Archive for the ‘Histórias’ Category

Ontem presenciei uma das cenas mais absurdas que já vi na vida. Essa ninguém me contou. Eu vi pessoalmente e faço questão de contar.

Estava saindo da empresa pra ir para casa e a Dé me ligou, que o Pedro estava reclamando de dor na cabeça, falando que tinha batido numa cadeira. Não tinha nenhuma marca, mas depois que ele tentou dormir  acordou chorando e vomitou depois de tomar remédio, ela resolveu levá-lo para o PS. Encontrei com os dois no São Luiz, inteiro sujos, porque o Pedro vomitou de novo no taxi. Preocupação é pouco. No fim das contas, não era nada muito grave. Sinusite forte, ele deve ter associado a dor com uma batida qualquer. Fez uma tomografia, tomou remédio e fomos para casa.

Só que isso levou quase 4 horas no PS. E enquanto a gente esperava o resultado da tomografia, a médica que tava atendendo a gente entra no cubículo ao lado e dispara para os pais do menino que estava ali: “Vou fazer a guia de internação do seu filho, porque ele está com traumatismo craniano.”

Para minha surpresa, o pai do menino começa a falar com a médica, alto, meio alterado: “Eu não vou internar meu filho! Vou levar embora!”

E começou uma baita discussão. A médica argumentou que era grave, que poderia dar alguma hemorragia, que era perto da coluna e um outro trauma na região poderia dar um problema bem mais grave, incluindo o menino perder movimentos e por aí vai.

E o cara respondendo que se fosse dar alguma coisa já teria dado, que ia levar embora, que não confiava no hospital e por aí vai. Eu que já estava puto porque o cara estava falando alto prá cacete dentro do hospital onde meu filho estava dormindo, comecei a revoltar. Não liguei para a polícia porque a Dé não deixou. O fulano teve a cara de pau de virar para a médica e falar: “Se é traumatismo craniano é sossegado, em sete dias calcifica e tá tudo certo!”  E a mulher do cara? Só chorava baixinho, resignada.

A médica, uma baixinha que deve ter perto de 20 e tantos anos, transtornou. Ficou meio perdida. Saiu do cubículo e chamou dois outros médicos. Um deles eu conhecia, já atendeu o Pedro antes, por indicação da pediatra dele. Ele tem um jeito meio gay, meio grosso, foi prá cima do pai, que não afinou. “Vou levar embora, assino o que precisar, assumo responsabilidade cívil e criminal, não quero nem saber.” E o médico também não afinou, falou que não ia deixar sair e o pau comeu. A pergunta mais pertinente foi da mediquinha, que perguntou para o infeliz: “Se não confia no hospital, por que trouxe seu filho aqui”?” No fim, o cara aparentemente tomou fazer outra tomografia mais detalhada do filho. E eu querendo ligar para a polícia, para o conselho tutelar, para a liga da justiça, sei lá.

Depois que todos os médicos saíram de perto, a conversa do cara com a mulher era um misto de “não vou deixar porque não confio no hospital” com “o convênio não vai aprovar isso e não temos dinheiro”. Que me deixou ainda mais puto! Cara, se fosse o Pedro e o plano não aprovasse, eu sentava o cartão lá e depois a gente vê o que faz. Não paga, foge, vende o rim, a mãe, o cachorro, sei lá. Mas ir embora com o filho com a cabeça quebrada não, né?

Quando a médica veio entregar o resultado dos exames do Pedro, estava aliviada. “É só sinusite… Vocês ouviram o que aconteceu aqui do lado, né? Eu tava até com medo de pegar outro…” E eu ainda brinquei, falei que ia brigar, não ia deixar internar, que não confio nela, no hospital, no sistema, só confio no Batman e por aí vai… E perguntei onde estava a figura.

Ela me respondeu: “Foi para a tomografia. Mas acho que ele vai aproveitar prá sair dali e ir embora com o menino, não deve voltar aqui, não. Vai fugir…”

Torço, mesmo, para que não aconteça nada de errado com o menino, apesar de que com um pai desses é difícil. Já o pai, espero que um dia dê formiga no rabo, durante um ataque de tamanduás com fome e seja necessário um transplante de cu nesse filho da puta. E que o convênio não pague!

Infelizmente, essa é uma coisa comum que acontece. Vagabundo liga para algum incauto, imitando uma voz assustada, dizendo que foi assaltado, sequestrado ou qualquer coisa assim. E muita gente cai nessa história, principalmente pessoas mais velhas ou mais simples, que não tem idéia de que aquilo é golpe. Ou mesmo quem tem idéia, mas na hora se assusta de tal maneira que acabada sendo enrolada.

