Ontem, depois de uma tuitada do Persio, dizendo que tomou uma bronca do chefe porque estava no twitter e no Facebook no trampo, a Eli respondeu com o link para essa matéria da exame. A gente trocou algumas mensagens sobre isso, mas resolvi desenvolver o tema.

Discordo totalmente da reportagem. Basicamente pelo seguinte. Executivos e pseduo-executivos tem uma mania detestável de que tudo nessa vida tem que virar trabalho. Então, minhas considerações:

GET A LIFE! Tem muito mais coisa prá se fazer na sua vida do que simplesmente uma carreira profissional. Se você assistiu O Iluminado, lembre-se da célebre frase: Só trabalho sem diversão, faz de Jack um bobalhão.

Facebook = Curtir! Quando alguém montou uma rede social com um botão CURTIR, status de relacionamento e direcionado para a galera da faculdade, duvido que estava pensando “futuros empregadores vão vir aqui prá ver se vale a pena contratar a galera”. Se fosse para ser profissional o botão seria “OK”.

Linked In, já ouviu falar? Tem uma rede social direcionada para profissionais, onde você fala de seu trabalho e coloca seus contatos de negócios. Eu tenho meu perfil lá e é onde tenho meu currículo online. Essa é a diferença entre as duas redes. Linked In tem os contatos, Facebook tem seus amigos. E com os amigos eu quero falar de futebol, música, contar piadas, mostrar fotos do meu filho e marcar baladas. Coisa que no Linked In, óbvio, não faço.

Referência não é currículo. Claro que se você vai fazer uma entrevista, a empresa pode te procurar no Facebook prá ver que tipo de pessoa você é. Mas se uma empresa desiste de me contratar porque eu toco guitarra, jogo PS3, saio com os meus amigos e brinco com o meu filho, eu é que não quero trabalhar nesse lugar de merda.

Bom senso independe de rede social. Se nego vai procurar emprego na Vivo e tá no Facebook sentando a boca na Vivo porque o sinal é ruim, o 3G não funciona e o iPhone 4 não chegou, aí não pode reclamar da vida.

Tudo depende dos seus objetivos. Se você QUER usar o seu perfil no Facebook para divulgar seu trabalho, claro que é uma puta vitrine. O que eu não acho legal é isso virar regra.

Por fim, nem tudo está perdido. Uma das dicas, de ter o seu perfil e o seu perfil profissional até vale a pena. Mas eu prefiro continuar direcionando quem quer saber da minha carreira para o Linked In, feito para isso e mais adequado.

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