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Vai ser difícil ter um ano com jogos tão bons quanto os de 2008. Afinal, não é todo dia que saem jogos do calibre de um Metal Gear Solid 4 e GTA IV. Isso prá ficar nos jogos que alcançaram nota 10 nas avaliações. Mas tivemos um monte de bons jogos esse ano, tipo o Little Big Planet, o mais inovador que já vi em tempos, Civilization Revolution, viciante como todo Civ e Burnout Paradise, a franquia de corridas mais divertida do planeta.

Mas 2009 chegou e tem um monte de jogos que estou doido para pôr as mãos, e logo. Claro, a minha lista só tem jogos de PS3, porque não tenho nem Wii, nem Xbox e nem PC. E não uso o Mac para jogar.

Então, vamos aos jogos que prometem apavorar 2009:

1 – Final Fantasy XIII e suas variações
Se a Square Enix fazia chover desde os 8 Bits, imagina o que ela vai fazer com o poder dos consoles atuais. Infelizmente, a gente não tem nem um data provável de lançamento do FFXIII, mas só de saber que ele está em desenvolvimento já é motivo mais que o suficiente para ficar com os dedos coçando.

2 – Street Fighter IV
Por enquanto, vamos matando a saudade de Street Fighter com o II HD Remix, mas é um sentimento de saudosismo temperado com gráficos HD. Queremos mesmo é quebrar tudo e conhecer os novos lutadores da série de luta de maior sucesso do mundo. Alguns afortunados, tipo o Yabu, já jogaram no arcade na Comic Con, mas o que eu quero mesmo é poder socar todo mundo no conforto do meu lar.

3 – Resident Evil 5
Pelo jeito, o mundo inteiro virou zumbi. Eu mesmo só não virei porque não me avisaram. Ou vai ver que é porque eu tenho que exterminar essa zumbizada toda. Se o 4 já foi legal, o 5 parece ser o melhor da série toda. Bora escorrer miolos em HD pela África afora.

4 – God of War 3
O melhor jogo no quesito “se-mexeu-mata-que-é-inimigo” do PS2 tem trailers de cair o queixo de qualquer espartano rodando a internet para a sua versão de estréia no PS3. Se tomarmos Heavenly Sword como um “aperitivo” para GoW III, vem aí um sério candidato a jogo do ano. Só espero, como sempre, que o jogo seja maior que os do PS2 e que o próprio Heavenly Sword, todos muito curtinhos.

5 – Killzone II
Até eu que não sou chegado em Shooter, tenho que admitir que esse tá demorando prá sair. Até antes de comprar o meu PS3 eu já via trailers do Killzone II de deixar qualquer um embasbacado. Claro que teve o lance do trailer ser meio fajutado, mas só ajudou a botar lenha na fogueira da espera pelo produto final.

E claro, todos os jogos que não tem tanta tradição ou buzz em cima, mas que são divertidos para as horas de ócio, tipo o Wolverine baseado no Origins, que deve sair em maio.

2008 foi um ano bom para as jogatinas, tomara que 2009 não fique atrás.

Ou um grande planetinha? Sei lá. Mas a história é assim:

O Persio, meu cunhado, arrumou sei lá como um Voucher para colocar na PSN e baixar um trial válido até domingo do Little Big Planet, que sai para o PS3 dia 21 desse mês. Tá um alvoroço sobre o lançamento desse jogo, falando que é a aposta da Sony para vender mais PS3 e muita gente, eu inclusive, não via a hora de botar as mãos no danado.

Bom, eis que com o tal voucher, consegui fazer isso. E se ainda não vi muita coisa, o que vi me deixou com o queixo no pé.

O jogo é lindo, absolutamente viciante, totalmente customizável e é o maior exemplo de socialização que já vi até agora. Além de você poder criar suas próprias fases e compartilhar com o mundo, em muitas delas você só conseguirá completar 100% dos objetivos se jogar online com mais pessoas. E para que você não fique quebrando a cabeça sozinho, o jogo te avisa quantas pessoas são necessárias para te ajudar naquele pedaço do jogo. E para as sessões multiplayer, você pode usar um headset USB, a PSEye ou um headset bluetooth para conversar com os outros jogadores. E com a PSEye, inclusive, você pode tirar fotos suas ou com a sua turma e colocar nos cenários do jogo, inclusive nos que você for disponiblizar para download depois.