Isso, até os vagabundos ligarem para alguém da minha família. Alguns dos casos que aconteceram.

Caso 1 – O caso do Paul em dois lugares ao mesmo tempo

Estou no MSN com meu pai e ele manda:
Padu (Meu pai): Pera que tocou o telefone.
Paul: Vai lá.
Padu: Pronto. Era o sequestrador. Você acabou de ser sequestrado.
Paul: ahahahahaha, e aí?
Padu: Mandei matar, ué.

Caso 2 – O caso do Sobrinho que não sabe português

Ligaram para a minha tia Thaís na madruga:
Sequestra: Tia? Tiiitaaa???
Tia: Paulinho?
Sequestra: É tia, é o Paulinho. Pegaru eu!!!
Tia: Ah, não, não é o Paulinho. Meu sobrinho sabe falar português, não diria “pegaru eu”…
Adendo do meu pai e da minha mãe ao ouvirem a história: É, pegaru eu ele não diria. Provavelmente seria alguma coisa tipo: “Ow, FUDEU!”
Adendo meu: ahahahahah, claro que seria ow fudeu! :D

Caso 3 – O caso da minha filha sequestrada

Toca o meu telefone.
Alguém: Pai, paaaai?
Eu: Ju? (eu sou um cretino)
Alguém: É, pai, é a Ju. Fala aqui com o moço.
Passa para o sequestra: Ae, tamo com a tua filha.
Eu: Beleza.
Sequestra: Como beleza? Tem que pagar.
Eu: Ah, não. Nem gosto muito dela. Pode matar.

Ainda tem as incontáveis vezes que ligam para o meu pai e ele pergunta: “Qual filho, o Juninho?”. E quando o cara responde que é, aí ele manda fazer alguma coisa inusitada porque não gosta do moleque!

Sei que é triste, que é um problema grave de segurança pública e às vezes acho errado a gente se divertir sacaneando os caras que ligam prá gente.

Mas só às vezes.

Outro dia eu tava aqui no escritório e chegou uma das moças que cuida da limpeza. Dá aquela olhada na minha mesa, puxa uma cadeira e começa o papo:

Ela – Oi. Posso fazer uma pergunta?
Eu – Claro que sim.
Ela – Esse bichinho verde aqui na sua mesa. Como é o nome dele?
Eu – Yoda.
Ela – E o que ele faz?
Eu, assustado – Como assim??? Ele é o maior mestre Jedi de uma galáxia muito distante.
Ela, com cara de nem aí – Ah tá. Nunca ouvi falar.

E foi embora.

Sério, eu nunca na minha vida senti tamanho abismo cultural entre eu e outra pessoa como nesse dia.

Domingo de emoção na Maison du Paul.

Eu estava arrumando algumas coisas em casa, coisas típicas de se fazer domingão. Colocando uma lâmpado no corredor do quintal, trocando uma torneira na cozinha, essas coisas. E como sempre, para esses momentos de lazer, chamo alguém com capacidade manual para tais afazeres maior que a minha. Que pode ser qualquer um, na verdade, já que sou um zero à esquerda para essas coisas, mas meu alvo predileto é o meu pai.

Depois de sofrer por mais de hora para descobrirmos como está funfando a instalação elétrica de casa para conseguir ligar a tal da lâmpada, ele (o pai) estava parafusando os fios no interruptor e eu sentei na rede para observar. Sentei, não deitei. Ainda bem. Senti alguma coisa cair na rede. Era pesado demais para ser uma folha, mas ainda não tem nenhuma fruta nas árvores de casa. Olhei para o lado e lá estava ele. Um rato. Olhando prá mim. Se eu estivesse deitado, teria caído na minha cabeça. Levantei da rede tão rápido que nem eu sabia que era possível.

Enquanto o rato voava, fruto do tranco que dei na rede para levantar, corri prá pegar uma vassoura. A Dé, de dentro de casa, correu para fechar as portar. Voltei com a vassoura procurando o danado e meu pai me avisou que ele estava escondido atrás de uns enfeites do jardim. Cutucou os enfeites e o rato saiu. Primeira tentativa de vassourada e ele desviou. Correu para o corredor que vai para a rua, onde estávamos instalando a lâmpada.

