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Eu queria ter achado esse texto durante a Copa. Escrevi como introdução para um site de Futebol que faria com alguns amigos. Até hoje não sei bem porque a idéia não foi para frente. Como não foi, o texto nunca foi publicado. Fuçando atrás de uma outra coisa, achei o texto no meu iDisk. E resolvi publicar. Se não pode ser por conta da Copa, fica por conta do Campeonato Brasileiro, que volta hoje.

O texto, escrito para explicar o porque do nome do site, leva o nome que seria dele: Regra 10.

Ninguém sabe ao certo quem o criou. Os ingleses clamam o mérito, apesar de alguns chineses afirmarem que mesmo antes dos ingleses saberem o que era uma bola, já existia algo semelhante a ele nos mais remotos tempos do império chinês. Dizem que tem até gravuras que comprovam, mas nós nunca vimos. Mas quem criou é apenas um dos mistérios que envolvem o futebol, um esporte apaixonante como poucos e praticado por muitos. A FIFA, você já deve ter ouvido falar, tem mais países associados que a ONU.

Aliás, é no livro da FIFA que estão as 17 regras do jogo. De todas elas, somente uma é eterna. Imutável. Todas as outras são descartáveis. Quer ver? A regra 1, fala sobre o campo de jogo. Dimensões, superfície, marcações de área… Para nós, qualquer lugar é lugar! Pode ser a rua, o quintal de casa, o terreno baldio. Se tem espaço para alguns amigos e uma bola, é um campo. Bola, esta, que está na regra 2. Mas, quem liga se ela é de couro, de plástico ou de borracha? Se pesa 50 gramas ou 5 kilos? Se roda, é bola. Pode ser até de meia. Se tem uns meninos chutando, está valendo. Quantos meninos? Isso está na regra 3, mas quem se importa? Dois na linha, um no gol, 5 de cada lado, 12, porque é sacanagem deixar 2 amigos de fora quando juntamos 22 para jogar. Desses 22, ou 24, quantos estarão cumprindo a regra 4, sobre os equipamentos de jogo? E daí que tem um ou dois descalços, ninguém está de caneleira e um dos times joga em camisa? Quem vai reclamar? Os alvos das regras 5 e 6, o árbitro e os auxiliares? Quem disse que pelada tem juiz? Bandeirinha, então, nem se fala. Se alguém estiver afim de apitar, ótimo, senão, a gente vai sem, mesmo. E se diverte do mesmo jeito. Por 90 minutos, 10 minutos, 4 horas, vira 5, acaba 10. E a regra 7 que se dane. A gente começa e termina quando quiser, do jeito que der, sem nem ligar para a regra 8.

Na verdade, não ligamos para a regra 9, que diz se a bola está ou não em jogo, ou para a 11, afinal, impedido de jogar é quem não está nos times. Se teve falta, quem diz são os amigos, não a regra 12. E se foi falta ou penalty, das regras 13 e 14, depende se o cara tava perto ou longe do goleiro. Lateral, da regra 15 é com o pé ou com a mão? E o tiro de meta, da 16? Só o goleiro bate? E o escanteio, da regra 17? Cobra de onde?

Na hora que a bola, aquela, da regra 2, rola, em qualquer campo, da regra 1, só uma coisa interessa. Só uma regra vale. A regra 10. O Gol! É só por isso que jogamos. É só por isso que assistimos, que discutimos, que escrevemos, que brigamos. Futebol só é futebol por causa do Gol.

Por causa da Regra 10.

Fazendo um rápido retrospecto da participação do Brasil em Copas do Mundo, tendo como base apenas as quatro últimas que disputamos. Tento, nesse estudo, identificar padrões. E parece que achei.