São os 15 minutos de fama aplicados ao mundo dos games.

Pelo que vi, e se tivesse que apostar, apostaria com a Sony. Little Big Planet será O jogo do PS3 para esse ano. E isso depois de GTA e Metal Gear, o que não é pouca coisa.

A única coisa ruim do trial, é que acaba domingo. E se eu já tava na pilha de comprar o jogo sem ter visto, agora então nem se fala.

O PS3. A Sony. Os games e os Gamers! Com “G” maiúsculo mesmo, que esses caras (eu incluso) vão mudar o mundo. As inovações que esses caras pensam, entram mansinho na sala de casa e vão tomando conta. Esses dias a Sony lançou um programa na PSN, o tal do QORE. Ainda não vi, mas pelo que eu entendi é como uma PSN paga dentro da PSN, só que com conteúdo em vídeo muito forte, com entrevista com desenvolvedores, making of de games, trailers de games e filmes em blu ray, além de demos, add ons e cheats exclusivos para quem pagar pela QORE. Até aí, claro, podemos pensar que é só um jeito de começar a ganhar dinheiro com conteúdo pago na PSN, além dos downloads pagos de games.

Mas, em uma análise mais atenta, o PS3, além de Video Game, DVD e BluRay Player, computador, MP3 e sei lá mais o quê, é também um potencial (ou já é) set top box para IPTV. Do mesmo jeito que o pessoal pode assinar o QORE, porque não assinar uma série de TV, como Two and a Half Men ou Lost? Ou mesmo um canal todo? Porque os vídeos disponíveis para download já te dão a opção de assistir enquanto é feito o download.

Cada vez mais, os equipamentos tem mais funções, como já disse por aqui. E o video game vai assumindo essa função de inovação, na busca de se tornar o principal equipamento da sala, a central de entretenimento doméstico.

Mais uma de games: semana passada ficou disponível para download na PSN o demo de Civilization: Revolution, o primeiro Civilization para consoles. Eu, que jogo Civilization desde o tempo que tinha que entrar no DOS e escrever civ para carregar, achei animal. Fiquei alucinado jogando até altas horas da madrugada, isso porque o demo é muito rápido, limitado a jogar até 1250AD, se não me engano. Que mané Metal Gear Solid IV o cacete. O jogo mais esperado do ano é Civilization: Revolution. Mas se o Forlani, lá de NY ler isso aqui, pode ficar informado que tem que trazer um MGS para mim! :o )

GTA é animal, é foda, é o melhor e salva o dia outra vez, mas além dele acabei pegando algumas coisas novas para o PS3 na semana passada. Junto com o GTA chegou o meu PSEye, o Eye Toy nextgen da Sony. Na verdade, meu maior interesse no Eye é o chat de vídeo com os meus amigos que tem PS3 e Eye. O chat do PS3, aqui entre nós, é melhor que muitos chats de áudio e vídeo do PC.

Mas os joguinhos também são legais. Algumas aplicações, como o Acquatopia e o Tori Emaki são só para mostrar que o PS3 tem uma capacidade gráfica invejável e o Eye captura bem os movimentos. Acquatopia, na verdade, é bem inútil, mas Tori Emaki é bem bonito.

Até agora, o único jogo que eu peguei para o Eye é o Operation Creature Feature, que é bem engraçado. É um tipo de Lemmings, mas em vez dos bichinhos saírem andando, você que tem que carregá-los até a saída da fase que está. Divertido, engraçado, bem feito, um joguino daqueles que vale a pena pelo que custa, US$ 4,99 na PS Store.

