Archive for the ‘Inutilidades’ Category

Outro dia eu tava aqui no escritório e chegou uma das moças que cuida da limpeza. Dá aquela olhada na minha mesa, puxa uma cadeira e começa o papo:

Ela – Oi. Posso fazer uma pergunta?
Eu – Claro que sim.
Ela – Esse bichinho verde aqui na sua mesa. Como é o nome dele?
Eu – Yoda.
Ela – E o que ele faz?
Eu, assustado – Como assim??? Ele é o maior mestre Jedi de uma galáxia muito distante.
Ela, com cara de nem aí – Ah tá. Nunca ouvi falar.

E foi embora.

Sério, eu nunca na minha vida senti tamanho abismo cultural entre eu e outra pessoa como nesse dia.

Eu enjôo da minha cara. Já não gosto muito dela, na real, e de vez em quando eu tento dar uma mudada. Nada radical, porque eu não gosto da minha cara mas gosto menos ainda de entrar na faca para qualquer coisa.

O que eu sempre acho bizarro disso é que eu sempre acho que ninguém tá nem aí com a minha cara, mas o pior é que tem gente que repara. E não falo de ninguém conhecido, não. Falo de gente que eu nunca conversei e que, dependendo do que eu faço, gera algum comentário.

Eu sempre tenho isso. Agora, por exemplo, estou deixando a barba crescer. Eu gosto de fazer isso por dois motivos. Bizarramente eu gosto mesmo de usar barba. E porque quando eu tiro a barba, parece que eu fiquei uns 10 anos mais novo. inclusive do que eu era antes de deixar a barba crescer. E nessas eu já usei cavanhaque, costeletas, barba e o campeão de todos, um tufo de barba só no queixo que deixei crescer até dar para fazer tranças. Sim, foi na época áurea do grunge. Eu adorava, mas era feio que só a porra, não vou mentir.

Mas o que eu lembrei, sabe-se Deus por quê, e que ilustra o lance de gente que você nunca viu mas tá de olho, é de uma passagem dos meus tempos cabeludos. Durante alguns anos, quando eu achava que minha carreira musical era promissora, eu usei os cabelos compridos. Nada no mundo indicava que eu cortaria o cabelo, era rock’n'roll e tal, era a minha marca registrada ser cabeludo. Só que, como sempre, enjoei da minha cara. E rapei a cabeça.

Um dia, tava no interior, na baladinha de sempre que vão sempre as mesmas pessoas, e ouvi uma menina que nunca tinha visto na minha vida comentar com a amiga: “Nossa!!!! Ele cortou o cabelo!!!”

Eu acho que lembrei dessa história toda porque hoje um cara me disse que, de barba, eu fico com cara de árabe. Aí fui lembrar que a galera tá de olho no visual direto.

Pode ter sido isso, mas sei lá.

Nas grandes cidades, principalmente São Paulo, os habitantes tem comportamentos estranhos. Isso é fato. Um deles, que eu já comentei aqui, é o lance de ter gente que vive se encontrando mas nunca se fala. Outro, menos curioso, mas claro para olhos mais atentos, é o farol de pedestres.

O pedestre das grandes cidades é, por si só, um personagem. Eles está, quase sempre, equipado para o dia. Como tem que sair de casa preparado para qualquer eventualidade, o equipamento do pedestre urbano é maior do que o pedestre que vai fazer uma trilha, por exemplo.

Porque tem literalmente de tudo. Roupa de calor, roupa de frio, guarda-chuva (ou capa), apetrechos do trabalho, pertences pessoais, uma festa. Se é homem, tenta socar tudo numa mochila. Se é mulher, tem mais opções. Uma bolsa grande, uma pequena com várias coisas sendo carregadas na mão, uma bolsa e uma mochila, tem configuração de tudo que é jeito. Tem algumas que andam pela rua de tênis e quando chegam no escritório (ou na balada) trocam por um saltinho.

Mas toda essa turma tem um obstáculo pela frente: o farol de pedestres. Pode reparar. O pedestre vem vindo pela calçada. O farol de pedestres está verde. Ele sabe que ainda tem um tempinho com ele verde e mais um tempinho com ele piscando vermelho. Mas o que ele faz? Para e fica olhando para o farol, como se o verde fosse uma pergunta. E agora? Vou ou não vou.

Já se o farol está piscando vermelho, eles não tem dúvida nenhuma. Em vez de parar, saem em disparada para o outro lado da rua, mesmo sabendo que não vai dar tempo de atravessar antes do farol fechar. É impressionante.

Mas tem ainda as variações. Os que chegam com o farol verde e param. Aí quando começa a piscar no vermelho, ele sai correndo para atravessar. E a última, mais divertida e mais perigosa variação da coisa. O que vê que está piscando vermelho, dá um pique no lugar, dois passos e, no meio da faixa de pedestres, resolve que não vai dar e tenta voltar. Essa é a mais perigosa porque o carro por onde ele já passou pensa “ele já passou, posso ir” e não pode. E os carros que estavam esperando o animal acabar de atravessar a rua, assistem de camarote o cara deixar cair tudo na rua, desviar de motoboy, xingar os motoristas e atrasar a vida de todo mundo.

