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Alegria e desespero no PS3. Depois que o Persio usurpou o meu FFXIII, eu roubei o GoWIII dele. E vou te falar. É muito foda.

Não acho que seja o melhor jogo do PS3, mas chega perto. Como todos os outros jogos da série, ele esbarra num problema: é muito curto. Um jogador acostumado com a série não leva mais de 6 horas para terminar o jogo. E esse, aqui entre nós, merece mais do que 6 horas.

Começa pela história. GoWIII consegue juntar as duas primeiras partes da trilogia em um final avassalador, totalmente digno da série. Depois de ter a família morta, matar o Deus da Guerra e tomar o lugar dele, ser sacaneado pelos Deuses do Olimpo e tudo mais, Kratos resolveu radicalizar. Quer matar o responsável por tudo que rolou com ele. O chefão. O Rei dos Deuses. Zeus himself.

E para issso, conta com ajudas inusitadas, que deixam a história mais recheada. No começo, um dos aliados é Gaia, líder dos Titans que também tentam matar Zeus, que pelo jeito, adora fazer inimigos. Claro que essa aliança dura pouco e logo os Titans entram na lista de inimigos também de Kratos. E matar os maiores inimigos que já apareceram em um vídeo game é muito divertido. Essa diferença absurda de tamanho entre os Titans e o resto das coisas seria um delírio em qualquer outro jogo, mas em God of War é totalmente aceitável, no contexto da história, do jogo, de tudo, enfim. E torna o jogo visualmente matador.

Como disse, o grande problema do jogo é que, mesmo com tudo que tem para fazer e com todos os inimigos que Kratos encontra em seu caminho, o jogo é bem curto. Se por um lado torna a experiência ainda mais intensa, por outro é um pouco decepcionante, fica aquela sensação de que podia ter durado um pouco mais.

Ah, mas pode durar um pouco mais. Faltam 3 troféus para ganhar todos no jogo, então estou jogando na dificuldade Titan, a mais punk do jogo. E aí, meu amigo, o que levariam 6 horas, está tomando umas 12, já. E foi depois de encalacrar em um lugar e não conseguir sair dali que fiquei com tanta raiva que fiz uma cagada.

Entrei na PSN, Playstation Store e, como tinha uma graninha de crédito lá dando sopa, comprei Marvel x Capcom.

Esse é mais fácil de falar a respeito: É ruim. Não sei o que a Capcom fez, mas o jogo ficou uma bosta. Se tivesse como, devolvia o jogo para a PSN e comprava um clássico de PS1. Muito provavelmente, FFIV.

Ou seja, God of War III = alegria. Marvel x Capcom = desespero.

O primeiro Final Fantasy que eu joguei foi o X. Depois de anos ouvindo todo mundo falar de Final Fantasy, filme e tudo mais, resolvi ver como era o negócio. E comecei pelo que eu, honestamente, acho ser o melhor FF de todos os que eu joguei. Tem uma história espetacular, personagens envolventes, jogabilidade de RPG de verdade e um final verdadeiramente surpreendente. A primeira cena do jogo, com o Tidus relaxando antes de um jogo de Blitz Ball me assustou. Nunca eu tinha visto “água” em um jogo que parecesse água, como nesse. E os Aeons, pelamor, o que era aquilo? Overdrive do Anima, Oblivion. Quem jogou sabe.

Depois tentei jogar o VII, VIII e IX, mas não rolou. Joguei o X-II, mas também não era nada demais. Apenas OK. O XI, online, nem vi. O XII eu gostei, mas acho que o principal, que é a história, não funcionou. Para um jogo desses você tem que se envolver com os personagens, afinal, vai passar algumas horas ali com eles. No FFX, por exemplo, joguei duas vezes. Uma deu 80 horas e outra 120.