E eu, vassoura em punho, correndo atrás dele. A hora que ele viu, lá na frente, os dois cachorros, mudou de rumo e voltou correndo para cima de mim. Errei outra vassourada, pulei o rato que vinha em minha direção. Esquema Matrix, Jet Lee, Kung Fu Panda. Virei e pimba, outra vassourada. Essa foi certeira. E o rato, tadinho, morreu.

Meu pai, que até o momento só ria, me falou: dá outra, que ele tá só fingindo. Fingindo nada. O bicho tava até com tremilique, já. Recolhemos o corpo do danado e voltamos à vida normal.

Antes de voltar para a rede, me certifiquei que a chuva de ratos tinha acabado.

Tem algumas coisas que a gente não sabe porque se lembra. São coisas tão pequenas, tão cotidianas, tão nada a ver, que não tem nenhum motivo especial para essa lembrança aparecer. Mas ela tá lá, guardada. Às vezes é um treco pentelho, às vezes é uma coisa engraçada, mas na maioria das vezes é só uma coisa que só faz sentido para você, mesmo.

Esses dias eu tava vendo a varanda de casa, olhando para o quintal, e lembrei de uma história que aconteceu justamente numa varanda, olhando para um quintal.

Quando entrei na faculdade, lá no clube de regatas Mackenzie, logo fiz um monte de novos amigos. Alguns deles perduram até hoje, outros sumiram na vida, alguns confesso que nem lembro mais que existem e a recíproca deve ser verdadeira. E tinha o Danilo, vulgo Danilão. Gente finíssima (apesar de palmeirense), que estava mais ou menos na mesma situação que eu. Calouro de Marketing, com uma irmã veterana em desenho industrial, já conhecia uma galerinha de lá e acabamos ficando bem amigos. Talvez ele nem saiba disso, mas ele é um puta cara. Era meio low profile, mas tava sempre agitando alguma coisa com a galera. E todo mundo aparecia. Era jogo de futebol, show, boteco, balada e, a preferida da galera, reuniõezinhas para tocar, cantar e tomar cerveja na casa dele.

Primeiro, porque a casa dele (dos pais, na verdade) era do caralho. Salão de festas, piscina, churrasqueira… Depois, porque a gente sempre se dava bem, ou armava a ponta para rolar sem platéia.

Numa dessas, tava lá a galera, a nossa de marketing e a da irmã do Danilão, de desenho. Ocorre que uma das amigas da irmã dele era um espetáculo. Mulherão de, se existisse na época, sair em site de ensaio sensual, sem photoshop. Acho que era Milena o nome da figura. Sol, verão, galera no auge dos hormônios na piscina, aquela coisa de faculdade. E eis que o Danilão desaparece. Dias depois, a história do sumiço.

O cara tava na varanda, com uma filmadora, digamos, detalhando a tal Milena para análise posterior. Nessas, aparece o pai dele, sem saber que ele tava filmando, cola do lado dele e manda: “Puta gostosa essa Milena, hein?”.

E o vídeo dele terminava com a própria voz: “PORRA PAI!!!!”.

Hoje saímos para almoçar, eu, China e Mau. Fomos em um Lig Lig aqui perto da Band. Depois de muito arroz chop suey, filet lig lig e biscoitinho da sorte, estávamos caminhando de volta para o escritório quando vimos, parado em frente ao supermercado, um carrinho distribuido biscoitos do Daltony. Claro que, imediatamente, paramos para tirar umas fotos.

Aí vimos uma baita galera do supermercado olhando para a gente e rachando de rir. Nisso, um senhor de cabelos brancos vem em nossa direção e foi imediatamente reconhecido pelo China, que exclamou: CARALHO! É O DALTONY!

Me aproximei calmamente e iniciei o seguinte diálogo:

Paul – O senhor é o Daltony?
Daltony – Sou.
P – I make it myself?
D – ahahahahahah, isso!
P – Caramba, somos fãs do seu site.

Aí ele começou a rir e nos contou várias histórias. Que dá entrevistas para US&A e Japão por causa do site, perguntou com o que a gente trabalhava e tudo mais. Disse que a gente trabalha com internet e ATENÇÃO: Ele disse que em janeiro vai procurar alguém para desenvolver o novo site dele. Uhu! \o/

Perguntou se a gente só conhecia o site, se já tínhamos experimentado os biscoitos, que são uma delícia. E aí já nos contou sobre seu novo produto: biscoitos de polvilho em formato de castanha de caju! Mandou o funcionário pegar um pacote para cada um de nós. Contou que uma vez estava no avião e deram uma castanha para ele, mas estava passada, com gosto muito ruim. Aí ele disse que teve essa idéia, mas que não foi nada fácil, porque ele deve que desenvolver o bico para que a máquina pingasse direitinho no formato.

