Archive for the ‘Histórias’ Category

Cara, gostei do tour pelos US&A, mas devo admitir que é bom dormir em casa. E até que eu gostei de lá, mas continuo achando que a Europa é mais legal. Acho que a parte de cultura da Europa, aquele lance de ver lugares onde a história aconteceu, muito mais bacana. Agora, para fazer compras, não tem lugar melhor que os EU&A, como eu bem vi.

Outra coisa que eu gostei muito lá é o lance de todo mundo levar o que faz a sério, seja garçom, motorista, policial ou dono da Apple. Todo mundo acredita que o trabalho é parte de uma grande máquina e faz a sua parte do melhor jeito, igualzinho aqui. Aliás, a melhor coisa é a relação que os estadunidenses tem com grana. Eu trabalho, eu mereço ganhar, e foda-se. Ao contrário do que muita gente parece pregar por aqui, não é vergonha nenhuma ganhar e ter dinheiro. Nego gosta mesmo de ganhar, pedem e se você não dá, em vez do cara ficar puto, ele te pergunta se fez alguma coisa que te desagradou e que pode melhorar para você pagar mais da próxima vez.

Não é a toa que é um puta lugar para se fazer negócios.

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Depois de Las Vegas, Miami. Dois dias de passeio e trabalho.

Miami é legal. Bem aquilo que a gente vê em filmes e TV, mesmo. É legal andar por aqui e conversar com tudo mundo, principalmente os taxistas. Ao contrário de Las Vegas, onde andei com taxistas americanos, aqui são todos estrangeiros. Haiti, San Marteen e Nicarágua, os que eu andei até agora. E descobri que os Haitianos são doidos pelo Brasil e pelo futebol do Brasil. Um dos taxistas me disse que tem 4 sobrinhos: Ronaldo, Romário, Roberto Carlos e Robinho. E um filho, Edson, em homenagem ao Pelé.

Outra coisa que tem bastante em Miami. Adivinha? Brasileiro. O garçom da janta ontem era brasileiro, o do café da manhã hoje também. Estava no shopping ontem e comprei um Rock Band. Passa uma cara por mim e diz: Olha o cara, com o Rock Band… Estava na praia hoje e, do meu lado, um cara com a camisa do São Paulo.

A praia é legal, limpinha, água gostosa, sossego. A cidade é limpa, o povo é até que atencioso quando você precisa de alguma coisa, nada que justifique a fama de nojento do americano.

Agora, prá fazer compras, nem vou entrar no assunto. Tem de tudo que você imagina um pouco do que você achava que não existia. PQP. Tem que ter grana, mesmo, porque todo lugar que você entra, fica um monte de coisas te olhando com cara de “me leva para casa”. Video games, eletrônicos, roupas, sapatos… Tudo é legal e tudo é razoavelmente acessível. Com dolar a R$ 1,88, então… Já peguei o meu Rock Band, inclusive! :o )

Amanhã, último dia por aqui. Praia de manhã, aeroporto de tarde e aí, vôo para São Paulo, de volta para a nossa realidade.

Agora vou sair. Vou ver se acho a loja dos caras do Miami Ink! ;o)

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Cá estou eu, no aeroporto de Las Vegas a esperar o vôo para Miami e fazendo um balanço da CES. Realmente, esse foi o ano das TVs.

De tudo que é tamanho, tipo, tecnologia, mas tudo apontando para o mesmo lado: não interessa do que é feito o display (tubo, led, oled, plasma, lcd), o sinal é digital e a TV analógia acabou. Ainda tem um monte de gente fazendo settop box para as analógicas receberem o sinal digital, mas pelo jeito a transmissão como é hoje acaba em poucos anos. Mais ou menos como aconteceu com o celular.

A outra coisa que tinha bastante era GPS. Para carros, de mão, no celular, de qualquer jeito. Touch Screen, para PC, com internet, mapas até do inferno, essa é outra coisa que parece que veio para ficar. E os taxitas adoram. Os que não tem só falam em comprar um. E de putaria, claro, que é o assunto favorito de 10 entre 10 taxistas em qualquer lugar do mundo.