Eis que esse final de semana comecei a jogar o Final Fantasy XIII, o primeiro para essa geração de vídeo games, o primeiro em HD. E nunca vi nada mais HD na minha TV. É algo tão completamente superior a qualquer outra animação que não sei nem com o quê comparar. A primeira impressão, até por causa disso, é ótima. O jogo começa e, como sempre, leva tempo para enteder a história e os novos termos relativos à ela e ao mundo onde se passa a trama toda. Em pouco mais de uma hora de jogo, somos apresentados mais a alguns dos personagens e menos à história.

Como sempre, o sistema de batalha é controverso. É uma mistura do ATB, conhecido da série, com o que se usava em Kingdon Hearts, em que você controla diretamente as ações do líder e apenas programa o comportamento dos demais. Achei bem interessante, mas até encarar algum BOSS prá valer e entender como dá prá combinar a estratégia das coisas, ainda é cedo para dar um parecer concreto sobre o sistema.

Até agora, está tudo lindo. Os personagens são carismáticos, a história parece ser engajante e o sistema de batalha, por mais que ainda novo, não é nenhum absurdo. E o visual é impecável. A Square sabe como criar um mundo como poucos por aí.

E a Sony acabou de postar no blog oficial do PS3.

Para quem está com o inglês enferrujado:

“Como vocês devem estar sabendo, alguns usuários não estão conseguindo conectar à Playstation Network hoje. O problema está afetando os modelos que não o novo PS3 Slim.

Acreditamos ter identificado o problema e é causado por um bug na funcionalidade do relógio incorporado ao sistema.

Os erros incluem:

  • A data do sistema do PS3 pode ter sido alterada para 1 de janeiro de 2000.
  • Quando o usuário tenta logar na PlayStationNetwork, a seguinte mensagem é mostrada:  “An error has occurred. You have been
    signed out of PlayStation Network (8001050F)”.
  • Quando o usuário tenta iniciar um jogo, a seguinte mensagem de erro aparece na tela, e os dados sobre troféus porem desaparecer:  “Failed to install trophies. Please exit your game.”
  • Quando o usuário tenta ajustar data e hora do sistema pela internet, a seguinte mensagem aparece na tela: “The current date
    and time could not be obtained. (8001050F)”
  • usuários não estão conseguindo assisitir certos vídeos alugados na PlayStation Store antes de sua data de expiração.
Esperamos resolver esse problema nas próximas 24 horas. Enquanto isso, se você tem algum modelo que não seja o Slim, aconselhamos a não tentar usar seu PS3, porque isso pode resultar em erros em alguma funcionalidade, como a gravação de troféus e não conseguir recuperar certo tipo de dados.
Como mencionado acima, por favor esteja avisado de que o novo PS3 Slim não está sendo afetado pelo erro. Estamos fazendo o melhor para resolver o problema e nos desculpamos por qualquer inconveniência causada.

Para as últimas notícias sobre esse assunto, continue lendo o PlayStation.Blog ou PlayStation.com.”

Pois é. Agora é oficial. Foi o bug do ano bissexto no PS3.

Ou como diria o Marcelão, o estigário que programou o clock do PS3 está apanhando.

Inúmeras são as teorias conspiratórias sobre o maldito erro 8001050F que os PS3 do mundo inteiro começaram a ter na noite passada.

A teoria mais aceita até agora é que o PS3 foi lançado em 2006 e esse é o quarto “28/02″ dele. Logo, interpretou como ano bissexto e ferrou tudo. O conflito de datas PS3/servers de troféus, DRM e PSN teriam causado o problema.

Mas ainda é tudo especulação. A Sony só se pronunciou oficialmente pelo Playstation Blog, mas não disse nada além do que a gente já sabia. PS3 “gordos” não funcionam, os Slim de 180 e 250 giga não estão sendo afetados.

Acredita-se que um update para arrumar o problema sairá essa semana, mas deverá ser baixado em um PC e instalado no PS3 através de um HD externo ou Pen Drive, visto que o bicho não consegue conexão com a PSN.