Senão, vejamos:

1994 – Leonardo é expulso contra os Estados Unidos. O Brasil ganha o jogo e, mais tarde, garante o Tetra. Vermelho = Caneco.
1998 – Ninguém da seleção toma cartão. Susana Werner, então namorada de Ronaldo, acompanha a Copa lá na França. Brasil perde a final para a França.
2002 – Ronaldinho Gaúcho é expulso contra a Inglaterra. O Brasil ganha o jogo e, mais tarde, garante o Penta. Vermelho = Caneco.
2006 – Ninguém é expulso no Brasil de Parreira. Susana, estava na Alemanha com seu marido, Julio Cesar. E o Brasil foi eliminado, veja só, pela França.

2010 – Kaká é expulso contra a Costa do Marfim. Susana, apesar de casada com Julio Cesar, está no Rio. Mas não anime ainda. Em recentes declarações, ela disse que se o Brasil for para a final, ela vai para a África do Sul.

Longe de mim rotular a moça de pé frio, até porque eu também não sou nenhum amuleto. Mas, tendo em vista a análise fria e criteriosa dos fatos, só me resta fazer um pedido.

#ficasusana

Acabou a temporada de F1 do ano passado, o Hamilton foi campeão, um oba oba por causa de como isso aconteceu, a mais emocionante em sei lá quanto tempo e blá blá blá. Aí aconteceu a tal da crise. O Lemman (ou sei lá como escreve) Brothers faliu, uma picaretagem com financiamento de imóveis nos US&A encheu o bolso de alguns e tá esvaziando o de muitos e aí a coisa apertou.

Quem tava ganhando dinheiro a rodo começou a ver a coisa enxugar e começou a fazer aquilo que todo imbecil faz quando isso acontece: corta gente. Demite. Dispensa. Trata o ser humano que nem merda. Gente desse tipo tinha que morrer pendurada pelo saco. Ou equivalente, se não for decisão de um homem.

Muitas empresas começaram a, burramente, parar de fazer aquilo que faziam de melhor, para economizar um troco. A Subaru saiu do mundial de Rally (será que alguém que compra Subaru faz porque o carro é legal para andar na rua???), Audi saiu do mundial de turismo e por aí foi, até que a Honda, que deve ter ganho dinheiro até vazar vendendo Civic mundo afora, saiu da F1. Até dá prá entender, porque era um time que investia prá cacete e andava lá atrás, vendo até uma sub-equipe dela, a Super Aguri, andar na frente deles.

Ficou aquela confusão, será que alguém compra a equipe, será que fecha de vez, o que será que vai acontecer, rolou o tal do Management Buyout e a empresa ficou com os funcionários. E quando voltou para as pistas, sob o comando do novo chefão da empresa, Ross Brawn, o cara que junto com o Schumacher fez a Ferrari ser o que é, supresa geral: só tem andado na frente. Ao contrário dos últimos carros da Honda, que eram uma bomba, o carro tem ficado entre os melhores em tudo que é teste. Durante todo o tempo de indecisão e agora, na “pré temporada” da F1, só se fala neles. Até o Barrichello, dado morto e enterrado, voltou da tumba para andar na frente de todo mundo.

Só se fala de Brawn. Que é surpresa. Que é engodo. Que é qualquer coisa, mas é. Se o carro ainda fosse da Honda, só se falaria da Honda. Eu acho que é ótimo ter uma marca lembrada na hora da crise. A Honda foi esquecida. É passado. E é covarde. Arregou na primeira crise que pegou, não botou fé no próprio taco.

Bem feito. Que todos os funcionários da Honda, no mundo todo, se sintam um pouco vingados. Adorei.

Um post multi, multi, multi marcadores!

Eleições em SP: Claro, deu Kassab. Podem espernear, falar do PFL, dos caciques da ditadura, toda aquela conversinha de petista quando perde. “Ele usou a máquina”, dizem, mas ter o presidente como cabo eleitoral pode? Então vão tomar no cu. A eleição do Kassab foi um recado claro: Marta Suplicy não ganha mais nada por aqui, com a pompa e arrogância que demonstra cada vez que abre a boca.

