Só pode ser maluquice. Ou doença, mas prefiro achar que sou doido a achar que sou doente.

As coisas vão indo bem. Aliás, está tudo ótimo. Tudo bem no emprego, com viagem marcada para o mês que vem para Inglaterra e Alemanha, tudo bem em casa, com a Dé cada vez mais linda e o Pedro cada vez maior, dando umas bicas extreme na barriga da Dé, meu aniversário foi legal, com os amigos reunidos, tudo foi batuta, tudo está bem.

Menos eu.

Eu não estou bem, e não sei porque, que é o que me dá mais desespero, mais bode, mais tudo. Estou, de novo, com aquela sensação que tenho de vez em quando que eu não faço nenhuma diferença e isso me incomoda mais que quase tudo nessa vida. Aliás, só tem uma coisa que me incomoda mais que isso, que é nego achar que eu sou estúpido. Mas quando isso acontece eu fico violento (o que também é uma merda) e quando eu acho que não faço a diferença eu fico só triste. É difícil descrever o sentimento. É uma impressão de que quando estou por perto, tudo bem, estou, mas quando não estou, tudo bem, também, ninguém sente falta. E para piorar, conscientemente acho uma puta frescura. Cresci sendo preparado para ser sozinho, o que vier a mais é lucro. E estar no lucro e ficar resmungando é uma merda. Essa sensação de indiferença e de não estar fazendo nada certo me irrita profundamente também por causa disso. E o pior é que só conheço um jeito de melhorar, que é simplemente não fazer nada. Até a vontade de fazer as coisas voltar. Só que não sei ficar sem fazer nada e acabo fazendo merda. Já dizia o filósofo, é fazendo merda que se aduba a vida.

Vou melhorar. Sempre melhoro. Espero que rápido.

3 Responses to “Doideira”

  • Jinn says:

    Não faz diferença? E aquele berço ali do lado da batera do Rock Band saiu de onde?

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  • Fernanda says:

    oooo Paul!
    sei bem do que tu ta falando meu véiu, sinto isso com uma frequencia maior do que gostaria e quem sabe até do que suportaria, mas a realidade é que a gente suporta, e sabe pq? pq a gente é “sanguenuzóio”, como vc mesmo disse: crescememos preparados para ser sozinhos. Somos seres essencialmente sozinhos… os outros nos servem como espelhos, onde vemos refletido aquilo que somos, mas quando não há a figura do outro ou quando passamos a nos sentir indiferente perante este outro, entao de forma inevitavel passamos a olhar para nós mesmos… as vezes dói olhar, principalmente quando a gente sabe e entende um MONTE de coisa, mas na pratica falhamos… tsc
    + de uma coisa eu sei: tudo o que nos ocorre é pq ja somos capazes de passar por isso! seja isso lá o que for…
    “guenta” as pontas ae que estamos todos no mesmo barco!
    bjoo.
    Fernanda.

    [Reply]

  • says:

    Fomos criados pra sermos independentes, sozinhos não. A frase que eu ouvi junto com você a minha vida inteira foi “se papai e mamãe não estiverem mais aqui, vocês só terão pra sempre um ao outro”.
    Mesmo com papai e mamãe na área como sempre, mesmo com essa véia irmã que jamais esqueceu essa frase, eu sei que essa coisa cíclica vai sarar só daqui a um tempo. De vez, pra sempre, quando Pedro estiver com você. Só olhando pra ele você vai saber o quanto é pleno, perfeito, capaz e possuidor do maior dom divino que alguém pode ter, o de gerar uma vida, moldar um ser humano pro bem.

    [Reply]

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