Archive for the ‘Filosofia de Buteco’ Category

Esse sou eu. Feliz da vida. Aliás, se um dia alguém fosse escrever uma biografia minha, seria a coisa mais fácil do mundo. É só escrever que eu era um feliz. Aque deve ser o que estará escrito na minha lápide o dia que a inevitável vier trocar uma idéia comigo: “Aqui Jaz Paul – Nasceu, cresceu, viveu e morreu feliz”.

E ultimamente, eu ando feliz. Sabe quando parece que tem uma nuvem negra em cima da sua cabeça, que tudo está dando errado, você olha, procura, fuça e não consegue ver nenhuma perspectiva de melhorar? Pois é. Eu tava assim. E nem tem muito tempo, não. Mas agora, parece que as nuvens estão dissipando e eu já começo a ver uma luz indicando os caminhos que eu posso seguir e onde eles vão dar.

Muitas das coisas que eu sempre quis fazer, estão acontecendo. Em doses homeopáticas, por enquanto, o que é ainda melhor. Porque coisas boas tem que acontecer sempre. As ruins, essas sim, devem acontecer é uma vez só e olhe lá.

E a melhor parte das coisas boas é que parece que quando elas começam a acontecer e engrena, não para mais. Bem que dizem que a vida acontece em ciclos. E, thanks God, parece que o meu ciclo de merdas passou!

Semana que vem, por exemplo, vou fazer um negócio que eu sempre quis. Vou fazer uma viagem a trabalho (e um pouco de lazer, claro) que é ótima para a minha vida e, por que não, para o meu currículo. Todo dia ouço alguma coisa boa, um elogio, um agrado, e isso, por frescura que possa parecer, é ótimo para a auto-estima. E quando a auto-estima está alta, a confiança aumenta, a gente fica mais disposto, enfrenta melhor as dificuldades e tudo parece ficar mais fácil. É o famoso círculo virtuoso.

Sei que, assim como a fase ruim acabou, a boa também pode acabar. Mas, assim como a gente trabalha para reverter a ruim, tabalha para manter a boa. E como já sabe como é a ruim, trabalha o triplo para a ruim não voltar. Sai, capeta!

E, como diz meu brother Boss, a gente é nego preto e espanta a zica na bolachada se precisar!

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Seja a evolução das espécies, seja a perfeição do Criador, seja a explicação que você acredite mais ou aceite melhor, o fato é que o cérebro humano é um equipamento inigualável. Ao mesmo tempo que é limitado e imperfeito, é ilimitado e perfeito.

Muitas vezes ele não consegue dizer quanto é 2452 dividido por 348, mas consegue compor uma música inigualável em beleza e precisão matemática! Não consegue lembrar onde você estava ontem, mas consegue fazer você dirigir a 340km/h!

Mas uma característica que eu acho maravilhosa no cérebro humano é a capacidade que ele tem de equilibrar deficiências e virtudes de cada um. O exemplo mais notável disso é quando uma pessoa perde algum dos sentidos. O cérebro “turbina” os outros sentidos, para que o sentido que falta seja suprido. Como quando um cara fica cego. Ele passa a ouvir melhor, para se situar no mundo. Ele passa a ter o tato mais apurado, para que possa “ver” o que ele não enxerga. Ou quando a pessoa não escuta, e ainda assim consegue ficar de pé (que afinal é uma função do aparelho auditivo, manter o equilíbrio) e consegue “ler” o que os outros estão falando.

Lembro de um programa do Jô Soares em que a Marília Gabriela pergunta para ele sobre o filho dele. E ele respondeu: “É incrível como às vezes ele não consegue abotoar uma camisa, mas senta ao piano e toca uma peça como se ele fosse o próprio compositor”. Estudei com uma menina que era assim. Ela tinha um pequeno (mas notável) atraso mental. Ela tinha uns 18 anos e estava na 6a. série com a gente, que tinha 12. Ela tinha uma dificuldade absurda para aprender. Mas escrevia poemas como se fosse a coisa mais fácil do planeta.

Por isso que a gente sempre ouve falar que os grandes gênios da nossa história alternavam os momentos de imensa genialidade que os consagraram, com momentos de imbecilidade que a gente custa a acreditar. Tipo Van Gogh, que pintou quadros que vale milhões, ao mesmo tempo que cortou uma orelha e mandou como prova de amor para uma mulher.

Eu, o ser humano normal, mediano, nem tão genial e nem tão imbecil, não sei nem dizer quais as qualidades que meu cérebro me deu para suprir as deficiências que eu desconheço. Dizem que a gente usa só 10% do cérebro. Eu imagino o que a gente poderia fazer usando 20%!! Mas nem me atrevo a tentar imaginar o que seria se a gente usasse 100%!

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Engraçado como tem coisas que a gente não consegue entender por anos a fio e um dia entende e racha o bico. Comigo acontece muito com músicas em inglês, que depois de aprender a língua passei a, claro, entender a letra. Com isso, às vezes acho legal e às vezes estraga tudo. Muitas vezes o inglês macarrônico ou a versão que a gente inventou quando moleque sobresai ao conhecimento (recém) adquirido.

Por exemplo, Smooth Operator da Sade. Até hoje, eu e a galera da minha área cantamos Bu-Babuêra! :o ) Ou uma que eu nem lembro o nome, que o cara canta Sooner or Later e a gente canta Chame o bombeiro!

Isso acontece com todo mundo. Eu lembro de uma crônica do Mário Prata falando que por anos ele pensava que o amor falado na Ciranda Cirandinha era de um rapaz, o Tumitinha, que todo mundo gostava dele. Eu também, por anos e anos, pensava que a Dona Chica, de Atirei o Pau no Gato, era de uma cidade chamada Mirocecê. Ué, não falava “Dona Chica-cá, de Mirocecê”?

Depois, já maiorzinho, lembro que tinha algumas músicas dos grupos de rock nacional que a gente ficava intrigado com algumas partes que a gente não entendia muito e acochambrava prá sair mais ou menos parecido quando a gente cantava. Tipo, tinha música da Blitz que o cara queria passar uíquende com você ou o destino do Lulu Santos, algumas vezes, era ser e estar, e não ser Star!

Acho que o caso mais recente e mais famoso foi a menina do Big Brother que passou uma noite cantando iarnuor, iarnestilve. Tudo bem que o caso dela foi exagerado, mas acho que todo mundo cantou We are the World meio zuado, pelo menos uma vez na vida. Sem contar que quando eu era moleque não existia internet, a gente só conseguia as letras das músicas nos encartes dos discos (quando tinha) ou na aula de inglês, que o curso fazia um folhetinho com a música e a tradução.

No fim, tudo dá certo. Eu ainda espero que a Dona Chica, que é de Mirocecê, encontre o amor de Tumitinha, que é um cara legal. Quem sabe eles não cantam Bubabuêra e chamam o bombeiro!

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O adesivo na Kombi na minha frente no trânsito, no caminho para casa, ensinava a lição:

Bom não é ser importante.
Importante é ser bom!

E eu, que reluto em aceitar, pensando:

Ser bom e importante é ainda melhor!

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