Archive for November 10th, 2009
Esses dias eu estava pensando nas minhas guitarras. Taí uma coisa que eu gosto muito. Não só das que eu tenho, mas das que já tive e das que sei que ainda terei.
A minha primeira guitarra foi uma Gianinni vermelhinha, com uma alavanca tipo das strato da Fender. Bonitinha, mas ordinária. Adorava a danada. Desafinava a cada tocada, mas ganhei de presente do véio, sem esperar, lá em Aguaí. Veio do nada, até hoje não sei porque, mas acho que essa chegada “inesperada” fez com que eu gostasse tanto dela. A segunda também foi uma Gianinni, que não me lembro bem como veio parar na minha mão. Se não me engano, troquei com uma mina. Dei um baixo (também Gianinni) e fiquei com a guita. Também era safada de ruim, mas foi legal porque eu dei uma reformada nela, pintei de branco e sei lá como eu acabei vendendo aquele traste. A minha Gianinni vermelhinha eu até hoje não sei que fim levou.
Aí ganhei um Dolphin Trash, vinho metalizado, ponte floyd rose, coisa fina. Essa era bacana. Levei até no luthier da Dolphin para regular, era o bicho. Gostosa de tocar, bonita, adorava aquela guitarra. Antes de contar o fim que ela levou, um interlúdio para contar da guitarra que eu tenho até hoje.
Lá pelos idos de 92, resolvi começar uma poupança para comprar a guitarra que eu quisesse. Na época, era uma Jackson, provavelmente uma Flying V. E comecei mesmo. Fiz um plano de capitalização qualquer no banco e vamos que vamos. Lá para junho ou julho de 1994, consultei o saldo e ACHEI que dava para comprar. Tudo isso foi pré-real. A moeda corrente na época era o Cruzeiro Real, com uma unidade de conversão, a URV. Tá vendo, minhas guitarras fazem parte da história econômica do país. Fui para a Teodoro Sampaio, tradicional ponto de compras musicais de SP e peguei a Flying V da Jackson. Na hora, decidi que não era o melhor modelo para ser ter. Que era melhor uma mais tradicional. E comprei um modelo strato, mesmo, azul metálico escuro. Linda. Minha cara. Tenho até hoje. Depois ela foi para luthieria, blindou captadores, ajustou altura de cordas, é uma delícia de guitarra, para tocar qualquer coisa.
Voltemos à Dolphin: depois que comprei a Jackson, sei lá porque, minha mãe deu a minha Dolphin para o meu primo, que estava aprendendo a tocar. Deve ter achado que ter duas guitarras é muito. Em algum momento, me lembro de ter concordado com essa doação. Mas daquele jeito que os filhos concordam com os pais, sabe? Você está comunicado, logo você concordou! Aliás, Bruno, seu viadão, se não levou a danada para a Austrália e ela está jogada por aí, manda alguém me devolver! ;o)
Mas a guita que eu acho a mais bonita eu ainda não tinha. Só no ano passado que eu comprei a Les Paul. Aí mais uma história batuta: Eu tava pensando em comprar uma Custom, preta, coisa linda. Fui para a loja e pedi a Custom, toquei, olhei, fucei, mas a mágica não rolou. Aí olha Les Paul daqui, dali, peguei uma Gold Top. Pronto, rolou a mágica. Qualquer guitarra pode ser preta, mas dourada e ainda assim linda, só a Gold Top. Essa é outra para a vida toda.
Ainda faltam algumas: a Stratocaster que ainda tem que rolar, a Ernie Ball Musicman EVH, que é sonho de moleque, e uma outra Les Paul, provavelmente a Standart. Mas acho que só depois que eu montar meu estúdiozinho em casa para isso tudo…
Um dia falo dos baixos e dos violões e afins.