A boa notícia: no site da Sony ainda aparecem os troféus que sumiram do meu PS3. Pelo jeito, todo mundo que perdeu algum arquivo da PSN vai conseguir reavê-lo. Só troféus que não sincronizaram, aí ferrou, mesmo.

Parece que um erro bizarro está zuando todos os PS3 “gordinhos” do mundo. Quando o meu parou de conectar na PSN e vi que o erro vinha muito rápido, dei uma gugada no nome do erro prá ver o que acontecia. Fui parar no fórum da gamespot.com, que não parava de brotar mensagem.

Usuários do mundo inteiro reportavam os mesmos sintomas que o meu PS3 tinha: não conectava na PSN, não inicializava jogos mais novos com suporte a troféus, alguns troféus sumiram (no meu caso, todos os do Uncharted 1) e a data do sistema voltou para 31/12/1999. E o mais bizarro: consoles de 20, 40, 60 e 80 giga, do modelo original são afetados, mas os “slim”, não.

Além de várias piadas (como Bill Gates estar atacando para a galera migrar para a Live e uma idéia maluca da Sony para a galera comprar um PS3 Slim novo), algumas coisas começaram a surgir. Em um post, um usuário disse que tinha lido alguma coisa no Google News, mas que duas matérias já tinham sumido de lá. Um pouco depois, um usuário postou um link para o twitter oficial do PS3, avisando que já estavam cientes do problema e trabalhando nele.

Usuários do mundo inteiro continuaram a reportar o problema até que um perfil criado hoje mesmo, de um usuário DavePS entou no fórum e postou:

“Sosseguem e fiquem frios um pouco. Estamos vendo o que é. Sugiro que façam algo diferente pelos próximos dias. Fiquem de olho no twitter.com/SonyPlaystation para updates. Estarei vigiando esse tópico”. Depois disso, ninguém mais postou nada. Quando eu tentei postar, o tópico tinha sido removido. Não seu se a Sony, anunciante usual do gamespot, pediu para que fizessem isso, mas que o tópico foi fechado, isso foi.

Já que não podia nem jogar, nem reclamar de não pode jogar e nem rir com os nerds conspirando sobre o que estava causando o negócio, resolvi informar o pessoal do problema, através de uma matéria que escrevi para o portal da Band.

Por enquanto, sigo o conselho do tal DavePS: Sit tigh, shill out, and do something else for a couple of days.

Só espero que meus troféus do Uncharted voltem.

É isso que dá falar que alguma coisa é o mais legal do ano antes do ano acabar. Depois você vê que outra coisa é mais legal e queima a língua.

E é óbvio que isso aconteceu comigo. É só ver que escrevi que o jogo do ano para o PS3 era o Batman e PIMBA! Lá vem o Uncharted 2 e me ferra.

Uma das minhas maiores vergonhas no PS3 é não ter jogado o primeiro Uncharted, que alguns amigos sempre me falaram que é muito bom. O problema é que eu não gostei do demo que estava na PSN, aí não empolguei com o jogo. Mas depois de jogar o segundo, descobri vários motivos para tentar jogar o primeiro.

Começando pelo carisma do personagem principal. Drake é o cara. Engraçado, briguento e extremamente azarado, ele conquista de cara, sempre com alguma frase irônica sobre a pessoa ou situação em que está envolvido. Mas um bom personagem não é nada sem outros bons personagens e uma história bacana. E os outros personagens também são bem legais. Chloe (ahhh…), Elena e Sullivan são cativantes, engraçado e até misteriosos. E como um herói não é nada sem um vilão, Lavazeric não deixa nada a desejar. Até o Flynn tem lá seu valor.

A história, basicamente, é: Marco Polo descobriu o caminho para Shambala, mais conhecida como Shangrilá. E Drake é convidado para descobrir o caminho para esse paraíso perdido, que guarda um segredo muito maior que somente sua localização. Durante a históra, Drake, seus amigos e seus inimigos vão descobrindo quais são esses segredos e cabe ao nosso herói descobrir como impedir que o vilão badass módafóca chegue em Shambala e complete seu plano de dominação mundial (UIA).