Aliás, falando em PS Store, que tá bonita e vistosa, finalmente consegui comprar joguinhos por lá. Para quem não sabe, a loja só aceita cartões com o mesmo endereço de cobrança do que o registrado em seu endereço. Até aí, sem problemas. Só que você só pode se registrar na PSN com um endereço de algum país em que o PS3 foi lançado oficialmente. O meu endereço lá, por exemplo, é o endereço da Verizon, onde o Persio trabalha. Aí fiz um cartão virtual na Entropay e consegui comprar. Além dos aplicativos do Eye, comprei Mortal Kombat II, também. Gastei 15 doletas e comprei 5 “joguinhos”.

Mas pelo menos, vendo que funfa, dá prá comprar os jogos maiores. A única coisa que eu ainda não sei é se, depois de comprado, eu posso baixar os jogos quantas vezes eu quiser. Tipo, desinstalar para fazer espaço em disco e, se um dia quiser jogar de novo, baixar outra vez.

Logo descobrirei, com um dos joguinhos de US$1,99.

..só por causa de você, GTA!

Parece que faz tempo que eu não falo de games aqui. Então, para comemorar que a gente colocou o site de jogos da Band no ar, vou falar algumas coisas do que eu andei jogando ultimamente em casa. Uma das coisas que eu tenho pensado bastante ultimamente é como a Sony conseguiu dar um jeito de, se não evitar, pelo menos dificultar tremendamente a pirataria. Já faz mais de ano que o PS3 foi lançado e até agora não tem pirataria dele prá vender. Já acharam um exploit, já rodaram um homebrew, mas jogo mesmo, como tinha no PS2, nem cheiro até agora. O resultado disso é que, em 9 meses de PS3, eu já tenho mais jogos originais do que em 5 anos de PS2. Já são 10, mais de um por mês desde que comprei o danado, em agosto do ano passado. Aliás, agosto é um mês do pipoco. Esblogo é de agosto, o PS é de agosto, o Pedro será de agosto… Que bom! E que bom que toda hora tem alguém indo para os EUA, prá me trazer os jogos baratinhas! :o )

Então, falemos um pouco de cada um:

Elder Scrolls IV – Oblivion: Vi no XBox 360 do Nicholas e comprei para o PS. Foi o primeiro jogo que eu comprei e não me arrependo. É um Massive de uma pessoa só. Impressionante a quantidade de NPCs, quests, itens, cenários, inimigos, raças, tudo. Tudo é enorme, bem feito e legal. Um baita jogo, até hoje acho que é o mais bem avaliado de PS3 no GameSpot, merecidamente. Prá jogar com parcimônia, sempre que der saudades, porque sempre vai ter o que fazer. Nota: 9,5.

Heavenly Sword – Esse eu pirei desde que baixei o demo na PSN. Gráficos lindos, uma história linda de vingança e desespero de uma mulher guerreira ao mesmo tempo amada e odiada, linda e amaldiçoada, que se sacrifica por amor à sua tribo e, principalmente, por sua irmã. O jogo mais bonito do PS3 até agora, bebe forte na fonte de God of War, na mecânica e na execução. E comete o mesmo pecado: é muito curto. Seria nota 10 se não fosse isso. Mas é isso, então, nota 8,5.

Dirt – No mesmo dia que entrei na loja para comprar o HS, comprei o Dirt, outro que eu pirei no demo da PSN e acabei comprando. Aliás, os caras aprenderam. Colocar um teco do jogo para baixar, se o bicho é bom, termina em compra, mole mole! Um jogo de rally animal, com muita lama, poeira, carro que suja, destrói, navegadores que enchem o saco com o caminho, gaiolas, caminhões, cenários e carros deslumbrantes. Vale muito para se divertir. nota 9.

Ninja Gaiden ∑ – Outro demo legal, outra nota boa no GameSpot e outro jogo que veio parar na prateleira em casa. Sanguinário, violento, animal. Difícil que só a porra. Só os gráficos que eu acho que podiam ser melhores, mas mesmo assim, a nota é 9.

Ridge Racer 7 – Nenhum PS, seja 1, 2, 3 ou P é PS sem Ridge Racer. Não é simulador, é arcade total, mas para quem teve todos os PSs e todos os RRs é obrigatório. É mais diversão do que direção, mas é como tinha que ser. Vale muito pela história da farnquia. Nota 8.

