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Bom, antes de mais nada, vamos relembrar um pouco a trajetória do PS2. Como gostam de dizer os saudosistas e professores de história, entender o passado é prever o futuro.

Quando comprei o PS2, veio com 5 jogos: GTA3, GT3, Wacky Races, Ico e mais um que eu honestamente não me lembro. Todos eram legais e, comparando com a geração anterior eram um salto gráfico absurdo. Não custa lembrar que a geração anterior era, na maioria esmagadora, de 32bits, do PS1. Depois de um tempo, FFX, um RPG prá ninguém botar defeito. Mortal Kombat Deadly Alliance. E vamos tocando a vida.

O tempo vai passando, e o pessoal vai aprendendo a fazer jogos para o PS2. Gran Turismo 4, apesar de não vir com o esperado modo de jogo online, era bem melhor que o GT3. GTA San Andreas, o melhor até agora. Do mesmo time que fez o Ico, Shadow of the Colossus. God of War e quando ninguém achava que dava para melhorar, God of War II. E Final Fantasy XII, que fez muita gente perguntar: Next Gen prá quê?

O Playstation 3 chegou às lojas dia 11 de novembro de 2006. No Brasil, alguns estavam à venda por até R$7.000,00. Dava para ir para os EUA, comprar um, dar um rolê e voltar. Além disso, a quantidade de títulos ainda era pequena.

282 dias depois do lançamento, comprei o meu. Peguei alguns jogos. Se a história se repetir com o PS3, o console tem um potencial absurdo. Essa primeira geração de jogos, com as empresas ainda pegando o jeito de fazer os games, já mostra o poder do console de uma maneira que fica até complicado imaginar como serão os que sairão daqui a 3 ou 4 anos.

Os jogos de corrida são impressionantes. MotorStorm, Gran Turismo HD, F1 Championship Edition e Need for Speed Carbon tem visuais assustadoramente bons. Jogabilidade excelente, cada um ao seu estilo. E Dirt, ainda no Demo, dá vontade de ir apresar os caras lá no estúdio para sair o definitivo logo.

Eu falei de God of War no PS2. Imagine que ele fica parecendo jogo de Atari quando você vê Heavenly Sword. Até agora, os gráficos mais bonitos que vi no PS3. Ninja Gaiden Sigma, além de impressionante graficamente, tem a melhor resposta que eu já vi em um controle de vídeo game.

A única decepção até agora, para falar a verdade, é o Resistance: Fall of Man, que apesar de ser muito bom, eu esperava mais.

Saindo um pouco dos jogos, os recursos online do console também são muito bacanas. A PlayStation Network, onde você pode baixar demos de jogos, jogos completos, filmes, trailers de filmes e jogos, jogos para o PSP, ter uma lista de amigos e, claro, jogar com outros jogadores ao redor do mundo. Nas configuração de som, você pode ajustar o som para Dolby ProLogic II, DTS e vi rodando num Home Theather com 7.1 e passei mal. E tudo, claro, preparado para HDTV, 1080DPI… Fica uma coisa sem noção, não vou mentir.

O Sixaxis, novo controle wireless do PS3 é muito leve, ótimo para jogar e o sensor de movimentos dele funciona até que bem. Claro que quem está acostumado com o PS2 sente falta do rumble, mas não chega a incomodar, não. E parece que já está para sair o controle com essa funcionalidade, então beleza.

Então, respondendo meu caro amigo Yabu, que perguntou que tipo de maluco compra um PS3, eu respondo: meia hora vendo o console funcionar, a resposta fica bastante óbvia.

4 Responses to “PS3 – As primeiras impressões”

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