Agora é cascar fora de Las Vegas e ir para Miami, conhecer o sonho dourado da classe média paulistana e carioca.

Para terminar, o fato curioso de Las Vegas: Mano, aqui é o paraíso da Pepsi Cola. Tem muito mais Pepsi do que Coca. Aliás, só vi coca no Hilton e no Aeroporto. Todos os outros lugares que a gente foi, Pepsi. Você pede Coca e o cara nem se digna a avisar. Traz Pepsi e foda-se. Nhé!

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Lembro de um personagem do Chico Anisio que tinha um calo e quando alguem pisava no calo dele ele berrava: AMERICA! Que era o time do Rio, mas eu nao estou la. Estou na america no norte, na terra do Tio Sam. Alias, hoje ja e o segundo dia. Ai vem duas perguntas:

1 – por que so escrevi hoje? Porque eu nao trouxe o meu computador. Uma das minhas missoes aqui era comprar um MacBook para a Deh. Missao que cumpri hoje, e agora posso escrever. :o )

2 – por que esta tudo sem acento? A-ha. Nem tinha percebido? Bom, mas mesmo assim eu conto. Eh porque no Mac tem que instalar um treco para acentuar, e eu nao fiz isso ainda. Mas vou fazer, relax.

Mas, voltando a vaca fria, estou gostando dos EU&A. Estou em Las Vegas e achando tudo bem legal. Las Vegas, alias, parece um parque, tipo um Hopi Hari da vida, soh que gigante e para adultos, nao para criancas. Mais: para homens, mais que para qualquer outra coisa. A cidade eh projetada para homens e ponto. Eh tudo enorme, grandioso e com mania de grandeza! O quarto do hotel que eu estou deve ser maior que o terrena da minha casa. E o pior eh que o hotel, o tal do Mandalay Bay, tem 300 quartos por andar e 33 andares. Nem fiz a conta, mas eh quarto pra cacete.

Outra coisa que eh bem de americano e que aqui tem aos porrilhoes: Limusine. De tudo quanto eh jeito. As que parecem cadillac, as que parecem landau, as hummer… Sao engracadas, claro, mas puta coisa besta, fala serio.

A feira, a tal da CES, aqui entre nos, eu esperava que fosse mais legal. Ate tem umas novidades e tal, mas nada que se diga “ooooh, que coisa inovadora sensacional”, nao. Soh um lance da TV que mostra duas imagens juntas e, voce com um oculos e eu com outro, cada um ve uma imagem diferente. Na demonstracao, tinha dois caras jogando video game, um contra o outro. Dependendo da posicao que voce deixava a chave seletora que ia ligada no tal oculos, voce via o carro de um ou de outro. Se fica sem os oculos, via as duas imagens juntas, muito sem nocao.

Amanha eh o ultimo dia em Vegas e de noite casco para Miami. Vou mudar de CSI! Deixo o Grisson e vou encontrar o Horatio. Eh nois nas investigacoes criminais.

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Existe uma mania de se falar que por aqui o ano só começa depois do carnaval. Pois é, então prá mim o ano começou mais cedo.

Depois de amanhã embarco para os US&A, para uma feira de eletrônicos, a CES, em Las Vegas, e depois dois dias de vadiagem e compras em Miami antes de voltar para casa. Vamos ver como é a tal da Terra do Tio Sam, que todo mundo sempre fala que é batuta.

Conto de lá.

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Trabalhar em TV é legal, mas tem coisas que o dinheiro não paga. Uma delas, por exemplo, é ficar amigo do Silvio Luiz. Ele é engraçado demais. O cara é o maior gente boa.

Tinha tudo para ser o maior escroto, 50 anos de TV, sou estrela e tal, mas ele é o maior gente fina. Fala com todo mundo, tira onda com os outros e agora adotou a nossa área como “playground”. Vem aqui todo dia, no final da tarde, para bater papo e falar sobre o site dele, que quer que a gente faça para ele.