Assassin’s Creed – Amigo nos US&A, encomenda feita. Descaralhante. Puta jogo. A jogabilidade é legal, a história é mais ou menos, mas os gráficos são deslumbrantes. Subir nos View Points e apertar o Scan é uma das coisas mais divertidas do jogo. Daqueles que dão vontade de ficar andando no jogo, mesmo sem fazer nada, só para ficar vendo os cenários, as “pessoas”, as coisas. Nota 9,5.

Rock Band – Eu nos US&A, Rock Band na bagagem! É, sem sombra de dúvida, o multiplayer offline mais divertido que eu já vi na vida. Claro que o multiplayer online também é legal. Mas com sua turma reunida na sala, pagando de rock stars, tocando Mettalica, Iron Maiden, Nirvana, é impossível não ter uma tarde de rock’n'roll e gargalhadas. Nota 9,5.

Devil May Cry 4 – Yabu nos US&A, mais uma muamba na mala. Mais um que vale mais pela diversão do que qualquer outra inovação tecnológica/gamer. DMC é matança de demônios e humor (nem sempre) negro. Famoso jogo sessão da tarde. Nota 8,5.

Ratchet and Clank Future: Tools of Destruction: outro jogo sessão da tarde. É bonito, é engraçado, é prá jogar uma vez e gostar. Duas e achar que não devia ter jogado de novo. Três e botar o jogo no Mercado Livre. Nota 7,5.

Gran Turismo V Prologue: Um demo gigante e comercial do melhor simulador de carros do mundo. Dar nota é difícil, porque falta muita coisa na jogo, mas por outro lado, ainda não é O jogo. Então, fica um demo nota 10, um jogo nota 7. Na média, a nota é 8,5. Mas acho que é o que mais exige do Cell até agora. Tive que desligar o PS3 porque achei que a ventoinha do bicho ia decolar da estante. O Cell não esquenta desse jeito à toa. Cada pixel dos gráficos está onde tem que estar. Os carros e os cenários são simplesmente perfeitos. Tem horas que não parece game, parece filme. O jogo completo promete.

Taí. Me redimindo do tempo que eu não escrevi de games aqui.

Esse foi o final de semana do POL – Paul OffLine.

Saí de casa logo cedo no sábado, com a honrosa missão de batizar o meu sobrinho. Agora sou, oficialmente, além de tio, Padrinho da pequena figurinha. Que até tentou causar um pouco na cerimônia, mas na hora da água na moleira dormia como se não houvesse nem amanhã e nem batizado. Depois da cerimônia, fomos para a casa dos orgulhos pais do pimpolho, para uma sessão de comes, bebes e muita conversa com partes da família que a gente só vê agora é em batizado, aniversário dos filhos e enterros… A hora que fui para a casa, liguei a única máquina que fez com que eu não ficasse 100% do final de semana offline: o PS3.

Domingo, graças aos céus, NADA para fazer! Ou seja, dia de jogar videogame até os olhos pularem para fora. Primeiro assisti as “Princesas do Mar” no Discovery Kids com a Dé, depois juntei no Oblivion e só parei prá ver Bragantino e São Paulo (com o Silvão narrando) e depois, aí, Oblivion de novo até a hora de ir dormir. Na verdade, tem quem diga que não se pode jogar videogame desse jeito, que faz mal, que é zuado, que a PQP… Prá mim, às vezes, além de eu gostar mesmo de jogar, é necessário. É um escape, um jeito de eu esquecer que o mundo existe, que tem conta prá pagar, gerente do banco prá infernizar, trabalho, carro, trânsito, tudo. E fazia tempo que eu não ficava o dia inteiro perdido em um jogo, andando prá lá e para cá virtualmente, fazendo aquelas coisas que só em games a gente faz.