Realmente, farol de pedestres é um mistério. Sei para o que serve, mas não sei se serve.

Faz tempo que eu não invento nenhuma história por aqui. Ultimamente tenho andado com muito vontade de escrever um daqueles meus contos malucos, mas tá um negócio estranho. Manja quando você sente a cabeça trabalhando, mas não sabe dizer exatamente em quê? É o que está acontecendo comigo. Parece que estou “dissipando” a energia da cabeça e não estou conseguindo canalizar para o que eu quero.

Também tenho ouvido muito mais música do que o normal, uma vontade de juntar uma galera para tocar e fazer muito barulho. Hora boa de agitar isso, para fazer uma graça no final do ano.

Preciso só canalizar a inspiração para as coisas certas. E relaxar um pouco, que acho que vai sair alguma coisa legal.

Eu sou um vencedor.

Não vi nada na TV, não li nada na internet, não acompanhei nada em lugar nenhum e, não fosse por causa de compromissos profissionais, esse ano o carnaval não teria existido.

Sério. Não vi nem um pedaço de um desfile. Não vi uma matéria de telejornal. Não li porra nenhuma na internet. A única coisa que vi, prá não falar que passei em branco, foi a tal da câmera voadora da Globo que caiu.

Aliás, vamos falar a verdade: Esse ano não tá bom prá voar, não. Até a câmera da Globo tá caindo. É sério, já caíram o quê? Uns 4 aviões (e uma câmera) esse ano? O que caiu no Rio, na Holanda, no Amazonas… Estou esquecendo algum…

Pelo menos para mim, o carnaval nem decolou!

Algumas coisas que acontecem na vida, eu encaixo na categoria “Tempo perdido com inutilidades”. Óbviamente, não estão nessa categoria coisas extremamente produtivas como jogar vídeo game, paciência no iPhone ou exercer o ócio na rede ouvindo a grama crescer. Mas sim coisas em que o tempo gasto em tal atividade poderia estar sendo melhor aproveitado, inclusive nessas coisas que eu já falei.

No episódio de hoje, 3 das mais inúteis:

Fazer a barba: cara, pouca coisa é mais inútil no ser humano do que a barba. Prova disso é que mulheres não tem barba, ou seja, não é nem bonito, nem legal, nem nada. Só enche o saco para fazer mesmo. Sem contar que 90% das mulheres que eu conheço não gostam de barba, também. O tempo inútil pelo menos caiu quando eu comecei a usar o barbeador elétrico. Aí eu faço a barba assistindo TV, ou na rede, ou sei lá onde.

Cortar as unhas: isso é outra coisa que eu não entendo. Por que unha tem que crescer? Não pode ter um tamanho padrão, que fique bonita na mão e com tamanho o suficiente para coçar as costas? E unha do pé, então? Só serve para encravar e doer. Pior que minhas unhas crescem para cacete. Tenho que cortar toda hora, que merda.

Pagar impostos: chateação dupla, porque perde-se tempo e dinheiro. Quer coisa mais chata? Ainda se o que todo mundo quer fosse verdade, ou seja, os impostos pagos virassem serviços que prestem, ainda vá lá, mas nem isso. Pago IPVA e pedágio (e multas) e ando numas ruas que dão vergonha até em quem faz rally. Pago ISS, IR, IPI. IPTU e sei lá quantos “Is” para não ter rua que preste, hospital público decente, polícia em que confie… Na verdade, o único serviço público que eu uso, mas é pago à parte, é o Correio. E ainda assim, pouco!

Mas, podia ser pior! Imagine se tudo isso fosse junto? Tipo, uma repartição pública em que você teria que ficar numa fila enorme para pagar os impostos e os serviços a que teria direito pelos impostos fossem manicure e barbeiro. E para usar os serviços, apresentar duas cópias protocoladas dos comprovantes de pagamento dos impostos, reconhecidas em cartório e na presença do caixa que recebeu.

Melhor não brincar. Vai que alguém em Brasília lê isso…

Quando a gente estava prestes a mudar de casa, tínhamos duas preocupações em relação aos nossos cães.

Uma porque o Buster, desde pequeno, vivia dentro de casa. O que era uma merda, por vários motivos. A casa vivia fedendo a cachorro, cheia de pelos (tem acento?), a gente tinha que ficar com a porta aberta por causa dele querer sair para necessidades e, claro, entrava o cheiro ruim delas e o frio, que lá no inverno era brabo! A gente sempre tentou tirar ele de dentro de casa, mas não tinha jeito. Ele já reconhecia como casa dele e se ficasse para fora, dava encrenca.

O outro problema era a Duda. A Duda é uma cachorrinha que pouca gente sabe que existe, inclusive. Ela me adotou como dono, faz uns 6 anos. Entrou em casa, ainda pequenininha, encostou num canto e nunca teve jeito de tirar ela de casa. Levei no veterinário, comecei a cuidar e ela foi ficando. É grandona, cuida da casa, impõe respeito e é carinhosa prá dedéu. Mas nunca conviveu no mesmo espaço com o Buster, tirando eventuais, e raros, encontros dos dois no quintal de casa.

