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Sou São Paulino e não desisto nunca!
Está difícil, mas se fosse fácil não era gostoso. Quarta que vem tem mais e a gente vai tirar a diferença. Aguardem, Colorados. O último que ganhou da gente em casa numa libertadores por 2 a 1 teve troco e com juros!
E a gambazada não adianta ficar feliz, não. Estamos disputando pela 6a. vez uma final que vocês só assistem. De longe. E com a lanterna na mão.
Força, tricolor! Vamos buscar esse tetra lá em Porto Alegre!
Tem um ditado que diz que se macumba ganhasse campeonato de futebol, o campeonato baiano terminaria sempre empatado. Eu discordo. Mandingas, tradições e coincidências mandaram nessa copa do mundo.
Em 1970, um dos dois times ficariam para sempre com a Jules Rimet: Brasil ou Itália. Deu Brasil, o primeiro país a ganhar 3 copas. Daí prá frente, a cada 12 anos, a Itália chega numa final. Uma ganha, outra perde, e assim vai. 70 perdeu, 82 ganhou, 94 perdeu e 06 ganhou. Só perdeu para o Brasil, olha que coisa. Outra é que, depois de 24 anos sem ganhar, foi para a copa com uma seleção que privilegiava a defesa e ganhou a copa nos penalties. Igual o Brasil em 94.
E prá ter certeza que nessa copa nego fez alguma amarração forte contra as mandingas do Zagallo, o francês que perdeu o penalty foi o TREZEguet…
Agora, a sorte do italiano é que o Zidane cabeceou o peito dele. Que se vai na cara, sei não. No fim, prá variar, errei a minha previsão de que esse ano uma seleção que nunca tinha sido campeã iria ganhar. Não só deu uma campeã, como também agora é que tem mais títulos depois do Brasil. As 7 campeãs, para não mudar a copa do mundo de sabores McDonald´s em 2010, continuam as mesmas. E são elas:
Brasil – 5 vezes (58, 62, 70, 94 e 02)
Italia – 4 vezes (34, 38, 82 e 06)
Alemanha – 3 vezes ( 54, 74 e 90)
Uruguai – 2 vezes (30 e 50)
Argentina – 2 vezes (78 e 86)
Inglaterra – 1 vez (66)
França – 1 vez (98)
Só duas seleções ganharam duas copas seguidas: Brasil e Itália. As duas que tem mais títulos. Seria mais uma coincidência?
Saídos da copa, não me cabe fazer ponderações. Todo mundo já analisou, falou mal, vaiou, enfim, teve atitude de brasileiro na derrota. Realmente o Brasil não jogou nada, em nem um jogo. Sofreu para ganhar da Croácia, da Austrália e de Gana. Potências do Futebol mundial. Prá provar que o Zico é mesmo zicado com copa (com o perdão do tracadalho), o Brasil só jogou mesmo contra o Japão.
Fico com pena do Lúcio e do Juan. Eram os únicos que pareciam querer ganhar.
Agora é torcer para o Tricolor ganhar outra libertadores e fazer um bom brasileirão. Torcer para o povo parar de falar de futebol e cair na real, perceber que daqui 3 meses a gente tem eleição para presidente e que o próprio está a ponto de se reeleger. Trabalhar um pouco, prá variar.
Prá quem é partidário da tese do pão e circo, o circo acabou!
Prá não dizer que eu não falei da COPA DO MUNDO DA FIFA (escrevi o nome que a Fifa registrou só para infringir o Copyright).
Só vi jogo vagabundo até agora. Não vi o jogo da Espanha hoje, mas parece que foi quem jogou melhor. Pelo menos foi quem ganhou com a melhor vantagem até agora. Meteu 4 a 0 sei lá em quem. O resto, PQP, cada joguinho que parecia Desafio ao Galo.
O jogo do Brasil, ontem, então, nem se fala. E olha que, mesmo jogando mal, dava prá ter ensacolado a Croácia. Tudo bem que os caras jogaram com 11 atrás, mas nem assim era prá ser tão ruim. O Ronaldo não jogou. O Ronaldinho não faz de amarelo metade do que faz de azul e vermelho. Os caras que jogaram melhor ontem, por piada que possa parecer, foram o Zé Roberto, o Dida e o Lúcio.
Tirando, claro, o Kaká, que além do gol, carregou o time nas costas. Já venho apostando com alguns amigos que ele vai ser o melhor jogador do Brasil na copa, chegue ela onde chegar.
Li um dia desses uma matéria, acho que no Pele.Net, sobre porque o Ricardinho não jogou bem no São Paulo o ano que passou pelo tricolor. Eu também achava estranho, pois o Ricardinho sempre joga muito bem (pelo menos CONTRA o São Paulo) e o pai dele é sabidamente tricolor. Bom, eis que a matéria diz que ele foi totalmente boicotado por alguns jogadores do time, liderados pelo lateral Gustavo Nery. Outro nome que lembro é o do zagueiro Jean.
