Archive for the ‘Eu por mim mesmo’ Category

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É isso. Esse final de semana eu mudei. Saí da casa onde passei pelo menos 20 dos últimos 22 anos. Tirando o tempo em que morei em Petrópolis, coisa de um ano, mais ou menos, passei a maior parte da minha vida nessa casa. Era criança quando mudei para lá com os meus pais e foi enquanto morava lá que saí da escola e entrei no colégio, mudei desse colégio para outro, entrei na faculdade, conheci a Dé, me formei, comecei a trabalhar e foi morando nessa casa que vi nascer o Pedro.

Só não me casei enquanto morava nela, porque estava nesse tempo em Petrópolis.

É uma sensação ruim, mas boa. Ruim, porque estou deixado o que me é extremamente conhecido. É uma casa que eu andava com tudo escuro, com os olhos fechados, de costas. Conhecia cada centímetro da casa, cada taco no chão, cada dobradiça, cada parede, cada prego que segurava cada um dos quadros. Quase tudo que passei na vida, desde que me lembro, foi nessa casa.

Mas é uma sensação boa, de estar indo para a minha casa, que eu batalhei para comprar, para reformar, para deixar do jeito que eu queria para a minha família. E sei que vou passar por muita coisa nessa nova casa também. Afinal, é a casa que eu escolhi para ver o meu filho crescer.

Se pensar que só para pagar a casa são 20 anos, é bom eu sossegar por lá um tempinho…

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Se é verdade o que dizem, que é no momento de crise que surgem as oportunidades, a hora é agora.

Pelo menos para mim, os sinais tem apontado para esse lado. Parece que as coisas andam perigosas, mas carregadas de oportunidades. Se for isso mesmo, que as recompensas sejam tão grandes quanto os riscos.

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Um post multi, multi, multi marcadores!

Eleições em SP: Claro, deu Kassab. Podem espernear, falar do PFL, dos caciques da ditadura, toda aquela conversinha de petista quando perde. “Ele usou a máquina”, dizem, mas ter o presidente como cabo eleitoral pode? Então vão tomar no cu. A eleição do Kassab foi um recado claro: Marta Suplicy não ganha mais nada por aqui, com a pompa e arrogância que demonstra cada vez que abre a boca.

Eleições no Rio: Rá! Quando meus amigos me falarem que paulista vota mal, vou lembrar dessa eleição. Perderam a chance histórica de eleger um cara que, se não é um espetáculo, seria pelo menos uma novidade sem tamanho, para eleger o PMDB, que lá é do pastor Bolinha. Ovelhas.

Brasileirão: De fininho, sem fazer escândalo, sem alarde, o São Paulo já está em segundo. Palmeiras e Cruzeiro perderam para quem estava, ou ainda está, ameaçado pelo rebaixamento. Sem contar que Grêmio, Palmeiras e Cruzeiro ainda se trombam. Ainda dá, estávamos 12 pontos atrás do Grêmio, em quinta, e agora estamos a 3, em segundo. A reta final vai ser braba.

Fórmula 1: Acho que não dá para o Massa. Não estou nem com vontade de assistir a corrida. Tomara que eu morda a língua e fique com raiva de não ter visto.

Inferno Astral: ainda algumas nuvens, mas aparentemente, dissipando. Fé em Deus e em mim mesmo. É o caminho para botar a vida em ordem.

Por último, até porque o mais importante a gente sempre deixa para o final, para segurar a audiência: O Pedro está cada vez mais lindo. Fui comprar um presente para a chefe da Dé que faz bodas de prata e a dona da loja com um bebê no colo, do tamanho de Pedro. Quando falei que o Pedro tinha dois meses ela tomou um puta susto. O bebê dela tem 5! O moleque é um potro, um toiço, um boizinho!

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Tem algumas expressões que eu detesto. Uma delas é inferno astral. Mas parece que eu estou atravessando um. Essa semana eu ando insuportável, até para mim. E o que começou como uma brincadeira, acabou virando uma merda sem tamanho, mais por uma infeliz coincidência do que qualquer outra coisa.

Mas o fato é que me falaram que eu falo demais. Fato. Falo prá cacete, mesmo. Aí, só de pilha, resolvi que não ia mais falar. Seria engraçado, se eu não tivesse entrado nessa semana com os dois pés esquerdos e todo mundo começou a achar que eu fiquei mesmo puto com a história e que não pode brincar comigo e tal. Só que não é isso, pelo menos não é mais isso. Só estou achando que, com o humor ridículo que eu ando, é melhor mesmo ficar quieto para não falar merda e não acabar ofendendo ninguém, como sempre acaba acontecendo quando eu estou puto ou de mau humor.