Mas para a casa nova, a gente decidiu que eles iam ter que habitar o mesmo espaço. Porque não queríamos nem o Buster dentro de casa, e nem preocupar muito em separar os dois numa casa com um quintal grande do jeito que a nossa tem. No dia da mudança, tomamos alguns cuidados. Deixamos os dois na casa antiga, até a mudança toda ter sido feita. Aí levamos os dois juntos para a casa nova e mostramos o quintal todo como sendo a casa dos dois! E, para nossa surpresa, e alegria, eles se entenderam desde o primeiro minuto e nunca deram problema. Claro, vez ou outra rola uns arranca rabo, quando a Duda entra no cio é um inferno, mas na maior parte do tempo, eles convivem bem.

E o mais legal é que os dois criaram umas rotinas só deles. A Duda anda o dia inteiro e dorme mais a noite. O Buster, ao contrário, dorme mais de dia e não sossega de noite. Nas horas que os dois dormem juntos, geralmente ela fica na lavanderia e ele numa poltrona na varanda. Quando está muito frio, dorme um encostado no outro.

Agora, tem uma coisa que me intriga: geralmente, em vez de jogar as toalhas velhas fora, a Dé coloca para eles dormirem. Hoje peguei uma toalha para tomar banho, que a Dé bordou em uma DELA e na outra DELE. Aí me ocorreu que, se quando essas virarem panos para eles, um vai dormir com a DELA e um com a DELE. E tenho certeza que o Buster vai dormir na DELA e a Duda na DELE. Para eles, acho que não vai interessar o gênero bordado. Vai interessar o cheirinho da toalha.

As últimas semanas estão punk. Nunca entendi bem a expressão, mas é a que melhor define o período. Estou ralando o cu na ostra. Trabalhando como nunca na empresa e quando chego em casa, nada de descanso, tem coisa prá caramba prá fazer.

Mas acho, honestamente, que as duas coisas são boas. Ter trabalho é sempre bom. Ocupa a cabeça, o tempo passa mais rápido, a gente se mantém ativo. E a grana continua entrando, o que é importante, sempre.

Aliás, se antes minha vó dizia que “cabeça vazia, oficina do capeta”, agora mudou um pouco o ditado. Já ouvi que cabeça vazia, oficina do alemão.

E o nome do alemão é Alzheimer. Bwahahahahahahah.

Outro dia eu tava vendo sei lá o quê na internet (que é o que eu mais vejo) e vi um site de uma empresa de segurança patrimonial que dava prá pagar uma assinatura e os caras botavam câmeras de monitoramento IP, cerca elétrica, alarme, panic button e várias outras frescuras.

Esses dias resolvi procurar o serviço para ver quanto morre e #comofas, mas não acho o site de jeito nenhum. Claro que eu não lembro o nome da empresa, senão estaria a uma gugada de achar.

Já guguei segurança patrimonial e mais umas 200 combinações sobre o tema. Achei um monte de coisas parecidas, mas não o que eu procurava.

Que merda isso.

Perdi o endereço que eu queria.

Eu era um PC. Aí eu fui viajar e me roubaram. Aí, sei lá bem porquê, na hora que comprar outro computador, comprei um MacBook Pro.

Virou paixão. Depois disso, já comprei outro MacBook para a Dé, um iPod e mais recentemente, um iPhone. Eu nunca tinha entendido muito bem essa adoração que todo mundo tem pela Apple. Por exemplo, o iPod. Prá mim, qualquer MP3 Player do Stand Center era a mesma coisa que um iPod. Agora não largo o meu por nada. O iPhone a mesma coisa. Eu sempre achei o N95 melhor, e realmente é. Mas e a interface? A tal da “usabilidade”? A app store, o Cydia e o Installer? :D

Mesmo os computadores, eu tinha ódio quando o Forlani me falava que usuário de PC era beta tester de tecnologia ruim. Mas ele tinha razão.

E agora, com tudo da Apple, fica tudo integrado, tudo se fala, fica um negócio muito batuta. Estou usando o Mobile Me e estou pensando sériamente em pagar para continuar com o serviço depois que o trial vencer. É mobilidade mesmo, literalmente. Tudo que eu faço no Mac vai para o Mobile Me e eu acesso no iPhone e em qualquer PC com acesso à internet. Minhas fotos já estão no Mobile Me, assim como os contatos, agenda e documentos pessoais, no iDisk.

Lembrei disso porque ontem eu estava falando com um amigo meu que é, assumidamente, um PC. Ele tava falando que instalou os trecos do Google Labs no Gmail para fazer mais ou menos o que o Mobile Me faz. Aí mostrei o MM prá ele e chegamos num consenso. O Google tem todas as coisas que ele faz, menos essa integração com o celular do jeito que a Apple já faz. Mas se o tal do Google Phone embicar para o mesmo caminho, taí mais uma coisa prá se ficar de olho.

Sei que nessa briga de I’m a PC and I’m a Mac, logo vai aparecer um terceiro carinha, falando I’m a Google.

And I’ll probably be a Mac, yet.

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