Entre as coisas que ele já fez aqui com a gente, tem narrar um gol depois que a gente fez ele aspirar uma bexiga cheia de hélio, gravou um vídeo falando que ele era ele mesmo prá quem duvidava das respostas dele no orkut, atendeu o telefone de outro cara zuando quem ligou e até uma Sexy ele ficou vendo aqui e comentando.

Outro dia ligou um cara para falar com um dos cara aqui. Ele atendeu. Quando passou o telefone para o cara e ele disse para o amigo que quem atendeu foi o Silvio Luiz, o cara obviamente duvidou. Ele gravou outro vídeo: Ae, amigo do fulano, você é um babaca. Eu atendi mesmo o telefone, seu mané. Otário!

Seu meu avô Álvaro fosse vivo e soubesse que eu sou amigo do cara, era capaz dele vir trabalhar comigo, só prá brigar com ele! ;oP

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A idade realmente faz com que a gente aprenda algumas coisas. Uma das melhores frases do meu pai é uma que a vida é a mais severa dos professores. Primeiro dá a prova, depois ensina a lição. É, o véio é véio, mas sabe o que diz.

Tava falando com ele hoje sobre as minhas aulas de guitarra e cheguei a brilhando conclusão de que, apesar de estar adorando fazer agora, talvez eu devesse ter feito isso há uns 15, 16 anos atrás. Impressionante como algumas coisas que eu sempre penei para fazer, estão saindo. Algumas coisas que eu sempre ouvi e sempre toquei, começaram a fazer sentido. É mais ou menos quando você aprende outra língua, sabe. Aí aquela música que você sempre ouviu começa a ser entendida, manja? Eu estou entendendo mais as músicas que eu sempre toquei. Tanto que tem vezes que o professor fala de alguma teoria e eu já toco alguma coisa que tem a ver com o que ele está falando. Ele se diverte, acha engraçado e eu, acho é bonito. Eu gosto de saber coisas. E saber o que estou fazendo, então, sendo que é um treco que eu adoro, é melhor ainda.

Mas o que tem o papo de a vida ensina com essa história toda? Bom, é aquele papo da turma errada, sabe como é? Os imbecis que eu andava quando eu era moleque, que achavam que o legal não era fazer aula. Era “aprender” sozinho, ser auto didata, essas coisas imbecis… E aí, como um ou outro até tocava mais ou menos, eu também achava que o legal era assim, ser tipo um transgressor das regras. Você estuda guitarra? Seu looser, eu aprendo na raça. Só que nego andou aprendendo em dois anos o que eu levei 10 para aprender sozinho. Bem feito, andar com imbecil dá nisso.

E não foi por falta de aviso. Me avisaram que eles eram uns puta imbecis. Como eu disse hoje para o véio, bem feito. Quem mandou não ouvir na época. Antes tarde do que nunca.

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Hoje o pessoal da Accor avisou a gente que vão indenizar tudo que foi roubado da gente lá em Paris. Então essa semana deve rolar um PSP novo. E pedi para pagarem o meu óculos também. Afinal, nada nada, são 300 mangos que vão para o saco.

E já que estou contando a parte boa, que é eles pagarem para a gente tudo que foi roubado, vou contar também a parte ruim, que foi o que a gente passou e que só não ficou muito mais complicado por um golpe de sorte.

Eis a ocorrência: Saímos de Nice quinta de manhã e chegamos em Paris pouco depois de uma da tarde. Eis que meu chefe reconhece um cara no aeroporto, um banqueiro que tungou quase 500 milhas no Brasil e foi condenado a 13 anos de cadeia, dando um rolê em Paris com a família, sussa. Tirou umas fotos dele para mandar para o Brasil mais tarde. Daí pegamos o rumo. Até chegarmos no hotel, fazer check-in, tomar um banho e sair, quase 3 da tarde. E Paris lá, me esperando!!!! Saímos do hotel e fomos dar uma volta na cidade. Arco do Triunfo, Champs Elysées, roda gigante, jantar no Georges Pompidou, só alegria.