E para completar, a jogabilidade é muito boa. Tem umas falhas e algumas coisas que acabam enchendo um pouco o saco, mas no geral a experiência é muito satisfatória. Entre os desafios, puzzles, batalhas, muita escalada e a busca pelos tesouros escondidos em cada fase. O replay é quase que obrigatório, porque além do jogo ser bom, tem troféu a rodo para ganhar, e acho que pegar todos logo de cara é meio difícil.

Mas mesmo se você for ratão e pegar todos os troféus na primeira jogada, ainda tem o modo online! Rá! Vários modos de competição ou colaboração, bem divertidos mesmo com os estranhos na PSN, e muito mais legal quando joga com seus amigos conhecidos.

Se eu disse que o Batman era o jogo do ano (de 2009, claro), ele perdeu o posto para o Uncharted 2 aos 48 do segundo tempo. Altamente recomendável, ainda mais para jogar online comigo. E faltam só 4 troféus para eu ganhar o de platina! Go Pato!

Eu sei que faz tempo que saiu e faz tempo que eu tenho, mas acredite, só agora consegui jogar o Rock Band dos Beatles prá valer. Primeiro por causa da minha TV, que pifou e fiquei uma semana no limbo televisivo e gamístico (gay místico é a mãe), e depois por causa do Pedro. Sim, é impossível jogar perto dele. Ele alucina e vira um pequeno Kurt Kobain, quer pegar a guitarra e sair batendo em tudo que tem por perto. Que continue assim! :o )

Peripécias à parte, o que importa é o que interessa, já dizia a Lilica, e o que importa é o jogo. Primeiro, a mais óbvias das constatações. Se você não gosta de Beatles, não vai gostar do jogo. É óbvio, mas sabe como é, né? É que nem tentar ver aquele filme com o cara que você odeia, prá ver se dessa vez ele acertou, mas ele nunca acerta. Então, se não gosta de Beatles, vá de Rock Band 1, 2, ACDC, qualquer coisa, menos esse.

Como eu gosto de Beatles, o jogo é uma delícia. É a melhor direção de arte que já vi em um vídeo game, e isso vale para qualquer título ou gênero. O jogo é lindo visualmente. Não foram poucas as vezes que eu errei notas nas músicas porque estava distraído com o que acontecia no background. As partes em que o cenário é Abbey Road e começam as viagens são estonteantes. Multicoloridas, psicodélicas, anos 60 e LSD total. As representações digitais dos Beatles e seus diferentes visuais também são ótimas. Ainda moleques tocando no Cavern, nas TVs em preto e branco, bigodudos, barbudos, cabeludos, devem dar orgulho aos que se vêem e aos descendentes dos que já se foram.

O jogo é mais bonito que o Rock Band normal. Claro, tem a evolução natural de quem está programando e aprendendo a usar o poder dos consoles, mas o cuidado com os detalhes é mais aparente. Entre as evoluções, para o PS3, estão os troféus, que no meu primeiro RB não tem, extras como fotos e vídeos históricos dos Beatles e, o mais importante, a harmonização dos vocais. Tem algumas coisas a menos, também, já que você não customiza um personagem para ser um Beatle, mas essa realmente não é a proposta do jogo.

Uma das críticas que eu ouvi sobre o jogo que é faltam muitas músicas dos Beatles. Sim, faltam. Mas isso é o de menos, porque é claro que vai rolar DLC a dar com pau. Aliás, o próprio jogo já tem a Music Store. Totalmente previsível. Mas as originais do jogo já dão bem para o gasto. Cobrem todas as fases da banda, além de serem alguns dos maiores hits deles. Senti falta de Help!, Let it Be e Yesterday, algumas das minhas preferidas, mas Ticket To Ride, Revolution e Twist and Shout estão lá.