Eleições no Rio: Rá! Quando meus amigos me falarem que paulista vota mal, vou lembrar dessa eleição. Perderam a chance histórica de eleger um cara que, se não é um espetáculo, seria pelo menos uma novidade sem tamanho, para eleger o PMDB, que lá é do pastor Bolinha. Ovelhas.

Brasileirão: De fininho, sem fazer escândalo, sem alarde, o São Paulo já está em segundo. Palmeiras e Cruzeiro perderam para quem estava, ou ainda está, ameaçado pelo rebaixamento. Sem contar que Grêmio, Palmeiras e Cruzeiro ainda se trombam. Ainda dá, estávamos 12 pontos atrás do Grêmio, em quinta, e agora estamos a 3, em segundo. A reta final vai ser braba.

Fórmula 1: Acho que não dá para o Massa. Não estou nem com vontade de assistir a corrida. Tomara que eu morda a língua e fique com raiva de não ter visto.

Inferno Astral: ainda algumas nuvens, mas aparentemente, dissipando. Fé em Deus e em mim mesmo. É o caminho para botar a vida em ordem.

Por último, até porque o mais importante a gente sempre deixa para o final, para segurar a audiência: O Pedro está cada vez mais lindo. Fui comprar um presente para a chefe da Dé que faz bodas de prata e a dona da loja com um bebê no colo, do tamanho de Pedro. Quando falei que o Pedro tinha dois meses ela tomou um puta susto. O bebê dela tem 5! O moleque é um potro, um toiço, um boizinho!

Agora, falando de coisas boas, Palmeiras e São Paulo, ontem, no Palestra, foi o melhor jogo de futebol desse ano.

Sem o Corinthians para “diluir” a rivalidade, os dois times se elegeram arqui-rivais e o que se esperava depois de uma semana de trocas de farpas entre jogadores, técnicos e torcidas se concretizou no gramado.

Um puta jogo de futebol, como há tempos a gente não via. Gols, confusões, polêmicas, expulsões, provocações, cartão voando prá tudo que é lado e uma entrega dos atletas que pareciam que estavam jogando por um prato de comida. Apesar de achar que o estádio não ajuda, as torcidas também deram show. Apesar da maioria esmagadora de palmeirenses, coisas de 20 mil contra 2 mil tricolores, não teve quebra e mesmo perdendo por 2 gols até os 30 do segundo tempo, os palmeirenses fizeram o que se espera de uma torcida. Empurraram o time prá cima do adversário.

E se em 45 minutos o São Paulo fez 2 a zero, em 2 jogou o resultado no lixo, porque abriu mão de jogar e ficou só se defendendo. Tá certo que nos contra-ataques teve chances de matar o jogo, mas se não enfiarem o pé do Dagoberto na forma logo, as bolas vão sempre parar na lateral, na cabeça do gandula ou na rua fora do estádio.

E, com 24 pontos ainda em jogo, são 4 separando o Grêmio, que perdeu da Lusa, do Flamengo, que é o quinto colocado. Qualquer coisa pode acontecer até o final. Como tricolor, claro que quero que o São Paulo seja o campeão, mas não arrisco palpite nenhum nessa história. Se fosse arriscar, ficaria entre SP, Palmeiras e Cruzeiro.

Minha torcida também é para a Lusa não cair. Se ela fica, com a volta dos gambás, São Paulo seria a única cidade do país com 4 times na primeira divisão, primazia dos cariocas, hoje. Mas como o Vasco vai cair, ano que vem eles terão só 3. Porque até o Fluminense pode escapar, mas tá difícil do Vasco não cair.

Podem falar o que quiser, mas nosso primeiro-narrador, Galvão Bueno, é uma atração à parte. Ontem durante o jogo do Brasil, ele estava impossível. Mandou todos os bordões clássico dele e ainda mandou várias “galvaneadas” novas.