Chegamos no hotel, perto de 11 da noite, 6 da tarde no Brasil, para passarmos as fotos do cara para o pessoal do jornalismo. Como o meu notebook tinha leitor de SD, fomos direto para o meu quarto. A hora que vi que a minha mochila com o micro não estava em cima da mesa, achei que antes de sair eu tinha colocado no armário. Procura daqui, dali e nada… Só me liguei que tinham mesmo roubado as minhas coisas quando olhei na tomada e vi que o PSP que eu tinha deixado carregando não estava mais lá. Falei para o meu chefe e para a Gabi, que estava com a gente que eu tinha sido roubado mesmo. Eles correram para os quartos deles e daqui a pouco a Gabi volta no meu quarto: Também tinham sido roubados.

Voamos para a recepção do hotel e pedimos para o cara que estava lá, que tinha uma puta cara de indiano, chamar a polícia, que a gente tinha sido roubado. E o cara: amanhã cedo vocês chamam! Pedimos para ele ligar para o gerente do hotel, que também se recusou a ir até o hotel para ver o que tava acontecendo. Cara, a gente teve que ameaçar bater no indiano da recepção para ele chamar a polícia. Que chegou, deu uma olhada em cada quarto e disse: amanhã vocês vão nesse endereço e fazem a ocorrência. Nessa hora, a cabeça já tava a milhão. E se por acaso o cara tinha visto a gente tirando foto e tinha seguido a gente, roubado as nossas coisas para pegar as fotos de volta… Enfim, a gente achou que tinha entrado num filme policial em Paris!

Passamos a noite quase toda na recepção, com medo de ficar sozinhos nos quartos. Até que numa das ligações que recebemos do Brasil, descobrimos que a nossa advogada estava na França. Ela foi com a gente no dia seguinte até a delegacia para registrar a ocorrência, já que ela é francesa e fala francês muito melhor que nós três juntos. Voltamos para o hotel e o gerente do hotel, o tal Vincent, chamou a gente de canto. Na maior cara dura, olha para a gente e diz: “Eu investiguei o que vocês me falaram, e não teve roubo nenhum. Não sumiu nada”. Não precisa nem dizer que virou um puta barraco. Uma hora ele fala para a gente: “Vocês brasileiros são assim mesmo. Vocês sabem o que vocês fizeram. É golpe de vocês para se dar bem em cima do hotel”. Antes que a gente batesse nele, mudamos de hotel, mas gravamos tudo o que ele falou no iPhone do chefe.

Seguindo as orientações da nossa advogada, compramos os computadores novos lá em Paris mesmo, até para mostrar que a gente precisava dos bichos para trabalhar. Ligamos para a embaixada e fomos bem maltratados, também. Fomos informados que esse tipo de roubo acontece em média 30 vezes por semana envolvendo brasileiros e que a embaixada não pode fazer nada. No Brasil, o pessoal falou com o pessoal da Accor no Brasil, que disse que era um absurdo o que tava acontecendo e que iam falar com o pessoal de lá para resolver… Mas enquanto a gente tava lá, não resolveu nada.

Aí sabe o que a gente fez? Fomos curtir! Passeamos em Paris, saímos para comer, fazer compras, fomos na Eurodisney, zuamos até. Quando a gente chegasse no Brasil, a gente ia resolver. Afinal, tem Accor no Brasil.

Voltando prá cá, boas notícias. O pessoal da Accor se desculpou com a gente, avisou que ia indenizar tudo e que era para a gente ficar tranquilo. A única coisa que reclamamos: E o se gerente, que insultou a gente? Foi demitido! Vincent est en le rue! A gente perguntou para o pessoal da Accor aqui se queriam cópias das ocorrências que registramos lá, gravação do cara ofendendo a gente, se a gente tinha que provar o que tinha acontecido com a gente. Aí, a única resposta sensata que eu ouvi desde que começou essa merda: Não precisa de nada. Nós é que temos agora que provar para vocês que nós somos honestos.

Amanhã, o bom e velho Stand Center. PSP novo, um iPod, quem sabe, talvez um celular, já que parte do meu foi para o saco.

Aí quando eu conto a história aqui, todo mundo vira prá mim e fala: Sair de São Paulo para ser assaltado em Paris, quem diria… E o que eu respondo?