O motivo: grana, é claro. Gustavo Nery ficou puto porque o Ricardinho foi contratado com um salário de R$ 300 mil reais. Sim, é dinheiro prá cacete. Mas se acham que o cara vale, pagam e não reclamem. Quer ganhar a mesma coisa? Vai jogar bem que nem o cara. Pronto! Gustavo Nery que, na época, ganhava a ninharia de R$ 40 mil reais. Cara, 40 paus é salário de alta diretoria de empresas por aí. Isso sem contar que não estamos contando bichos, prêmios e outras mamatas. Já o Jean eu nem sei quanto ganhava, mas se fosse pelo que ele jogava, eu não botava nem 10 reau!
) Botaram no cara o apelido de trezentinho, faziam coralzinho no fundo de ônibus ou avião a caminho dos jogos e tal… Em determinado momento, os caras combinavam de não passar a bola para ele. Segundo a matéria, era “deixa o trezentinho correr sozinho.”.
E agora? O São Paulo ficou sem um dos maiores jogadores do país. Um time que tinha, na época, Rogério Ceni, Luís Fabiano, Reinaldo, Fábio Simplício, Júlio Baptista, e que poderia ter sido campeão Brasileiro em 2002, se fodeu. Classificou para a fase de mata-mata em primeiro lugar e perdeu para o oitavo colocado, logo na primeira rodada da fase (que depois seria campeão aclamado salve-salve, o Santos). E quem é culpado? Na minha opinião, a besta do técnico, o Oswaldo de Oliveira. Não é possível que um boicote desses não seja percebido pelo técnico do time. Pelo chefe dessa corja toda. PQP! Que jogou fora o dinheiro do time (que não foi pouco) em vez de colocar os medíocres para fora e o bom prá jogar. Jogou um dos melhores jogadores do Brasil, um dos poucos que joga aqui e que deve ir para a copa do mundo, pela janela, por causa de meia dúzia de imbecis.
Agora o Ricardinho voltou para a toca do gambá. Que tem uma torcida que adora o cara. Que tem uma diretoria que adora o cara. E que tem um técnico que, se prá mim não é lá essas coisas, pelo menos tem a manha de botar o cara pra fora se ele começar com esse tipo de palhaçada por lá. Agora eu quero ver se o Nery vai ter a manha de tentar zuar o cara.
Se eu pudesse decidir, em qualquer nível, o Gustavo Nery nunca mais jogaria no São Paulo. Nem pagando R$ 300 mil por mês para o clube!
Impressionante a felicidade dos curintianos em chamar os São Paulinos de Bambi. Então, para que a gente possa esclarecer essas questões, nada melhor do que fatos.
Futebolísticos, para começar: estatísticamente, depois de criado o São Paulo Futebol Clube, nenhum time brasileiro ganhou tanto quanto ele. Em pouco mais de 70 anos de vida, o clube já faturou 3 Brasileiros, 3 Libertadores, 3 Mundiais, 2 Supercopas, 2 Recopas, 1 Copa Conmebol, 1 Rio São Paulo, 22 Paulistas e mais tantos torneios e copas de categorias de base. O único título que o São Paulo não tem, que eu saiba, é o da Copa do Brasil, que já fomos vice (perdemos para o Cruzeiro, se não me engano). Se você é curintiano, vou te ajudar: só com o time profissional, foram 37 campeonatos. Se contarmos todos os outros times, depois da fundação do São Paulo, ninguém venceu mais campeonatos. É o time de melhor estrutura do país, com o maior estádio e dois centros de treinamento. É o primeiro time a ter um ponto fora do país, o São Paulo-Madrid! Ponto e parágrafo!
Esse apelido infeliz, que não tem nada de engraçado e, além de mal educado, é altamente discriminatório, só podia partir de um curintiano. Curintiano esse, diga-se de passagem, que saiu pelado numa revista dirigido ao público gay. Além disso, ajudou a organizar e a PAGAR a parada gay de Nazaré das Farinhas, cidade natal dele. Conclusões: ou o cara cospe no prato que come (lê-se viado enrustido, mesmo), ou morre de vontade de jogar no São Paulo…
E, já que curintiano não deve ler muito, mesmo, só aqueles livrinho com piadinha de sacanagem do tempo do onça, a história do Bambi conta que ele tinha dois amigos. Um coelho chamado Tambor e um gambazinho (é, gambá, que nem vocês), todo delicadinho, chamado Flor! Por analogia, o gambá é amigo do Bambi e, diz o ditado, diz-me com quem andas…
Prá terminar, o recado: ou aprendem a jogar bola e param de encher o saco, ou aprendam história. Infelizmente, aprender não é o verbo mais conjugado por essa turma…
PS: Claro, é errado generalizar. Mas se São Paulino é tudo Bambi, então corintiano é tudo curintiano.