Aí hoje, por uma coincidência do destino, uma amiga minha que nasceu no mesmo dia que eu (mas em anos diferentes, eu sou véio) me chamou no MSN e perguntou porque eu fiz o meu “voto de silêncio”. Me disse que eu não posso ficar quieto, que não é minha personalidade e ainda frisou: “Paul = comunicação”. Aí eu disse que estou achando que não está valendo a pena essa comunicação toda, e que apesar de eu não acreditar nessas coisas, parece que entrei num inferno astral. E ela que, lembrem-se, nasceu no mesmo dia que eu, me disse: É, eu também estou numa semana do cão…

Melhor eu começar a pensar mesmo em ir dar um cuidada do espírito. Procurar umas energias boas. Dormir na salmoura. Ou sei lá o quê.

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Dizem que querer é poder. Mentira. Um monte de coisas que a gente quer, não pode. Se pudesse, faria.

E o que é pior. Uma das sensações mais bestas do mundo é justamente a de querer fazer e não poder. A sensação de não ter o controle é um inferno. A de se sentir sempre dependente de outras pessoas para qualquer coisa.

Às vezes eu tenho vontade de sair fazendo um monte de coisas, fazer as coisas que eu gosto e as coisas que tenho vontade, mas tenho mesmo é que fazer as coisas que eu posso, porque agora a minha vida não é só mais minha e a responsabilidade caso minhas idéias não virem atinge outras pessoas que não só eu. Isso é um caralho. Se fosse só eu e mais ninguém, como já aconteceu antes e eu nem me preocupei, era uma coisa. Mas não é.

Aliás, é bom que se diga: não tenho delírios de grandeza e sonhos de riqueza e poder. Eu acho que tudo que é exagerado, inclusive grana, atrapalha. Eu sonho em fazer o que gosto e em poder prover uma vida legal para a minha família. Não preciso de carrão, casão, viagens, iates e nem porra nenhuma disso. Claro que tudo isso é bacana, ver como vivem os imbecilmente ricos sempre faz a gente se perguntar como será que é viver desse jeito, mas, piadas à parte, ainda acho que a felicidade não está nisso. Os melhores dias da minha vida não tiveram nada a ver com dinheiro, apesar de, claro, dependerem em parte disso.

Tem dias que eu tenho inveja de alguns amigos, que fazem o que querem, o que gostam e se dão bem. E se dão bem honestamente, porque são incrivelmente bons no que fazem e merecem todo sucesso que conseguirem. Claro que não queria ter inveja deles, não desejo mal nenhum para eles, ao contrário, gostaria de poder dizer que é uma inveja “boa”, mas acho que isso não existe. Estou, infezlimente, naqueles dias em que as costas estão pesadas e a cabeça envolta em uma névoa de preocupação que faz com que as coisas fiquem mais difíceis. Arrumar uma saída para isso, então, fica mais difícil ainda.

Mas isso passa. Não sei ainda o que fazer, mas vou descobrir. Eu sempre descubro.

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A última noite sozinho em casa não foi nem sozinho e nem em casa. Foi com minha irmã, meu cunhado e meu sobrinho, na casa deles, filando a bóia. Mas eles que convidaram. :o P

Claro que não foi a noite inteira, até porque não tinha pizza para tanto. Mas fiquei lá me divertindo com o Caio, que agora sabe engatinhar e se apoiar nas coisas para ficar de pé, mas ainda não sabe como sentar de novo depois de levantar. Aí é engraçado, porque ele vai onde quer, mas fica preso lá.

Sábado de manhã fui buscar a Dé e o Pedro, que está maior do que quando foi. Se eu já acho que ele cresceu cada dia que chego em casa, imagina depois de uma semana. Tava a maior galera lá com ele, mas não quis nem saber. Peguei ele e fui matar a saudade, sozinho. Todo mundo já tinha ficado uma semana com ele e eu não. Voltamos para SP sábado mesmo, depois de levar o Pedro para ver o biso. Agora que não tá mais gripado, o biso foi só carinho com o bisneto. Deve ser legal ter bisneto.

Chegamos em SP sábado de noite e ontem tivemos que sair de novo para ir no supermercado. Aí mandei a Dé fazer as compras, já que ela disse que eu não ia conseguir escolher carnes, frutas e verduras, e fiquei com o Pedro no shopping dando uma volta. Fomos na Saraiva ver a tia dele, fomos com ela almoçar e aí a Dé ligou que já estava no caixa. Ela faz as compras, mas quem paga sou eu! :o P

O Pedro ficou com o olhão aberto prestando a maior atenção no shopping, é muito engraçado. O que será que ele tanto vê? Chegamos em casa, descarreguei o carro e enquanto a Dé arrumava as compras, eu fui trocar umas fraldas. As P estão pequenas e as M ainda são muito grandes. Aliás, essa é uma coisa que eu queria saber, que é o desgraçado que avalia o tamanho de roupas em P, M, G e GG. Nunca dá prá confiar em tamanho de roupa e, pelo jeito, nem de fralda.