E não vai achando que porque é Beatles é fácil, não. Nos níveis de dificuldade Hard e Expert tem música que dá nó nos dedos. Aqui, rola uma característica igual à do Rock Band original. Nem sempre as músicas mais fáceis de tocar de verdade são as mais fáceis no jogo. E me parece que o pessoal deixou o baixo e os vocais mais difíceis que a guitarra na maioria das músicas. E falando em vocais, tocar e cantar ao mesmo tempo é uma das evoluções mais legais que o jogo trouxe para a série. Não que antes você não pudesse, mas nesse jogo é mais ou menos obrigado a fazer isso. A menos que tenha uma big band de amigos, para tocarem baixo, guitarra, bateria e três pessoas pelo menos para cantar!

Sobre o primeiro Rock Band lembro de ter escrito que é o multiplayer local mais divertido já lançado. E se brincar de ser uma banda de rock é divertido, brincar de ser os Beatles é uma diversão histórica. Dá prá ver que o jogo foi desenvolvido com muito carinho por fãs da banda, e isso faz muita diferença no produto final.

A única coisa que eu não tenho do jogo são os instrumentos imitando os da banda. Como já tinha o outro RB, fiquei com meus instrumentos “originais”. Mas se aparecer uma barganha no baixo do Paul, tamos aí! :o )

Como veredicto, fica o que escrevi no começo. Se é fã dos Beatles, é jogo para ter. Se não gosta, passe longe.

Sim, sei que já não é mais novidades para ninguém que o Batman: Arkham Asylum é um puta jogão. Mas agora que eu terminei a história e já joguei boa parte dos Challenge Modes, resolvi postar o meu review do jogo.

A primeira coisa a se destacar é que a história do jogo é animal, algo que faltava em jogos que são adaptações de quadrinhos ou filmes de super heróis. Inclusive, porque trás personagens novos, criados para o jogo, mas que se encaixam perfeitamente à mitologia do personagem. Resumindo, o Coringa foi preso (de novo) pelo Batman e está sendo levado de Batmóvel para o Asilo Arkham, o reformatório para os bandidos malucos que habitam a pobre Gotham City. Chegando lá, supresa! O Coringa se deixou prender para levar Batman até o Arkham, que está especialmente preparado com uma série de armadilhas e emboscadas para o Morcego, com vários de seus inimigos doidos por uma chance de ter a vingança por estarem ali.

Se o argumento é bom, o desenvolvimento é melhor ainda e vamos descobrindo que o plano do Coringa vai muito além de simplesmente dar uma coça no Cavaleiro das Trevas. A essência dos personagens também está toda ali. O comportamento sombrio e solitário do Batman, o senso de humor doentio do Coringa, a paixão maluca de Harley Quinn pelo palhaço e por aí vai. Além de encontrar inimigos e aliados no jogo, você também coleciona os perfis dos personagens e, no caso de alguns “habitantes” do Arkham, as fitas das entrevistas com os pobres psicólogos da instituição, que tentam dar jeito nas cabeças desses malucos. O que torna, aliás, a história ainda melhor.

O jogo tem, além da história principal, pequenas side quests, sendo que a solução das 240 charadas espalhadas através do jogo pelo (guess who?) Charada é fácil a mais divertida. Simplesmente não dá prá resistir em procurar as pistas espalhadas pelo jogo, até desvendar todas, que além de aumentar a porcentagem de jogo completa, ainda libera mais segredos e novos desafios. Alguns dos Challenge Modes só são destravados quando se encontra determinada pista ou charada.

O sistema de combate, as armas e os gadgets vão tendo up grades durante o jogo. Do Batarangue normal, por exemplo, você chega ao Batarangue com controle remoto, além de Bat Ganchos e até Bat Decrypters, para abrir portas eletrônicas criptografadas. Mas a porradaria é legal e os movimentos durante os combates são alucinantes. Tem soco, pontapé, contra golpes, saltos, rolamentos, enfim, Batman mostra que está pronto para a briga.