Não podia faltar o “teste prá cardíaco, amigo”, que ele mandou logo no começo, nem as provocações de praxe no Arnaldo. Uma hora foi a “polêmica” do jogador “cai-cai”, que o árbitro odeia, a explicação para o pênalty que o Ronaldinho não perdeu, mas o goleiro pegou e até a história sobre a “origem” do Arnaldo nas transmissões do futebol da Globo.

Eu ainda acho que o melhor narrador da TV é o Milton Leite, mas o Galvão Bueno já é parte do folclore e da cultura brasileira. Sem nenhum juízo de valor, não sei se é bom ou ruim, mas o fato é que ele é mesmo parte do cotidiano esportivo do Brasil. Além do mais, como sempre me diz o Silvio Luiz, ele é gente boníssima.

Aliás, uma coisa sobre o Silvio Luiz: podem falar o que quiserem do cara, mas ele é um puta bom caráter.

Certo, como sempre, está o Sílvio Santos. As barras de ouro, ou as medalhas, valem mais do que dinheiro.

Analisando todos os gastos do COB entre a olimpíada de Athenas e a de Pequim, chega-se a conclusão de que cada medalha que o Brasil ganhou na China saiu pela bagatela de R$ 53 milhões.

Claro, é a merda da estatística, mas ainda assim, imagina o seguinte: Se pegarmos a grana de UMA medalha e distribuirmos para 10 atletas, seriam R$ 5.3 milhões para cada um, para se prepararem até Londres. Dá? PORRA, SE DÁ! Se um judoca, ou um nadador, falar que não dá prá se preparar com R$ 5 milhas, mais de R$ 1 milhão por ano, desencana desse cara. Se cada um desses 10 caras trouxer uma medalha, temos 10 medalhas pelo preço de uma!

É o que o Serra sempre fala nas campanhas que ele faz: o negócio não é ter o dinheiro, é saber como gastar. Eu sei que muita gente vai me falar que não é assim que a coisa funciona, que não pode ser linear desse jeito, mas pergunte para qualquer atleta de nível se com R$ 5 milhas eles chegariam bem a Londres.

E eu, nojento que só, faço o desafio ao COB. Se me derem os R$ 53 milhões, eu formo atletas e ganho mais de uma medalha em Londres.

Depois do “Pedala, Robinho!” e do “Samba, Tevez!”, o lance é o “Chora, Jade!”. Coitada da menina, é uma baita ginasta, mas qualquer coisa, chora! Aliás, ela tem cara de choro até quando está feliz. E agora, além do choro, pedem desculpas porque perderam. A Jade, a Ronaldinha Gaúcha, digo, a Daiane e até o Diego Hypólito.

Todo mundo que me conhece já me ouviu falar isso, mas tirando o futebol (e talvez o vôlei), nenhum atleta que está em Pequim deve nada para ninguém, a não ser para eles mesmos. O país não apóia, não tem estrutura para ter atletas de ponta em esporte nenhum (só futebol e talvez o vôlei), não incentiva e eu acho que ainda atrapalha, colocando pressão em alguns atletas que, do dia para a noite, são transformados em “esperança”, “herói” ou sei lá mais que merda inventam e tocam nos ombros dos coitados.

Maior exemplo é o Cielo: o que se faz para a natação no Brasil? Onde treinam os nadadores? O Cielo, por exemplo, nos US&A. Na hora do pódio, o cara chorava que nem quem tem mãe na zona, sob os olhares curiosos dos dois franceses que ficaram com prata e bronze. Eles pareciam não entender o choro do cara. E é claro que não entendem. Nasceram na França, um dos 7 países mais ricos do mundo. Se resolveram ser nadadores com 5 anos de idade, tiveram apoio, estrutura, treinos apropriados desde essa idade, estar ali era natural para eles.