Aliás, cara, Oblivion é um jogo que me intriga. Ele é muito, mas MUITO, grande. A Dé tava do meu lado fazendo umas coisas para o Pedro, virou prá mim e mandou: “Esse jogo não tem fim, não?” E eu: “Pior que não”. E aí ela falou o que o pessoal da Bethesda deve ficar orgulhoso: “Mas que é bonito, isso não tem como negar”. E é engraçado, porque acho que é a melhor tradução do que é um RPG para video games. O cara criou o mundo, uma cacetada de personagens e você faz o que quiser. Se quiser sair matando todo mundo, vai ser preso, sei lá, mas pode. Se quiser montar uma loja em uma cidade, pode. Se quiser ser guerreiro, pode, matador, mecenário, curandeiro… Tudo pode. Inclusive não fazer nada. Quiser ficar só rodando pelas cidades, falando com o pessoal e tal, pode também. Mas o que me intriga, como disse no começo do parágrafo, é pensar como os caras desenvolvem um jogo desses. Porque tem trocentas (mesmo) quests prá fazer, com histórias complicadas, gente para visitar em várias cidades longe das outras, tem uma porrada de livros para ler no jogo, alguns com histórias do mundo em que se passa o jogo, alguns, com lendas, alguns que ensinam habilidades, além de absolutamente TODOS os personagens do jogo falarem com você, além de conversarem entre eles. É comum, você passar em algum lugar do jogo e ter dois personagens batendo papo! Praticamente todos os objetos são interativos, ou seja, quase tudo que você vê no jogo, você pode tentar pegar. Não bastasse tudo isso, como a Dé disse, o jogo é lindo. Florestas, cidades, estábulos, dungeons, personagens, inimigos, castelos, jardins, magias, tudo modelado à perfeição. Aí pensa o tanto de gente que tem que ter para fazer um negócio desses.

Como diria o meu avô, tem que ser maluco.

Confesso que comprei o PS3 preocupado. Afinal, o bicho ainda tem poucos jogos e, quando comprei, as grandes promessas para o console ainda não tinham saído. Tanto que o primeiro jogo que comprei, era um dos poucos com nota maior que 9 nos sites de games. Mas estava apostando em algumas coisas: o sucessor do PS2 não poderia decepcionar. O hardware do bicho é um absurdo, mais hora menos hora, iam sair jogos bons. E a Sony não ia arregar no terceiro round de um luta que ela vem ganhando.

Aí joguei Genji – Days of the Blade. Legal, mas faltava alguma coisa. Resistance: Fall of men. Bacana, melhor online. Need for Speed Carbon, que é uma merda. Formula 1, que é legal, mas não empolga, parece. Oblivion sim, esse é legal. Mas tem que jogar com parcimônia, senão enjoa.

Aí comprei o Heavenly Sword. Coisa mais linda. O jogo mais bonito que já vi em muitos anos, mas com um defeito de fazer chorar: é muito curto. Dá prá terminar (como eu fiz) em uma tarde de jogatina. Junto, comprei o Dirt. Uma delícia. Para jogar até cansar de dirigir.

E semana passada, ganhei um Assassin’s Creed do Ballona. PQP, se faltava um jogo para convencer que o PS3 é foda, não falta mais. O jogo é um absurdo, daqueles que dá vontade de jogar e não parar mais. Cenários de tirar o fôlego, jogabilidade deliciosa, história legal, milhares de NPCs nas cidades que você visita, um espetáculo.

Sábado tive que desligar depois dos meus olhos começarem a arder até parecer que não iam mais parar da minha cara. Haja colírio!

Claro que o visual impressiona, que as missões no jogo são legais, mas a ambientação é o que mais chama a atenção. Cidades lotadas de gente, que reagem ao que você faz, param para conversar, te param na rua para pedir esmolas, te agridem, tentam te segurar, seguram guardas para você atacá-los, vários tipos de reação.

Como eu não sou desenvolvedor de games (nem de nenhum tipo de programa de computador), sempre fico imaginando como isso é possível. Imagino que num jogo, você determinar as reações de um personagem que você controla é até fácil, mas as reações de milhares de personagens diferentes em um mesmo jogo deve ser um trabalho e tanto.

