Só se fala de Tropa de Elite. Também, pudera. Até eu que sou contra todos os hypes do mundo, entrei na onda. Aliás enquanto escrevo isso, estou usando uma camiseta do BOPE, que meu chefe mandou trazer do Rio!
É disparado o melhor filme nacional que eu já vi. Melhor que Cidade de Deus, melhor que os 2 Fi du Chico, melhor, melhor, melhor!
E mercadológicamente, não tinha hora melhor para sair. Num momento que nem o que a gente atravessa hoje, cheio de insegurança, corrupção e com a constante sensação de impunidade que a gente tem no Brasil, um filme que mostra um policial incorruptível que faz justiça tinha tudo para se tornar um sucesso.
É meio assustador ver um cara que nem o Capitão Nascimento ser erguido ao patamar de herói nacional. Afinal, o cara é violento, torturador, paranóico e faz justiça com as próprias mãos, matando e mandando matar os bandidos como se não existissem os sistema judiciário e penal do país. Mas, é o retrato do pensamento brasileiro.
Para o cidadão médio, que nem eu, por exemplo, a idéia de ter uns capitães nascimentos por aí, enchendo bandido de bolacha e bala, em vez de estar levando bola para proteger os próprios, chega a ser reconfortante. Para quem vê na TV bandidos condenados em liberdade, curtindo a vida com a grana que ganhou ilegalmente, enquanto o advogado dele apela pela miléssima vez da sentença que condenou o desgraçado, é como um ópio ver um personagem que mata os bandidos sem perguntar quem é, quanto ganha ou quanto ele vai levar para poupar a vida dele.
Ver um bandido, mesmo que de mentirinha, apanhar na cara, ser sufocado, tomar tiro e morrer é até engraçado. Tanto que tinha gente brava comigo no cinema porque eu não parava de rir.
O filme é facista, dizem alguns. E se for? A tal da liberdade de expressão só vale quando o filme endeusa bandidos? E eu acho que não é. Não percebi, em momento algum, o filme tomar o partido do personagem principal, defendendo seus atos e dizendo que o certo é fazer o que ele faz. Quem julga os atos dele é o público e as reações são as mais diversas. Vai desde reações como a minha, que adorou o filme e adorou ver bandido apanhando e morrendo, até a dos caras que acusam o filme de facista ou de apologia a violência.
Quer saber quem seria um herói maior que o Capitão Nascimento? Um justiceiro que em vez de espancar, torturar e matar bandidos, fizesse isso com políticos corruptos. Aí sim, eu ia querer ver as reações do país. Eu, com certeza, iria adorar.
E antes que alguém reclame, estou falando de uma obra de ficção, é claro.



Também assisti ao filme… Uma obra de ficção. O que a realidade mostra, pelo menos por aqui, é que se enterrou tantos policiais quantos bandidos… Mas tem algo muito realista no filme: um bando de panacas fazendo passeada pela paz…Deveriam ser os primeiros a serem “agraciados” pelos “mimos” do Cap.Nascimento para deixarem a hipocrisia e alienação de lado.
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