O Seresteiro de Acapulco, em que ele interpreta um daqueles mergulhadores, só que ele tem medo de altura. No final, claro, ele vence o medo e mergulha lá de cima dos rochedos, no melhor estilo Tarzan. Óbvio que ele nunca mergulhou, mas o mais engraçado é que ele nunca nem foi ao México para o tal filme.
E por último, a fase decadente. Ele gordo, inchado de drogas, fazendo aqueles shows em Las Vegas e a mulherada fazendo fila para beijar o cara na boca, mesmo com ele naquele estado nojento. É a prova definitiva que o mito era, sim, muito mais forte que o homem.
Mais importante que tudo isso, a música. Do rock’n'roll de raiz, negro, do começo da carreira, até as músicas românticas e melosas do final, o talendo era inegável, a voz era poderosa e o carisma que faz que mesmo depois de 30 anos da morte do cara ele tenha uma legião de fãs. Todo mundo conhece o Elvis, todo mundo tem, entre suas músicas preferidas, uma do Elvis.
Aliás, adoro várias músicas dele. Jailhouse Rock, Can’t Help Falling in Love, All Shook Up, Hound Dog, Viva Las Vegas (também ótima com o ZZTop)… Mas a minha preferida é Suspicious Minds. E você? Qual sua música favorita do Elvis?
Pobrema ou Poblema
Baseado num história real
De PG e MB
É muito triste ver
Moça bonita e estudada
Tentando parecer inteligente
Usando palavra inventada
Não adianta forçar
Inteligência é obra suprema
Então pare de falar
Esse negócio de PROBLEMA
Porque se o negócio é espiritual
Encosto, bebida, droga e coisa e tal
Isso é um POBREMA que eu sei
É que nem se o menino é gay
Mas se for mal do tipo físico
Vesguice, bafo ou dor de dente
Cuide logo do POBLEMA
Senão vai estar sempre doente
Mas não se desepere
A gente tem a solução
Conte com a gente
E não fique bravo não
Para seus POBREMA
A gente faz uma reza forte
E se for POBLEMA
Aí contamos com a sorte
E hoje eu sou feliz
Nada vai me abalar
Virei um aprendiz
Da secretária do meu lar!