Melhor ser assaltando em Paris que no Capão Redondo. O de lá, pelo menos, eu vou ser resarcido. E os daqui?

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Uma coisa que eu nunca entendi era o hype todo que sempre ouvi em torno da Apple. Era um tal de iPod é foda, iMac é animal, iBook, MacBook e mais atualmente o iPhone, iPhone, iPhone… Como sempre, eu era contra. Por causa do hype!

Só que como tudo que eu era contra por causa do hype, queimei a língua. Como contei no post anterior, fui roubado lá em Paris (xic demais) e levaram o meu notebook. Aí, quando a gente saiu para comprar os notes novos, virei para o meu chefe, que é fã da Apple de carteirinha, e na loucura pedi para comprar um micro igual ao dele. Resultado: comprei um MacBook Pro.

Agora entendo porque todo mundo que usa Mac, iMac, iPod, iPhone, MacBook e qualquer outra coisa é fã da Apple. O que eu não entendo é porque eu era contra. E como eu consegui ser feliz com um computador até hoje sendo que nenhum deles era Apple!!!

PQP, que coisa de louco. Primeiro, não tem vírus para Mac. Bwahahahahahah, envy me, windows users. Segundo, o Mac OS X carrega em 14 segundos, não em 14 minutos que nem o Windows Vista! E para desligar então, devem ser uns 5 segundos. Se tiver muita coisa aberta.

A única coisa que sux é o MSN Messenger. Mas… É da Microsoft!!!!

A verdade é uma só. Estou in love com o meu MacBook.

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Sempre que meu sogro pede um churrasquinho na barraca de lanches, ele pede assim. Um churrasquinho na frança. Pois é. E lá fui, a trabalho, dar um rolê na França. E pelo relato abaixo, que deve ficar bem grandinho, inclusive, vocês verão que eu achei a França bem mais legal que um churrasquinho.

Dia 1 – A viagem

Domingão, casquei para a casa do meu chefe que a gente tinha combinado ir de lá para o aeroporto. E assim fizemos. Embarcamos 18hs mais ou menos de Air France para Paris. 12 horas depois, desembarcamos no Charles De Gaulle, o maior aeroporto que eu já vi. E saímos correndo para dar tempo de pegar a conexão para Nice. Chegamos em Nice umas duas da tarde, horário local, mas meu organismo ainda entendia como horário de Brasília, ou seja, 10 da manhã. Pegamos um táxi, que era uma BMW, para Cannes. No caminho eu já fui passando mal. Parecia que eu tava em um cenário do Gran Turismo. As ruazinhas estreitas, as casas de sei lá eu quantos anos, e por aí vai. Chegamos em Cannes, tomamos um banho e fui para a feira que era o objetivo da minha viagem para lá, a Mipcom, que é a maior feira de conteúdo e tecnologia de TV no mundo todo.

Chegamos lá e eu parei para tomar fôlego. Cannes é uma cidade linda e o lugar da feira então, nem se fala. Fizemos o credenciamento, falamos com uns caras, mas como já era meio o final do dia, já estavam começando as festas. Primeiro, uma festa mexicana no stand da Televisa, que é a TV mexicana que faz as novelas que passam no SBT. Depois, a noite, uma festa do pessoal de cinema da Índia, que fechou o Hotel Magestic e armou a maior balada. Engraçado prá caceta, não precisa nem falar.

Dia 2 – A feira e Le Petit Enfant

Terça feira, dia de ir para Mipcom com fé e vontade de fazer negócios. E fomos. Conversamos com gente do mundo inteiro e tenho certeza de uma coisa: O jeito que a gente vê TV hoje vai mudar muito em poucos anos. Nesse dia tivemos ainda um convite para um coquetel na quarta feira, com um pessoal do Canadá, em um barco, que estava na Marina de Cannes.

E foi também o dia que conhecemos a nossa terceira mosqueteira, Le Petit Enfant, uma companheira inesperada nessa viagem maluca: a filha de um colega, de 17 anos, que estava fazendo intercâmbio na França. Foi participar conosco da feira e acabou ficando com a gente até o dia da volta.