Depois de alguns minutos de puxação de saco descarada, nos despedimos. Nós voltamos para a Band e ele seguiu seu caminho, não sem dar uma buzinadinha para a gente.

Dia 18 de novembro de 2008. O dia que conheci o homem, a lenda, o mito. O Daltony!

Hoje foi um dia estranho. Mas num sentido bom. Foi um dia muito legal e, apesar de não ter nada a ver, meio Ferris Bueller, não pelas situações, mas por como começou o dia. Na verdade, cabulei o trabalho hoje. Tava com uma baita dor de ouvido, dormi mal prá cacete de noite e acordei ainda zuado. Tanto que a Dé e o Pedro foram lá me acordar e eu não consegui nem olhar direito para os dois. Estava totalmente grogue, de ficar acordando a noite toda com umas pontadas no ouvido. Depois que consegui levantar, tomei um banhão, tomei uns remédios, liguei para o pessoal avisando que não ia para o escritório hoje, mas que ia trabalhar de casa.

Peguei meus e-mails, mandei outros tantos, pedi para fazerem para mim o que eu não poderia fazer lá pessoalmente e lá por umas 11 da matina a Dé veio me pedir para a gente ir ver uma escolinha para o Pedro. Chegamos na escolinha, que é na rua da nossa casa. Não da casa que a gente mora, mas na rua da casa que a gente vai morar. Aí pedimos para conhecer a escolinha, veio uma senhora e disse que nem a diretora e nem a coordenadora estavam, mas ela ia mostrar a escola para a gente.

A escolinha, mesmo, não tem nada demais. Aliás, se for para ser bem honesto, ela é até meio feinha. Mas o entusiasmo da mulher que tava apresentando a escola para a gente era louvável. Depois de mostrar a escola toda, paramos na salinha da diretora para ver preços e tudo mais. Primeiro descobrimos que ela é de Uberaba. Ao perceber o sotaque de Minas, eu perguntei de onde era. Aí a diretora da escola chegou e ela é a filha da senhora que estava mostrando a escolinha para a gente. Que fala que não é nada, mas é a dona da escolinha. Que ficou olhando o Pedro até a hora que pediu para ficar com ele no colo. E eu dei o Pedro prá ela segurar, feliz da vida, por um motivo muito simples. Além de todas as crianças da escola chamarem ela de vó e gostarem dela, ela chama Ivone. Tá, e daí? Daí que a MINHA babá quando eu era pequeno também chamava Ivone. Claro que a gente vai ver outras escolinhas, mas o clima dessas já deixou a gente pendendo para o lado dela. Ainda mais porque a outra escolinha que a gente foi nem deixou a gente entrar.

Aí, no meio da conversa, a dona Ivone fala que só vai fechar a escolinha 10 dias durante as festas, porque tem umas reformas para fazer, mas que é rápido e que o pedreiro é o irmão dela. Rá. Na hora, eu falei que estou precisando de um pedreiro, que morava na mesma rua da escolinha e que era coisa simples. Marcamos para o final do dia de ir lá com ele. E no fim, o que o último filho da puta pediu 8 paus prá fazer, sendo que 6 mil era mão de obra dele, esse pediu um preço totalmente justo. E fechamos de fazer a reforma que a gente queria para poder mudar para a casa nova.

No fim, um dia que começou todo errado, com dor de ouvido e falta no trampo, acabou legal, com grandes chances de termos achado uma escolinha para o Pedro e com a reforma da casa, pelo menos o que a gente queria prá começar, parecendo que vai sair. Legal!

Tem uma história que aconteceu a pouco tempo, mas que para mim virou um exemplo de otimismo. Ou falta de noção, mas que é uma história batuta, é. Meu avô, de quem herdei o nome (mais sobre isso depois), estava conversando com a minha irmã no casamento da minha prima mais nova, que os dois foram padrinhos juntos. Como o véio só tem neta puxa saco, ele foi padrinho das três, e era justamente esse o assunto da conversa.

Minha irmã falou para ele: “Aí Vô, padrinho das três netas, agora acabou, não tem mais nenhuma para ser padrinho!”. E ele, do alto de seus noventa e dois anos, aponta para a bisneta, de 5 anos e manda: “Nada, ainda falta a Luiza.” Cara, isso que é otimismo. Claro que ele falou como piada, que me deixa ainda mais orgulhoso do véio, que nessa altura da vida tem um senso de humor melhor que o de muita gente por aí. Até melhor que o meu, atualmente, mas esse não é o caso.

