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Aliás, não só o domingão, mas todo o final de semana. Já na sexta de noite, pizza em casa com a família buscapé reunida. Pela primeira vez, 7 pessoas e 1/2 na mesa. Eu, Dé, pai, mãe, cunha, irmã, sobrinho e o Pedrinho na barriga da Dé. Muita falação, muita pizza e depois de comer e assistir Lost (e que Lost), muito sono.

Sábado, aula de música, road tour até a Vila Mariana para buscar a Dé, almoço no shopping e depois, bora comprar madeiras, já que meu pai vai “fabricar” uma estante para o quarto do Pedro, que a Dé pediu para ele fazer. Isso que ele já fez um cavalinho de madeira e um caminhãozinho. Mas ele gosta de fazer isso e queria mesmo fazer mais coisas. Acho que se deixasse, ele tinha feito até o berço. Prá terminar o sabadão, toca tirar as coisas do quarto que vai ser do Pedro, para poder pintar. Cacete, como a gente junta tralha. Nem eu lembrava que eu tinha tanto CD. Até falei prá turma que eu ia ripar tudo para jogar no iPod e depois jogar tudo fora… Mas quem disse que eu tenho coragem de jogar fora os meus CDs?

Domingão, hora de pintar o quarto. Taí uma coisa que eu podia ter contratado alguém para fazer, mas quis fazer eu mesmo. Pô, a gente não precisou falar nada, mas só de estar ali, eu e o véio, pintando o quarto do filho e do neto que está chegando, foi legal. Foi daquelas coisas que o dinheiro não paga. O braço doendo de pintar forro, o cheiro de tinta, mas é uma coisa que eu tinha que fazer. Sei lá, acho que pintar o quarto foi um ato meio simbólico, por assim dizer. Tinha que ser eu. Senão ficaria meio impessoal, sabe como é? Tipo, esse berço é de tal lugar, a cama de tal, a pintura foi o Zé… Não, não foi o Zé. Fui eu. Poderei virar para ele e falar que “seu pai pintou seu quarto”. E enquanto eu pintava lá com o véio, a Dé estava na sala, fazendo o kit do berço. E tá ficando lindo. E eu também prefiro um milhão de vezes que ela faça do que comprar um. Primeiro porque é caro prá cacete prá ter meia dúzia de panos. Segundo que o que a Dé tá fazendo tá muito mais bonito que os que a gente viu por aí, além de ser “modelo exclusivo”. E por último, porque tem muito mais amor em fazer do que em comprar.

Te falar, esse negócio de virar pai é animal. Se metade do mundo entendesse isso melhor, o mundo seria um lugar BEM mais agradável.

2 Responses to “Domingão diferente”

  • Mila says:

    Puxa, esse texto me emocionou! Nada como uma criança chegando!

    Mila

    [Reply]

  • says:

    Ahahahah eu tbm quis pintar o quarto, e com o velho. Duas vezes!
    E papai fez ponto cruz pro Caio!
    Vem logo Pedroooo!!!!!

    [Reply]

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