E esse, pelo menos aparentemente, não se termina em uma tarde. Longe disso. Até porque, ficar simplesmente andando pelas cidades é uma delícia, só prá ver o que acontece.

Bom, antes de mais nada, vamos relembrar um pouco a trajetória do PS2. Como gostam de dizer os saudosistas e professores de história, entender o passado é prever o futuro.

Quando comprei o PS2, veio com 5 jogos: GTA3, GT3, Wacky Races, Ico e mais um que eu honestamente não me lembro. Todos eram legais e, comparando com a geração anterior eram um salto gráfico absurdo. Não custa lembrar que a geração anterior era, na maioria esmagadora, de 32bits, do PS1. Depois de um tempo, FFX, um RPG prá ninguém botar defeito. Mortal Kombat Deadly Alliance. E vamos tocando a vida.

O tempo vai passando, e o pessoal vai aprendendo a fazer jogos para o PS2. Gran Turismo 4, apesar de não vir com o esperado modo de jogo online, era bem melhor que o GT3. GTA San Andreas, o melhor até agora. Do mesmo time que fez o Ico, Shadow of the Colossus. God of War e quando ninguém achava que dava para melhorar, God of War II. E Final Fantasy XII, que fez muita gente perguntar: Next Gen prá quê?

O Playstation 3 chegou às lojas dia 11 de novembro de 2006. No Brasil, alguns estavam à venda por até R$7.000,00. Dava para ir para os EUA, comprar um, dar um rolê e voltar. Além disso, a quantidade de títulos ainda era pequena.

282 dias depois do lançamento, comprei o meu. Peguei alguns jogos. Se a história se repetir com o PS3, o console tem um potencial absurdo. Essa primeira geração de jogos, com as empresas ainda pegando o jeito de fazer os games, já mostra o poder do console de uma maneira que fica até complicado imaginar como serão os que sairão daqui a 3 ou 4 anos.

Os jogos de corrida são impressionantes. MotorStorm, Gran Turismo HD, F1 Championship Edition e Need for Speed Carbon tem visuais assustadoramente bons. Jogabilidade excelente, cada um ao seu estilo. E Dirt, ainda no Demo, dá vontade de ir apresar os caras lá no estúdio para sair o definitivo logo.

Eu falei de God of War no PS2. Imagine que ele fica parecendo jogo de Atari quando você vê Heavenly Sword. Até agora, os gráficos mais bonitos que vi no PS3. Ninja Gaiden Sigma, além de impressionante graficamente, tem a melhor resposta que eu já vi em um controle de vídeo game.

A única decepção até agora, para falar a verdade, é o Resistance: Fall of Man, que apesar de ser muito bom, eu esperava mais.

Saindo um pouco dos jogos, os recursos online do console também são muito bacanas. A PlayStation Network, onde você pode baixar demos de jogos, jogos completos, filmes, trailers de filmes e jogos, jogos para o PSP, ter uma lista de amigos e, claro, jogar com outros jogadores ao redor do mundo. Nas configuração de som, você pode ajustar o som para Dolby ProLogic II, DTS e vi rodando num Home Theather com 7.1 e passei mal. E tudo, claro, preparado para HDTV, 1080DPI… Fica uma coisa sem noção, não vou mentir.

O Sixaxis, novo controle wireless do PS3 é muito leve, ótimo para jogar e o sensor de movimentos dele funciona até que bem. Claro que quem está acostumado com o PS2 sente falta do rumble, mas não chega a incomodar, não. E parece que já está para sair o controle com essa funcionalidade, então beleza.

Então, respondendo meu caro amigo Yabu, que perguntou que tipo de maluco compra um PS3, eu respondo: meia hora vendo o console funcionar, a resposta fica bastante óbvia.

Depois de 5 anos de (ótimos) serviços prestados, meu PS2 levará alegria a outras pessoas. Deve ficar com a Carol (ou com o Tom, eles decidem).

No lugar dele, por pelo menos outros 5 anos, entra o PS3. Como diria o Cabelo, Louvai! \o/

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