Sobre o nome, que herdei do véio, muita gente pode perguntar “ué, mas seu pai também não tem o seu nome?” Tem, mas pelo que me consta, o dele também é por causa do avô dele, não por causa do pai. Se eu não estiver falando nenhuma besteira, acho que ele é o único Paulo na família que não tem um neto Paulo. Pelo menos por enquanto! ;o) A história que eu lembro de ouvir é a que diz que só sou Paulo em homenagem ao meu avô, porque senão ele não teria um neto com o nome dele e tal. E como neto homem mais novo, é verdade. Se não fosse eu, não era mais.

Agora é juntar o otimismo e presença de espírito do véio e fazer jus ao nome. Como eu sempre digo, tem duas coisas que ninguém nunca vai poder tirar de mim. Meu nome e meu conhecimento. E com isso, dá prá conseguir todo o resto.

Um dia eu recebi um e-mail da AMEX falando que como eu sou um cara legal que tem o cartão deles, eu seria um dos primeiros caras a comprar o iPhone 3G da Claro, com condições especiais e o yada yada yada de sempre e que era só eu ligar 1052, digitar a opção 3 e meu código de 8 dígitos do e-mail que PUMBA! Eu seria o feliz proprietário do objeto de desejo do momento.

Claro, liguei. Deu pau. Não existia a opção 3. Falei com outro cara que recebeu a mesma coisa e ele disse que também tinha dado pau. No dia seguinte, liguei de novo, só prá reclamar que merda era essa de receber uma promoção que não existia. Só que aí ela existia. Só que pegaram meus dados e ficaram de me ligar depois, em até 60 dias, com preços e condições de plano e tal. Até perguntei para a menina: minha filha, como vou ser um dos primeiros, se começa a vender amanhã e eu só vou receber o contato em 60 dias. Isso é propaganda enganosa. É só porque eu sou preto! Claro que ela deu 1500 desculpas, falou que não era nada disso, que era a rotina da venda do aparelho e tal e beleza, ficou por isso mesmo.

E não é que me ligaram hoje? Me passaram as condições e até que era legal. Resultado? Comprei a porra do iPhone 3G. Mas beleza. Pelo menos agora vou ter um chip 3G, prá usar tanto com o iPhone como com o N95. Que é claro que vou ficar com o N95, que tem uma puta câmera e um GPS batuta.

Ou vendo o iPhone para o Persio, com um pequeno ágio! :o P

Está inaugurada a Agência de detetives Esblogo-Doo, graças ao talento nato deste que vos escreve para elucidar mistérios sem solução.

Aconteceu em Passo Fundo:

Numa noite fria de terça-feira, um gaiato aproxima-se de um Monza estacionado próximo a um bar, arromba a porta e leva o carro. Minutos depois, estaciona o carro e liga para a polícia. Mas não, não era para se entregar.

Guarda: – Delegacia de Polícia de Passo Fundo, boa noite!
Ladrão: – Tchê, eu acabei de roubar um carro, e eu não tinha visto, mas tem um piazinho dormindo no banco de trás. Então eu deixei o carro do lado do posto do fulano, perto sei lá de onde.
Guarda: – Ah é?
Ladrão: – Isso, tá lá. Manda alguém buscar, mas EU NÃO TINHA VISTO A CRIANÇA, viu? E avisa o filho da puta do pai que a próxima vez que ele deixar o piá no carro para ir no bar eu mato ele.
Guarda: – Tá, vou mandar buscar o carro.
Ladrão: – Mas avisa o pai, que na próxima eu vou atrás e mato ele.
Guarda: – Tá.

A polícia de Passo Fundo encontrou mesmo o carro, com o menino, de 5 anos, dormindo no banco de trás. Durante toda a “aventura”, o menino não acordou. Troféu Morfeu para ele. A mãe, que estava com o padrasto do menino vai ter que se explicar para as autoridades. E a polícia ainda não tem pistas de quem é o ladrão. Mas eu sei quem é.

Prendam o Assistente Social.

Mistery Solved!

PS: Imagina o susto dessa cretina dessa mãe a hora que chegou no lugar que o carro (e o filho) deveria estar e não achou nada. Bem feito.
PS2: Essa história é real, aconteceu mesmo essa semana em Passo Fundo, apesar de parecer sacanagem minha.
PS3: Imaginem, vivemos num país em que os ladrões tem mais ética que muita gente.

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