Archive for January, 2010

Hoje, se seu paradeiro fosse conhecido, Elvis faria a sua festa de 75 anos.

Digo isso porque é mais do que sabido que ele não morreu, apenas voltou para seu planeta de origem.

Elvis é a figura mais importante do Rock’n'Roll no mundo. Se não fosse por ele, branco, bonito e com um carisma gigantesco, muito provavelmente o rock seria uma coisa marginal, tocada por negros no interior dos Estados Unidos e sabe-se lá como seria sua evolução pelo mundo. Entre os muitos artistas que Elvis inspirou, estão ZZ Top e os Beatles, por exemplo. Dá prá imaginar um mundo sem Elvis e sem os Beatles?

Claro que ser branco e bonito, há mais de 50 anos atrás, ajudou o sucesso dele. Mas não seria nada se não fosse sua voz e seu carisma. A voz é inconfundível, largamente imitada pelo mundo todo. E, já falei isso antes, até hoje me impressiona quando vejo imagens do Elvis, já gordo, inchado de remédios e bebidas, com sua clássica roupa branca brilhante, fazendo shows em Vegas e as mulheres, suas fãs desde sempre, fazendo fila na frente do palco para beijá-lo na boca. É o mesmo carisma que faz com que ele tenha fãs até hoje, mesmo os que nunca sequer o viram vivo. Quando Elvis (dizem) esticou as canelas, eu tinha só 4 anos, não tinha a menor condição de entender o que ele era ou o que significava.

Comecei a ouvir Elvis quando tinha uns 14 ou 15 anos, quando comecei a minha busca pelo rock de raíz, prá entender melhor o que eu ouvia na época. Algo tipo “arqueologia musical”, por assim dizer. E é muito difícil escolher uma música dele como a minha favorita. Hound Dog, Jailhouse Rock, Heartbreak Hotel, a versão de Elvis para My Way, Always on my Mind, Don’t be Cruel, Love Me Tender, enfim, é muita música boa. Mas acho que se me apontarem uma arma e perguntar, eu diria é All Shook Up, que até onde sei, não é nem das mais conhecidas por aí.

Mas que um cantor, performer, artista, Elvis virou um ícone. Símbolo de um estilo, a cara de uma geração, o primeiro fenômeno da história do Rock.

Sou fã declarado.

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É isso que dá falar que alguma coisa é o mais legal do ano antes do ano acabar. Depois você vê que outra coisa é mais legal e queima a língua.

E é óbvio que isso aconteceu comigo. É só ver que escrevi que o jogo do ano para o PS3 era o Batman e PIMBA! Lá vem o Uncharted 2 e me ferra.

Uma das minhas maiores vergonhas no PS3 é não ter jogado o primeiro Uncharted, que alguns amigos sempre me falaram que é muito bom. O problema é que eu não gostei do demo que estava na PSN, aí não empolguei com o jogo. Mas depois de jogar o segundo, descobri vários motivos para tentar jogar o primeiro.

Começando pelo carisma do personagem principal. Drake é o cara. Engraçado, briguento e extremamente azarado, ele conquista de cara, sempre com alguma frase irônica sobre a pessoa ou situação em que está envolvido. Mas um bom personagem não é nada sem outros bons personagens e uma história bacana. E os outros personagens também são bem legais. Chloe (ahhh…), Elena e Sullivan são cativantes, engraçado e até misteriosos. E como um herói não é nada sem um vilão, Lavazeric não deixa nada a desejar. Até o Flynn tem lá seu valor.

A história, basicamente, é: Marco Polo descobriu o caminho para Shambala, mais conhecida como Shangrilá. E Drake é convidado para descobrir o caminho para esse paraíso perdido, que guarda um segredo muito maior que somente sua localização. Durante a históra, Drake, seus amigos e seus inimigos vão descobrindo quais são esses segredos e cabe ao nosso herói descobrir como impedir que o vilão badass módafóca chegue em Shambala e complete seu plano de dominação mundial (UIA).

E para completar, a jogabilidade é muito boa. Tem umas falhas e algumas coisas que acabam enchendo um pouco o saco, mas no geral a experiência é muito satisfatória. Entre os desafios, puzzles, batalhas, muita escalada e a busca pelos tesouros escondidos em cada fase. O replay é quase que obrigatório, porque além do jogo ser bom, tem troféu a rodo para ganhar, e acho que pegar todos logo de cara é meio difícil.

Mas mesmo se você for ratão e pegar todos os troféus na primeira jogada, ainda tem o modo online! Rá! Vários modos de competição ou colaboração, bem divertidos mesmo com os estranhos na PSN, e muito mais legal quando joga com seus amigos conhecidos.

Se eu disse que o Batman era o jogo do ano (de 2009, claro), ele perdeu o posto para o Uncharted 2 aos 48 do segundo tempo. Altamente recomendável, ainda mais para jogar online comigo. E faltam só 4 troféus para eu ganhar o de platina! Go Pato!

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