Pelo menos o Pedro está de volta em casa, safe and sound, todo risonho. E eu, mais babão que nunca.

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Acho que nunca tinha ficado tão puto como fiquei noite passada. Não dá vontade nem de escrever. E não vou.

Só uma coisa que é bom que fique muito claro: eu nunca deixei ninguém me desrespeitar, não vou começar agora.

Ponto.

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Entre as coisas que eu imagino que existam no inferno estão as tarefas domésticas. Entre uma sessão de tortura e outra, o capeta te dá uma folga para você realizar coisas como lavar louça, passar roupa, varrer o chão e limpar o quintal.

Nesses meus dias de solidão, além de saudades do Pedro, estou tendo que fazer as coisas que eu nunca fiz. Por exemplo, lavar os panos de chão para que a empregada possa usá-los na sexta feira, quando ela for em casa.

Acho que eu nunca na minha vida lavei roupa. Lavar assim, uma camiseta aqui, uma calça ali e tal, claro que já. Mas pegar uma baciada de panos para lavar, acho que nunca. Quando eu morava sozinho, eu mandava as roupas em uma lavanderia e elas voltavam limpas, perfumadas e passadas. Ou mandava tudo para a casa da minha mãe, mas o efeito era o mesmo.

Mas tudo bem, vida que segue. E continuo acordando de noite, nos horários que o Pedro acorda para mamar. Tava conversando com uma amiga e ela mandou um get used to it. Disse que mesmo a filha tendo dois anos, ela sempre acorda de noite prá ir lá ver se está tudo bem. E que se a menina estiver quieta demais, ela dá um cutuco prá pelo menos ver ela se mexer um pouco. Eu disse que eu não ia fazer isso, mas ela só riu.

Hoje, ao que me conste, a Dé foi com o Pedro e a minha sogra para Poços de Caldas. Registre-se que eu fui contra. Sou da época que as pessoas iam na sua casa para ver o bebê, não você saía levando o bebê na casa dos outros. Mas como essa turma de Poços não levanta de lá para nada, se a Dé não fosse era capaz de ninguém nunca ver o menino. Mas isso não quer dizer que eu tenha que concordar com isso ou gostar dessa história. E não gostei.

Quarta feira, o homem solitário tem pelo menos uma companhia: o futebol na TV. Pena que não é o meu time, mas vale para secar o dos outros.

E não percam amanhã: Home alone IV! Ainda à procura de um subtítulo.

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Continua a saga do homem casado sozinho em casa. Ontem, TV, PS3 e internet noite adentro. Mas já percebi outro vício de quem mora com outras pessoas a muito tempo. Mesmo não tendo ninguém em casa, teve uma hora que eu comecei a abaixar o volume da TV, crente que daqui a pouco alguém, tipo a Dé, ia brigar comigo porque estava muito alto.

De resto, tudo legal, com destaque para o cachorro, que está doido. Primeiro aparece um pacotinho em casa que todo mundo paparica e esquece dele. Depois vai todo mundo viajar e deixa ele em casa, sozinho, pela primeira vez desde que ele nasceu. Agora some todo mundo que ficava em casa o dia inteiro e ele fica sozinho o dia inteiro. Tadinho, tá perdidão.

E a saudade do Pedro, claro. Continuo achando que ele vai esquecer de mim (se é que ele já atinou que tem pai), que quando voltar vai estar diferente e apesar de ser só uma semana, parece que eu estou “negligenciando” meu filhote. Pai ausente, quando na verdade o ausente é ele, que foi passear com a mãe. Isso que tem só um mês e meio. imagina quando der os perdidos de moleque que eu dava.

Vou pagar os nervoso que fiz meu pai passar… Bem feito! :o )

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No final de semana fui com a Dé e o Pedro para Aguaí. Voltei ontem, eles ficaram na casa da minha sogra. Se por um lado é legal, porque tem um monte de gente que quer conhecer o Pedro e que se for depender de virem prá São Paulo vão morrer sem conhecer, por outro não estou gostando dessa história de ficar longe dele.

Não é a primeira vez que eu fico sozinho depois de quase 5 anos de casado, mas tem uma série de primeiras vezes. É a primeira que eu fico mais de uma semana sozinho em casa, é a primeira que quem viaja é ela, não eu e a primeira depois do Pedro nascer. Quero só ver semana que vem, acho que vou até achar que ele cresceu mais do que o normal!

Mas uma coisa que eu já estou estranhando é a falta de “obrigação” com a comida. Ontem eu comi pizza, hoje um amigo me chamou para jantar na casa dele. O resto da semana que eu não sei o que eu vou comer! É mais ou menos como no tempo que eu era solteiro e morava sozinho, que a maioria das vezes eu ia na padoca e batia um lanchão. Agora vai ser a mesma coisa, imagino, mas devo levar o rango para casa.

Só falta eu engordar nesse período de “férias” conjugais.

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