Ontem, domingão, 8:20 da matina, hora de Brasília, começou o jogo que definiria quem, entre São Paulo Futebol Clube, do Brasil, e Liverpool, da Inglaterra, seria o campeão mundial de clubes da Fifa. O primeiro organizado com os campeões regionais de todas as federações reconhecidas pela Fifa. Comenbol da América do Sul, UEFA da Europa, Comcacaf da América do Norte, CAF da Africa, AFC da Ásia e OFC da Oceania. Claro que os campeões da Comenbol e da UEFA eram os favoritos. Claro que eles foram para a final. E que final.
Às 8:47, horário de Brasília, Fabão lançou, Aloísio matou no peito, mandou por cima da parede inglesa e Mineiro, como quem não quer nada, passou por ali para fazer o gol que uma hora e 15 minutos mais tarde, daria o título para o time brasileiro.
Mais que isso, para o time paulista. São Paulino. O meu time! Tri de três. Três cores. Três visitas ao Japão. Três títulos mundiais. Esse é o Tricolor.
Acho que depois dessa, Rogério Ceni passa Raí no índice de idolatria da torcida tricolor! Merecidamente!
Paul – O Talismã do Morumbi
Ontem eu estava em casa, resmungando porque o jogo do São Paulo só iria passar para a operadora de TV a cabo que eu NÃO assino. Aí resolvi, 5 horas da tarde, que eu ia no jogo, que começava às 6. E fui.
Cheguei perto do estádio e ouvi no rádio que tinha vendido só seis mil ingressos. Apesar de achar que teria pouca gente no estádio (para SP, seis mil pessoas é pouco, mesmo), resolvi deixar meu carro um pouco mais longe do estádio e estacionei no Shopping Butantã. Fui a pé pela João Jorge Saad até o estádio e entrei na fila para comprar igresso. Geral azul na mão, bora achar um lugarzinho. Sentei na primeira cadeira, bem no meio do campo, no exato momento que o Amoroso tocou na bola para a começar o jogo. Olhei em volta e a impressão que eu tive é que tinha bem mais de 6 mil pessoas no estádio, pelo menos umas 10 mil.
Com dois minutos, Mineiro fez 1 a 0 para o São Paulo. Todo mundo pensou no estádio “AGORA VAI”, já que o tricolor anda mau das pernas no Brasileirão. Mas o pensamento não durou muito. Ainda no primeiro tempo o Fortaleza virou e, prá piorar um pouco, tivemos um expulso. No intervalo, um cara do meu lado berrava para uma menina que fazia embaixadas: coloca a 9, entra que a gente vira!!!
Mas não precisou nem a menina entrar. Com 10 minutos Amoroso empatou e com 24, Josué virou. Em seguida saiu machucado. Os últimos 20 minutos foram com 20 jogadores no campo do São Paulo, que só se defendeu. Mas com 48 minutos, quando o juiz apitou o final do jogo, fui embora feliz.
Os 3 a 2, além da virada que tiraram o São Paulo da zona do rebaixamento no Brasileirão, ainda significam a minha invencibilidade no Morumbi. Todos os jogos que eu fui ver lá, o São Paulo ganhou!
Por isso que eu digo: Paul – o talismã do Morumbi!
Domingo, dia 04 de abril desse ano, eu avisei. Se ninguém parasse de falar merda e colocar a Daiane dos Santos no pódio antes da Olimpíada, ia dar merda. Hoje, dia 23 de agosto, 4 meses e tanto depois, é uma merda eu ver que estava certo.
Ainda assim, ela ficou em quinto lugar no geral. O que é um feito histórico para a ginástica olímpica do Brasil, até então, praticamente inexistente. Espero que essa menina tenha apoio para entender que a culpa não é dela, que ela fez o melhor que pode e que é, disparado, a maior revelação desse esporte que já tivemos no país. Porque, até agora, só li a galera sentando o cacete na menina, falando que ela “errou e perdeu o ouro”.
Aliás, o Brasil se dar mal em olimpíada, além de não ser novidade, é mais do que previsto e mais do que merecido. Tá na hora de alguém começar a apoiar os atletas em tempo integral, e não dando 15 minutos de fama de 4 em 4 anos. Se eu fosse atleta e ganhasse uma medalha, na hora do oba oba eu provavelmente ia mandar todo mundo tomar no cu!!! Tipo, sou um completo desconhecido a via inteira, mas na hora do bem bom todo mundo aparece para tirar uma casquinha? Esse comportamento típico de brasileiro é uma das coisas que todo mundo pode mudar, não exige esforço e nem investimento e faria um bem danado para o país.