Trocamos a menina de hotel, já que ela estava em um podre, muito longe de Cannes e saímos para jantar. Rapaz, como se come bem em Cannes. A gente sempre andava para lá e para cá a pé, já que estávamos perto de tudo. Além do mais, é sempre um bom jeito de conhecer lugares batutas.

Dia 3 – Mais feira e a balada no barco

Mais um dia de exploração da mipcom. Paramos no Stand do pessoal do Japão que estava lá para vender o Ultraman. O cara viu que ficamos emocionados com o que a gente tava vendo, afinal, é uma volta no tempo, e deu para a gente a edição comemorativa de 40 anos do chaveiro do Ultraman!!!! Animal. Batemos perna e fizemos várias reuniões, algumas muito boas, outras nem tanto, encontramos o Reinaldo, sócio do Yabu, cheio de boas notícias e fomos para a tal balada no barco com o pessoal do Canadá.

É o que eu sempre digo: existe um mundo melhor. Mas é mais caro. E quanto melhor o mundo, mais caro ele fica. Chamar aquilo de barco é uma ofensa. Aquilo é maior que a minha casa. E mais bonito. E mais tudo. 3 horas de champanhe e muita conversa, saímos com a certeza de que faremos ótimos negócios com esse pessoal, que estão tão empolgados com o negócio quanto a gente. Jantar, hotel, arrumar as coisas porque na quinta era dia de embarcamos. Para Paris.

Dia 4 – Paris e o roubo

Tomamos um café da manhã em Cannes, com o pessoal da Blinx, que também está empolgado para fazer negócios com a gente, e picamos a mula para Nice, para pegar o avião para Paris. O caminho de Cannes para Nice é muito lindo, fala sério. Como disse, parece que eu estou no Gran Turismo.

Chegamos em Paris e só aí que eu me liguei que a cidade é sede da Copa do Mundo de Rugby que está rolando. E que os caras na Europa gostam mais de Rugby que de futebol. Para eles, o futebol está mais ou menos como para a gente. Um bando de gente que ganha muito dinheiro pelo pouco esforço que faz. Mas enfim, a cidade estava bombando.

Deixamos as coisas no hotel e saímos, para ver a cidade e jantar. Não conhecia Paris e sempre ouvia falar que a cidade é bonita e tal, mas supera qualquer expectativa que eu pudesse ter. A cidade é maravilhosa. Do lado do nosso hotel era o Arco do Triunfo, que é foda. Pegamos a Champs Elyseés e fomos entrando em tudo quanto era loja. Loja de protótipos da Peugeot, da Mercedez, Fnac, Disney, Virgin Megastore, uma mais bacana que a outra. Fomos até o final da Champs Elyseés e demos um rolê na roda gigante que tem lá, para ter uma panorâmica da cidade ao anoitecer. Muito louco. Jantamos e voltamo para o hotel. Para a nossa surpresa…

Fomos roubados!!!! Entraramo nos nossos quartos e levaram as nossas coisas. Notebooks, PSPs, iPods, telefones, dinheiro… Não levaram as roupas e nem as bagagens, só o que tinha de eletrônico, mesmo. E o pessoal do hotel se recusava a chamar a polícia. No fim, acabamos chamando a polícia que, como cá, não resolveu nada. Só mandaram a gente ir para a delegacia no dia seguinte e prestas queixa. Imagina a noite que a gente não passou nessa merda de hotel. E não era um hotel vagabundo, antes que alguém me pergunte. Era o Mercure, do lado do Arco do Triunfo.

Dia 5 – Polícia e museus

Para nossa sorte, a advogada da Band, que é francesa, estava lá, em uma reunião de família, e foi nos ajudar. Fomos para a polícia, prestamos queixa de tudo e voltamos para o hotel, para sair de lá e ir para outro lugar. Chegando lá, encontramos o gerente do hotel e foi o maior stress. O cara disse que ELE investigou tudo enquanto a gente tava fora e que a gente não foi roubado. Que isso era um golpe que brasileiros estavam tentando dar no hotel. Não vou entrar em detalhes nesse post, mas escrevo um só prá falar dessa parte depois. Mas rolou uma orientação da nossa advogada para a gente repor tudo que roubaram, pra depois a gente cobrar do hotel.

