Eu enjôo da minha cara. Já não gosto muito dela, na real, e de vez em quando eu tento dar uma mudada. Nada radical, porque eu não gosto da minha cara mas gosto menos ainda de entrar na faca para qualquer coisa.

O que eu sempre acho bizarro disso é que eu sempre acho que ninguém tá nem aí com a minha cara, mas o pior é que tem gente que repara. E não falo de ninguém conhecido, não. Falo de gente que eu nunca conversei e que, dependendo do que eu faço, gera algum comentário.

Eu sempre tenho isso. Agora, por exemplo, estou deixando a barba crescer. Eu gosto de fazer isso por dois motivos. Bizarramente eu gosto mesmo de usar barba. E porque quando eu tiro a barba, parece que eu fiquei uns 10 anos mais novo. inclusive do que eu era antes de deixar a barba crescer. E nessas eu já usei cavanhaque, costeletas, barba e o campeão de todos, um tufo de barba só no queixo que deixei crescer até dar para fazer tranças. Sim, foi na época áurea do grunge. Eu adorava, mas era feio que só a porra, não vou mentir.

Mas o que eu lembrei, sabe-se Deus por quê, e que ilustra o lance de gente que você nunca viu mas tá de olho, é de uma passagem dos meus tempos cabeludos. Durante alguns anos, quando eu achava que minha carreira musical era promissora, eu usei os cabelos compridos. Nada no mundo indicava que eu cortaria o cabelo, era rock’n'roll e tal, era a minha marca registrada ser cabeludo. Só que, como sempre, enjoei da minha cara. E rapei a cabeça.

Um dia, tava no interior, na baladinha de sempre que vão sempre as mesmas pessoas, e ouvi uma menina que nunca tinha visto na minha vida comentar com a amiga: “Nossa!!!! Ele cortou o cabelo!!!”

Eu acho que lembrei dessa história toda porque hoje um cara me disse que, de barba, eu fico com cara de árabe. Aí fui lembrar que a galera tá de olho no visual direto.

Pode ter sido isso, mas sei lá.

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