Archive for the ‘Mistérios’ Category

Alguns sonhos são tão vívidos, ficam tão claros e marcados na cabeça que parecem que eu realmente vivi aquilo. E como o Morpheus explica para o Neo, se a realidade nada mais é do que sinais elétricos interpretados pelo seu cérebro, então eu vivi, mesmo.

Essa noite sonhei que eu estava editando uma passagem de um filme. Contextualizando o sonho: Eu era tipo o Tarantino. O filme era todo meu. Eu que escrevi, digiri e editei. Quem sabe um dia, né? Tem um absurdo no meu roteiro / sonho. A música. O Led Zeppelin até hoje só liberou uma música para trilha sonora de filme. Mas isso é outra história. Bom, contextualizados que estamos, AÇÃO!

Mais uma história de amor que não aconteceu

Ele dirige seu carro pelo trânsito da grande cidade. No rádio, Robert Plant canta “All My Love”. Ele acompanha a letra, obviamente pensando nela. Lembra dos momentos juntos.

Se conheceram por acidente. Ela estava numa visita profissional e esqueceu um cartão na empresa em que ele trabalhava. Ele, por engano, ligou para ela achando que era outra pessoa e passou uma baita vergonha no telefone, depois de algumas piadas achando que ela era outra pessoa. Depois, formalmente apresentados, tiveram um certo convívio profissional. Um dia, até conversaram sobre o primeiro contato. Divertido para ela, vergonhoso para ele. Ela diz que nunca imaginou que um começo daqueles viraria uma intimidade como as que ele tinham.

O convívio profissional ganha uma certa cumplicidade, até o dia em que ela passa a trabalhar para outra empresa. Uma despedida emocionada. Um tempo sem contato. Um encontro despretensioso, para falar da vida. Um beijo. Uma revolução.

A música vai acabando. Ele continua cantarolando, ainda pensando nela.

Pega o celular. Acessa os contatos. Para no nome dela.

Parado no trânsito da grande cidade, fita o celular, admirando o nome na tela, cantando com o Led Zeppelin.

“Sometimes… Sometimes…”

A música acaba. A cena também.

Não sei como o filme termina. Não sei nem como começou…

Diz a sabedoria popular que para tudo tem um louco nessa vida. Isso eu até concordo, mas tem uma coisa que eu não consigo entender.

Você está na sua casa, ou no seu trabalho (até pode ser mais comum nele), e pipoca uma mensagem no Inbox do seu e-mail. Você olha, é de um amigo que você conhece há anos e lá vem ele, o maldito. O anexo!

O anexo em Power Point, com anjinhos, cachorrinhos, gatinhos, com um linda mensagem de como a vida é bela, a gente é que fode com ela. Ou criancinhas, bebês, tudo para falar que a gente esqueceu como é ser criança. Ou fotos trágicas, de acidentes, mostrando o quanto é perigoso você dirigir mamado. Outro clássico: fotos de políticos, mostrando as falcatruas ou o tempo que você trabalha por ano para pagar os impostos que eles inventam. Ou imagens e mensagens bíblicas que nunca apareceram na bíblia, então Deus mandou colocar na internet, mesmo.

Tudo isso, obviamente, usando as animações que montam as frases letra por letra, fazendo com que a desgraçada da apresentação dure uns 17 minutos. No fim, outro clichê: repasse essa mensagem para toda a sua lista, ou sofra as consequências. Que podem ser: nunca ser feliz, morrer num acidente terrível, ter o pau decepado por um travesti lunático chamado Márcia na rua Augusta, perder muito dinheiro amanhã e coisas do tipo.

Diante de uma ameaça terrível desse tipo, seu amigo até se sentiu obrigado a te mandar o e-mail, e isso eu até entendo.

O que eu nunca consegui entender é, quem, nesse mundo, é o filho da puta que CRIA essas porras. Quem é o corno que tem a capacidade de juntar um monte de imagens, de ficar pensando em que tipo de power point elas poderiam ser usadas, fazer, gravar como PPT no office 97 para que todo mundo consiga abrir e mandar para um monte de gente?

Em devaneios, acho que existe uma empresa Evil Corp. que tem milhares de almas que trabalham nisso dia e noite com afinco, apenas para poder, depois, nos vender os anti spam através de nossos provedores de acesso…

Fui picado pela mosca Tsé-Tsé. Não é possível. PQP. Sono eterno, daquele que nunca acaba! E não é por falta de sono, não! Que até que tenho dormido bem.