Mas nem só de briga vive o Morcego. Determinados momentos o melhor é ir na surdina, como Snake de Metal Gear Solid, e tranquilamente detonar os inimigos com take downs estratégicos, seja se aproximando sorrateiramente dos inimigos ou se pendurando em gárgulas, cercas ou escadas. As reações dos inimigos também são bem engraçadas, ainda mais quando vão vendo que os comparsas estão sumindo e eles vão ficando mais nervosos.

Aliás, para analisar inimigos e ambientes, Batman tem o Detective Mode, em que descobre paredes que estão a ponto de cair, dutos para se esconder, inimigos espalhados pelo cenário e, claro, para desvendar algumas pistas do Charada.

Depois de terminar a história (ou enquanto a faz), o negócio é cair nos Challenge Modes. São dois tipos: porradaria, em que o objetivo é derrubar seus inimigos com os maiores combos possíveis e fazendo muitos pontos com isso, e os Stealth, em que o negócio é detonar os capangas do coringa sem ser visto e de diferentes maneiras. O conteúdo disponível para download inclui fases como o Challenge Mode, além da possbilidade de jogá-los como o Coringa, não como Batman.

Por fim, para quem joga no PS3, tem os troféus que o jogo dá. Alguns são moleza, vão sendo ganhos conforme se avança na história. Outros são bem pentelhos, como fazer um combo de 40 hits ou um que envolva todos os movimentos de combate possíveis.

Enfim, é um jogão. Uma mistura de ação, stealth e uma pitada de Resident Evil, até. Um jogo daqueles que vale a pena detonar e mais de uma vez. Dos melhores do console e, certamente, o melhor já feito para um personagem que merece um jogo desse nível.

Agora que terminei o danado, posso dar mais atenção ao The Beatles: Rock Band. Logo dou uma idéia dele por aqui.

Esse final de semana, home alone e tal, aproveitei para tirar o pó de algumas coisas. Da Guitarra e do PS3, principalmente. E depois de muito deliberar para ver o que eu ia jogar, passando até pelo aluguel do Killzone 2, eis que me rendi, novamente, ao Burnout Paradise.

Sabe por que Burnout é foda?

Porque a EA e a Criterion (uma, outra ou as duas) descobriram antes de todo mundo como dar perenidade a um jogo e como continuar fazendo grana com ele. Muita gente criou Add-Ons para vários jogos, mas honestamente, tirando o Oblivion, que realmente mandou um que valia a pena, tinha muito caça-níqueis por aí.

Mas vamos ao que interessa, que é o que os add-ons do Burnout tem de legal. A primeira coisa é que eles realmente se aplicam ao conceito do jogo. Não só são mais e melhores carros, mas são novos esquemas de jogo, novos cenários, novas maneiras de interagir com outros jogadores e até novos troféus na PSN! :o )

Com os add-ons do Burnout dá prá brincar de polícia e ladrão, carrinho de brinquedo, jogar multiplayer offline e agora tem quase que uma cidade nova para jogar. Ou, como disse, a EA e a Criterion deram um jeito de um jogo que já tem mais de um ano de idade continuar atraente, atual e divertido.

A série Burnout sempre foi uma das mais divertidas em jogos de corrida. Burnout Revenge comia solto no meu PSP toda vez que eu ia viajar, até o dia que roubaram o coitado do PSP. Quando pintou a chance de pegar o Paradise para o PS3 eu nem pensei. Indiquei o jogo para o Pelvin quando ele tava comprando o PS3 dele e ele, meio descrente, foi na minha. Viciou de um jeito que até o troféu de platina do jogo ele já ganhou!

Que mais gente se espelhe nos exemplos da Bethesda (que faz o Oblivion e o Fallout) e da EA / Criterion e lancem uns add ons mais úteis, mais divertidos e menos caça níqueis. Com certeza é bom prá todo mundo. Para os jogadores, que valorizam seus jogos e para a empresa, que lucra mais em cima de um produto mais velho e já desenvolvido.