Pergunte em Santa Bárbara D’Oeste se estar com o ouro no pescoço em Pequim é natural para alguém? Por isso que eu entendo porque ele chorou. Devia estar pensando no pai, na mãe, em quem apoiou e acreditou nele, de quem é obrigado a viver longe, porque prá fazer o que ele gosta, e é bom fazendo, tem que morar a 10 mil km de distância deles. A melhor coisa que eu ouvi é que ele não participou do Jornal Nacional porque estava dormindo. Certo ele. A “emissora oficial” é uma escrota, que faz até mágica com as câmeras para esconder os (poucos) patrocinadores do esporte no Brasil, prá depois capitalizar em cima desses abnegados, a quem, como eu disse, mais atrapalha do que ajuda.

Tirando os jogadores de futebol (e talvez do vôlei), nenhum dos caras que está em Pequim deve desculpas para ninguém por aqui. Eles não nos devem nada. Nós, sim, como país, é que devemos a eles. Devemos apoio, estrutura, profissionalismo.

Não chora, não, Jade. Quem tem que chorar somos nós. De vergonha.

O Dunga é foda. No mau sentido. Ele é ruim. Como técnico e como “relações públicas” da seleção, ele é muito ruim. Como jogador, foi esforçado. Tinha garra, liderança, se desdobrava e usava a força e o pulmão mais do que técnica. Tem lá seus méritos, como ter participado de duas finais de copa do mundo e ainda ter ganho uma. Mas como técnico, puta que pariu, ele devia ser o primeiro a entender que não está dando.

Em 3 jogos, com adversários de extremo “renome” no futebol mundial, conseguiu perder dois jogos e ganhar um, daquela potência que é o Canadá. Uma vez fiz uma reunião com um cara do Canadá e ele me disse que futebol é simplesmente o esporte mais chato do mundo. Só prá entender a importância que os canadenses dão para a bola. Perder para a Venezuela, pela primeira vez na histório. Um país que gosta mesmo é de baseball e boxe. É mais ou menos a mesma coisa que a gente ganhar da Rússia num campeonato de xadrez! E do Paraguai, pelas eliminatórias, nem comento. Ainda bem que eu não vi o jogo, porque ia passar raiva.

E ontem, aí sim contra uma seleção forte, que rivaliza conosco não só em tradição mas também em renome, não chegou a ser propriamente um vexame, mas serviu para mostrar toda a incompetência do Dunga como técnico. Ao contrário do que muita gente anda falando, não acho que o time que entrou em campo seja horroroso. Não gosto do Julio Cesar (nem do reserva, Doni), mas não é o pior goleiro do mundo (já o Doni…). A zaga, com Lúcio e Juan, é no mínimo, respeitável. Dos alas, não gosto de nenhum. Maicon e Gilberto são de lascar. Nenhum dos dois sabe marcar decentemente e não vi NENHUM cruzamento de nenhum dos dois ontem. No meio, a coisa tava feia. Mineiro, que parece que esqueceu o que fazia no SPFC, Gilberto Silva, um caso à parte, Anderson, outro que não entendo e Julio Baptista, que para dar uma idéia do desespero, foi o melhor em campo. Na frente, Robinho e Adriano.

Apesar dos pesares, dá prá jogar com um time desses. Mas vamos às cagadas do Dunga:

1 – Diego: nunca gostei dele. O famoso “encosta-que-eu-caio” desde o tempo do Santos. Tem bola, mas parece que não gosta de mostrar. Depois que entrou, no lugar do Anderson, conseguiu piorar o time. Atenção: conseguiu PIORAR um time que tirou o ANDERSON! Tanto que foi substituído, também. Começar no banco, entrar e ter que sair é muito chato.

2 – Robinho: pelo menos, foi honesto. O repórter do Sportv perguntou o que ele achava da participação dele no jogo e ele respondeu na bucha: ruim! Joguei mal, tenho que jogar mais. Não é um consolo, mas pelo menos mostra que ainda tem um pouco de discernimento. Então, por que capeta o Dunga tira o Adriano, que pelo menos tava correndo, e não o Robinho, para colocar o Luis Fabiano. Tomou o primeiro coro de “Burro” essa hora, merecido.