Mas eu tenho uma mania que é foda. Eu detesto ir dormir cedo. Fico com a sensação de que estou perdendo alguma coisa, sabe como é? Sei lá o que eu poderia estar perdendo (além do tempo dormindo), mas sempre fico com essa impressão!

Tem uma coisa no mundo que me impressiona muito: esquizofrenia. Como o cérebro consegue fazer os caras verem, ouvirem, tocarem e até sentirem o que não existe e o quanto eles fazem as mesmas coisas que a gente. A linha que divide o que chamamos de razão me parece muito fina, tênue e extremamente frágil. A vantagem, pelo que dizem, é que você nunca fica sozinho! :o P Mas é impressionante. E o pior é que eu fico sempre na dúvida. Quem será que está sendo enganado pela própria cabeça? Quando um “doido” vira prá você e diz que tem mais um amigo dele na sala, quem será que está errado? Ele, que vê, fala e conversa com o cara, ou a gente, que não vê e não ouve? Será que essas pessoas tem o cérebro tão foda que são capazes de perceber coisas que a gente, ainda limitados, não conseguimos, ou será que os caras são mesmo doidinhos de pedra?

Eu já alucinei. Lembro quando eu quebrei a perna, que eu era moleque, e via monstros, tipo os do Ultraman, no quarto do hospital, depois de tomar duas anestesias seguidas. Mas ainda assim, eu só vi. Não ouvi e nem toquei os monstros. Acho que minha alucinação foi incompleta.

De uma coisa eu tenho certeza: muita gente já perdeu a razão, tentando descobrir o que é a danada.

“…feche os olhos, e poderá voar!”

Tem alguns dias que essa frase brotou na minha cabeça e não tem nada que tire. O que será que quer dizer?

Coincidências 2 – The Mission

Sábado eu levei o Corsa para o Rio e peguei meu carro de volta. Quando eu estava perto da Serra, logo depois do pedágio, não é que um guarda me para? Pediu os documentos (que eu tinha em ordem) e me liberou. Mas parece sacanagem. Não fazia nem uma hora que eu estava com o carro e já fui sorteado novamente.

Ah sim, e prá realçar a fama de Zicamóvel do danado, fui sair de um posto de gasolina, tinha um treco de metal meio solto no chão e RASGOU o meu pneu traseiro esquerdo! PQP.

Você acredita em coincidências? Eu não. Mas vou te contar uma história, prá ver o que podemos deduzir a respeito.

A história em questão é sobre a Via Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro. A primeira vez que eu passei por ela, eu tinha um Corsa. Não aconteceu absolutamente nada. Fui para o Rio e voltei para São Paulo tranquilamente, sem ser importunado. Na volta, confesso, fui multado, mas na Carvalho Pinto, porque um amigo que estava comigo estava passando mal do estrombo (vulgo, tava com uma senhora caganeira) e eu tava sentando o cacete de posto em posto para ele passar mal sossegado.

Depois do Corsa, veio um Fiesta. Vim para o Rio algumas vezes e nada. Nunca fui parado, multado ou whatever. Depois do Fiesta, meu atual Vectra. E com ele, os guardas. Toda vez que coloco o Vectra na Dutra, sou parado, revistado e, invariavelmente, multado, por motivos que nunca são os que eu deveria ser (excesso de velocidade). O guarda sempre acha algum fio puxado no estofamento, um macaco que não é hidráulico, um triângulo isósceles (é assim que escreve?) e não um triângulo retângulo, enfim, sempre me multa.

Esse final de semana eu fui para SP, mas fui com o Corsa. Adivinha o que aconteceu? NADA! Passei correndo, fazendo careta, xingando, sem cinto, bêbado, com o braço prá fora e falando no celular o caminho inteiro, e os guardas nem tchum! Só me param de Vectra!!!! Coincidência, né?

Hoje eu li um post do Melvim (Persio, Tedio, Tercio, Mercio, sei lá) que ele fala que passou em uma matéria na faculdade que ele não sabe nem como conseguiu! Então, só para explicar uma coisa: eu passei 5 anos na Facu. Não assisti nem 60% das matérias que eu tinha prá fazer. E não é que eu não assisti 60% das aulas. Teve matéria que eu nunca entrei prá assisitir. Não sei do que se trata, não sei o nome do professor, não sei nada. Só que a turma assinava a lista para mim, colocava meu nome nos trabalhos e eu passava. E essa é a maior lição que a faculdade me ensinou! Ser um cara social. Me ensinou que muitas vezes, o importante não é saber. É ser amigo de quem sabe! E isso vale até hoje! Como costumo brincar, é uma das poucas coisas que eu aprendi na faculdade que uso profissionalmente!

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