Quando eu era moleque, se quisesse ir em um show eu tinha que pedir para os meus pais. Não sabia que uma das vantagens de ficar mais velho era esse procedimento inverter: eles me ligaram me convidando para o Rock in Rio! A história: uma amiga deles que ia trabalhar no evento ia botar a gente prá dentro. E eu aceitei.

Nessas, convidei o amigo, parceiro de violão, guitarra e ukulelê e irmão, Leozito, prá ir junto. Tudo negociado, nós dois credenciados e totalmente na improvisação, saímos sábado (24 de setembro) para o Rio de Janeiro.

Fomos de carro. Saímos 7 da matina da minha casa (o Leo saiu às 6 de Mauá) e caímos na estrada. Rock ‘n Roll no iPod ligado no som do carro, um dia meio bunda, meio nublado, mas a vibe era boa. Era tipo vamos prá divertir.

E foi divertido prá cacete. Chegamos no Rio perto de duas da tarde, almoçamos com os meus pais e fomos dar uma volta para apresentar o Rio de Janeiro para o Leo. Recreio, Reserva, Prainha, Barra e tomamos o rumo da Zona Sul. Leblon, Ipanema, Copacabana e uma parada para irmos até o Posto 6, para mandarmos uma foto para a Lu, namorada do Leo, que gosta de uma música que fala de lá (e eu não conheço!). O Leo me disse depois que conheceu o Rio da Globo e que era a primeira vez que ele ia embora com boa impressão da cidade. Nada como ir com quem conhece!

Voltamos para casa, banho e saímos, primeiro para jantar com os velhos e depois para ir para o Rock in Rio.

Chegamos na cidade do Rock depois de andar perto de 1Km. O tamanho do evento impressiona. Lembro de ficar puto de como é que rola um evento desses no Rio e não em São Paulo. Mas na boa, não tem onde fazer um treco desse tamanho por aqui. O lugar é gigante e a infra é impressionante MESMO. Stands de várias empresas patrocinadoras, tipo Heinekken, Coca Cola, Halls, Trident, Submarino, todos muito legais, roda gigante, montanha russa, uma tirolesa animal que passava por cima da galera e na frente do palco, tudo feito para aumentar o fator diversão.

O stand da Trident era muito legal. Tinha uma bandinha que as pessoas podiam subir e cantar junto, tipo um karaokê, e ainda aparecia num telão de LED em cima do stand, pique rock star tocando no Rock in Rio. Muito legal.

A tal da Rock Street também é legal. O sentimento era o de estar numa Disney da música.

Fora toda a parte de divlugação do evento, site, aplicativo para iPhone, tudo muito bem pensado.

Agora, aquelas coisas que ninguém entende: Milton Nascimento, Claudia Leite… Eu também não entendo. Mas…

Chegamos no sábado no finalzinho do show do Capital Inicial. Que acabamos descobrindo depois que foi o melhor da noite, vai vendo. Porque o tal do Snow Patrol é uma desgraça. Negada dormindo. E o Red Hot só agradou porque a molecada é fã, porque não segura um festival desse tamanho, na boa.

O que valeu no sábado foi o rolê pelo backstage, ver do lado de quem faz o tamanho do treco, e ainda encontrar gente tipo o Rob Trujillo indo ver o show.

Domingão foi mais legal. O dia do metal foi muito mais divertido. Tanto pelos rolês nos backstages, pelo vazamento dos set lists para os amigos, pelo tanto de gente que encontramos e batemos papo e, dessa vez, até pelos shows.

Ainda assim: Angra com Tarja Turunen e Sepultura e Tambours du Bronx não eram shows pro palco pequeno, como Gloria não era show pro palco grande. Mike Patton com o Sepultura em Roots Bloody Roots apavorou.

No palco grande, Motorhead mostrando que os véio ainda tem pique, Slipknot botando fogo no lugar e o Metallica fazendo o que sabe: agradando os 150 mil fãs que arrastou prá lá. No balanço, Slipknot e Metallica seguram o festival de um jeito que Red Hot e Snow Patrol não aguentaram no dia anterior. Por isso que domingo tinha muito mais gente que sábado, inclusive.

E de novo: o rolê no backstage, jantar com a produção do Metallica, filminho do Slipknot saindo do palco, trocar ideia com o guitarra do Coheed and Cambria, são as coisas que deixam o negócio ainda mais divertido.

Segunda, estrada de novo, voltando para SP. Na saída da linha vermelha, fomos parados pela polícia. Se liga na história do Polícia: “Se tem alguma coisa ilícita no carro me fala agora, porque aí dá prá fazer o acerto. Se eu começar a procurar e achar, não dá mais”. Como quem não deve não temo, revista aí, mané. O cara deu uma apertada nas minhas bolas que lembrei dele até metade da viagem, puta que pariu.

Balanço: mesmo com mais horas de estrada que de sono no filnal de semana, valeu a pena. Rock in Rio é legal prá cacete e quem ficou falando mal tem mais é que levantar a bunda e ir no próximo, prá ver como é. E se não gostar, pelo menos vai falar mal com mais propriedade. E não teria sido tão bacana sem um companheiro que nem o Leozito, que topa todas e ainda sugere mais algumas.

E se tiver mais, convida de novo que nós vamos, viu???

One Response to “Rock in Rio – Eu fui e gostei!”

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