3 – Gilberto Silva: esse é clamoroso. Como o cara não tirou o Gilberto Silva do jogo. Não lembro dele fazer um passe certo no jogo. Ou pelo menos, errou mais do que acertou. Parecia anestesiado em campo, perdido, catatônico. O pior jogador do jogo de ontem disparado. Por que o Dunga não colocou o Josué no lugar dele, para pelo menos ver se o Mineiro lembrava como eles jogavam bem juntos??

4 – Daniel Alves: essa é inexplicável! O que o Daniel Alves foi fazer no jogo? Acho que nem ele sabe. Imagino o que tava passando na cabeça do Dunga.

**Filminho**
Cenário: Mineirão lotado. 52 mil pessoas berrando para o Dunga:
– BURRO! BURRO! BURRO!
Dunga pensa: “Por que estão me chamando de Burro? Será que é por causa do Diego? Eu não queria entrar com ele, mas o Anderson machucou. É… Deve ser por causa dele! Vou tomar uma atitute! Vou fazer um treco genial!”
Vira para o banco:
– Jorginho, chama o Daniel!
– Daniel, entra lá! Acaba com o jogo!
– Tá legal. O que eu faço?
– Entra no lugar do Diego e arrebenta!
– Beleza! Como?
– Faz o que você sabe! Joga tua bola!
– Fecho por onde? Por que lado? Com que?
– Isso, entra no lugar do Diego e faz isso!
– Isso o quê?
– Isso, vai lá, vai lá.
**Fim do Filminho**

Fim do jogo.

E devia ser o fim do contrato do Dunga, mas pelo jeito…

Ontem, domingão, o pau comeu geral pelo mundo esportivo afora.

E não estou nem falando da torcida do timinho, que ficou puta da vida porque o time perdeu mais uma e é uma porcaria. Isso todo mundo já sabe.

O pau comeu prá valer na final do Handball no Pan, quando os hermanos partiram para ignorância, o que não adiantou de nada, aqui entre nós. E no judô, depois de um juiz dar uma medalha de ouro de bandeja para uma cubana depois de dar uma punição non sense para uma lutadora brasileira. Tanto que as delegações de Brasil e Cuba tiveram que fazer as pazes ali na frente de todo mundo, depois.

Mas o mais bacana mesmo foi o bate boca do Massa com o Alonso. O Alonso, que aqui entre nós é meio viadinho, ficou puto com o Massa, que retrucou, mandou ele ir cagar, foi mó legal. É legal quando tem inimigos na F1. Me lembra do Piquet.

Eu tenho um amigo, o Orelha, que é fanático por F1 e fãzaço do Piquet. Ele me contou uma história uma vez, que eu acabei confirmando sem querer um dia desses. Quando o Piquet corria de Willians com o Mansel era uma briga fodida, isso porque o Mansel é inglês, a equipe é inglesa, rolava um favorecimento e tal. Só que o Piquet é malandro, então começou a pagar os mecânicos dele para não passar as informações do acerto do carro dele para o Mansel, e quando passar, passar errado! O legal da história toda, é que um dos mecânicos chegou um dia com um calibrador dos pneus totalmente descalibrado, com uma regulagem que só ele e o Piquet sabiam. Se algum dos mecânicos do Mansel ficasse de olho para descobrir a calibragem dos pneus dele, ia pegar o valor errado.

Acho que ser politicamente correto, cheio de bom mocismo e coisas que tais é importante, mas abrir mão da competição em nome do Fair Play, prá mim, é arrumar desculpa para perder.

Tá certo o Massa: Você é bi-campeão do mundo? Eu também quero ser. Se chegar perto para disputar posição, vai ter que ter braço, senão fica atrás e não enche!

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