Andei caçando em uns fóruns e sites de games sobre a utilização do PS3 como Media Center, como assistir vídeos, HD de preferência, direto do seu computador nele e vi que muita gente não sabe o que escreve, muita gente não sabe o que perguntar e vira uma zona. Aí resolvi, sabendo que 3 dos meus 5 leitores tem PS3, dar umas dicas.

Na XMB do PS3 (puta sopa de letrinhas) tem algumas opções em que você pode procurar por media servers. Música, vídeos e fotos, se não me engano. Para o Mac, tem dois programas que eu gosto muito na hora dele atuar como media server para o PS3.

Para música e fotos eu gosto muito do Media Link. Ele instala no System Preferences e quando está ligado permite que você veja fotos direto do iPhoto, músicas diretamente do iTunes e vídeos em geral, seja MP4 ou o formato que for. Você ainda pode configurar acesso a pastas específicas com qualquer tipo de mídia e ele também lê direto. Mas se ele já reproduz os vídeos, por que capeta eu não uso ele. Ahá! Dois motivos. Um é que só peguei a versão de testes, então a cada 20 minutos, se não me engano, tenho que reiniciar o programa, que é limitado. “Então, compra o programa, que é baratinho”. E é mesmo. Bom e barato. Mas não reproduz os vídeos com legendas. Pelo menos não conegui fazer isso funcionar nele. Para que ele rode com legendas, você tem que reencodar como se ele fosse um DVD ou bluray, com a legenda embutida nele. E isso leva tempo, aí já era.

Então, prá ver vídeos, que programa usar. Essa é fácil: PS3 Media Server. Roda em Java Runtime Enviroment, ou seja, não é um aplicativo, tá mais para applet, mas o importante é que funfa. E reproduz os vídeos direto do Mac para o PS3, lindamente, SD, HD, MP4, AVI, DIVx, MKV, qualquer coisa. E tudo com as legendas, se estiverem no mesmo folder e com o mesmo nome do arquivo de vídeo. No começo sofri um pouco para fazer o bicho achar o meu PS3, mas a solução é simples. Vai na aba GENERAL CONFIGURATION e na opção FORCE IP FROM THE SERVER coloca o IP que o seu Mac está usando. Já era. Roda que é uma beleza. Também configura as pastas onde estão as suas mídias e acabou. Não sei como ele funciona com fotos e músicas, porque honestamente nunca usei.

No PC, que eu não tenho, sei que o Windows Media 11 também faz o streaming para o PS3, porque já vi funfando. É só clicar em Library, depois em More Options, Library de novo, Configure Library, Share My Media. Aí vai aparecer um íconezinho de “Unknown Device”. Clica nele e Allow. Se seu windows e o programa forem em português, é só traduzir tudo, que eu estou com preguiça.

O que eu ouvi do WM11? Que ele também não faz o PS3 reproduzir com legendas. A solução é a mesma: PS3 Media Server, para Windows. O programinha é bom e tem versões para Mac, Windows e até Linux!

E a última, mas não menos importante (impressionante como a tradução fica ruim) dica: para reproduzir vídeos em HD, tanto o PS3 quanto o seu computador devem estar ligados na rede via CABO!!!! O vífe (wifi para os fracos), apesar da velocidade nominal de 54Mbps, não dá conta. Se você usa alguma criptografia para proteger a sua rede, tipo WEP ou WPA, piora. O tempo que o micro e o PS3 levam para codificar e decodificar essa criptografia é precioso e deixa a reprodução completamente tosca. Para vídeos em SD não tem erro. Vai via vífe numa boa.

Para assistir os torrents AVI, com plugin DIVx normal, aqueles que vem xvid-xor e tal, vai via vífe sem erro. Os 720p, geralmente com extensão MKV, só fiz rodar com cabo de rede no micro e no PS3 passando pelo roteador.

Espero que ajude meus 3 fiéis leitores.

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