Ou seja, mudamos de hotel e fomos fazer compras. Fazer em compras em Paris, sabendo que depois você vai ser reembolsado é do caralho, fala sério. Entramos na Fnac e mandamos prá dentro dois MacBooks, um iPod, um HD, ou seja, tudo que roubaram da gente, menos os PSPs. Depois de guardar tudo, dessa vez diretamente no cofre do hotel, não dos quartos, fomos para o Louvre.

Impossível descrever o Louvre. É o lugar mais do caralho que eu já vi na minha vida. Sem sacanagem, muda a perspectiva da vida. A gente se sente pequeno vendo aquilo. Primeiro porque o bicho é enorme, mesmo, depois, porque o que os caras que estão lá fizeram, duvido que alguém vá fazer de novo em pouco tempo. Fui ver as coisas de Napoleão, as coisas egípcias e, claro, a parte italiana. Tem coisas que o dinheiro não paga e uma delas é ver a Monalisa original a menos de 3 metros de você. Em uma tarde eu aprendi e passei a gostar de coisas que uma vida inteira não tinha conseguido me fazer gostar. Só isso.

Saímos do Louvre e fomos jantar em outro museu. Sim, isso mesmo.Jantamos no restaurante do Centro Cultural Georges Pompidou, que é um museu de arte moderna. Comi o melhor pato que já experimentei na vida e voltamos para o hotel, agora com tudo lá.

Dia 6 – Dia de fazer compras

Compras em Paris. O sonho de qualquer consumista. E de lá vieram presentes para o pai e para a esposa, além de um belo azeite para minha casa e uma camisa dos All Blacks para mim. Afinal, eu também gosto de Rugby! Comemos na Angelina, onde descobri o que é chocolate. Comprar perfumes para a Dé na Sephora, que é um desaforo o tamanho daquela loja, PQP, mais presentes para a Dé diratemente da GAP e fomos jantar. E bora para o hotel, arrumar as coisas. Que afinal, o dia seguinte era o último dia na França, a gente tinha que aproveitar.

Dia 7 – O último dia é sempre o melhor

Já reparou nisso? Começamos o último dia na Torre Eiffel. Bacana. Mas gostei mais do Arco do Triunfo, prá falar a verdade. Depois, uma igreja que o Boss sempre vai e pegamos o rumo para Notre Dame. Foi entrar lá e desaguar a chorar. Não sei, não me pergunte porque. Eu só queria ficar lá, chorar e rezar. E foi o que eu fiz. Chorei e rezei até, saí de lá leve. Acabado o Tour da Fé, vamos nós tratar da diversão.

Meio dia a gente chegou na Euro Disney! Uhu! Que muito louco. Space Mountain, Montando russa do Indiana Jones, Mansão Mal Assombrada e o recorde mundial de Rock’n'Roller Coaster, as montanha russa do Aerosmith. Para variar, compras, claro. E de lá, mais presentes para a Dé, para a mãe e para o meu sobrinho que chega em breve. E já chega com presentes da EuroDisney. Isso que é tio, fala sério.

Voltamos de trem para Paris, fomos comprar umas malas, já que no roubo destruiram as nossas, sem contar que levaram uma minha para carregar as coisas, arrumar o que faltava e voltar para SP.

O vôo de volta foi melhor que o da ida. O avião era maior, eu tinha companhia para conversar e ainda assisti Harry Potter e as férias do Mr. Bean. Aliás, quase apanhei no avião, porque eu ri tanto que acordei todo mundo!

C’Est le fin?

Nem a pau. Gostei tanto que já avisei a Dé que eu volto para lá, dessa vez só para passear e que ela vai comigo. Paris é uma cidade do caralho, mas é muito melhor se você está com quem gosta. E ainda tinha que entregar os presentes. A Dé e o Caio já ganharam. O pai e a mãe ainda não. Tem que esperar eles aparecerem por aqui para entregar. Senão, o Natal deles já tá garantido.

O meu, na verdade, até já foi. Mas a vontade de voltar mais vezes só começou…

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