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Um dia eu escrevi aqui que Final Fantasy X era o jogo mais legal que eu já tinha jogado. Que era o que eu mais jogava, mesmo depois de já ter terminado o danado pelo menos três vezes. Mas é porque eu não tinha jogado Final Fantasy XII. Meu, esses japas da Square Enix sabem fazer jogo, PQP!!

Ele é totalmente diferente dos Final Fantasy que eu estou acostumado, mas é um absurdo. Parece que a Square conseguiu achar o equilíbrio, que eles procuraram com o Kingdom Hearts, entre as mecânicas de RPG e jogo de ação. Você tem duas opções de como controlar a party: controlar as ações do líder da party e fazer com que os outros personagens executem ações automáticas ou controlar um por um, o que, aqui entre nós, é bem mais complicado. Mas não é impossível.

O lance das ações automáticas não quer dizer que elas sejam aleatórias. Você “programa” as ações dos personagens através de “gambits”, de dois tipos: um para amigos e um para inimigos. Então, você pode colocar ações de cura para membros da party com menos de 50% do HP e atacar o mesmo inimigo que o líder a party. Mas a ordem dos fatores, aqui, altera o produto: se você manda o cara atacar antes de curar, ele só cura depois que o inimigo morrer. Se manda curar antes, ele primeiro cura, depois volta a bater. O que é mais útil, aqui entre nós. Conforme você vai evoluindo, por abrir novos “slots” para os gambits de cada personagem. Isso significa programar mais ações. Por exemplo, além de curar e bater, você pode programar o personagem para remover status ruins, como o blind, confusion, oil e outras.

Como nos MMOGs (aliás, FFXII parece muito um MMOG), você depende muito mais de armas, armaduras, escudos e acessórios para os status de seus personagens do que nos jogos anteriores. E tem arma prá dedéu no jogo. Espadas de uma e duas mãos, lanças, adagas, arcos, aqueles arcos com gatilho que não sei como chama em português (crossbow em inglês. Tem que diga Besta, em português, mas eu acho escroto demais), revólveres (sim, rolam uns tiros), machados, martelos, socos ingleses… E você pode lutar de mãos fazias. Seu personagem parte para a troca de socos, literalmente, com os monstros. Mesma coisa para os outros equipamentos, em grande variedade, além de elementais, que aumentam ou reduzem o dano dado ou recebido de acordo com o elemento do equipamento e do monstro.

Não seria Final Fantasy se não tivesse mágica. Muita mágica. Mais que os outros que eu me lembro. E agora, em mais categorias. O que antes era só White ou Black Magic, agora é subdividido. Haste, por exemplo, virou Time Magic. Protect e Shell viraram Green Magics. Dark é uma Arcane Magic, e por aí vai. E as thecniks, como Libra, que serve para ver mais detalhes do inimigo, por exemplo, substituindo o antigo Specials, que não consomem MP.

E para terminar, como todo bom Final Fantasy, tem que ter:
CHOCOBOS – e dessa vez você vai gostar. Os Chocobos estão sensacionais!
SUMMONS – seres poderosos que ajudam nas batalhas? Claro que tem!
ATAQUES ESPECIAIS – não tem mais overdrive, mas MIST vai te deixar de boca aberta.
CID – não existe FF sem um Cid. Ponto.
INIMIGOS GIGANTESCOS – demorou. Quanto maior, maior o tombo!
ROUPINHAS CURTINHAS – personagens femininas de roupinha curtinha, é nóis!
SIDE QUESTS – identifiquei umas 5, sem fazer força. Com certeza tem mais.
HISTÓRIA TRISTE DE JAPA – é da Square? Eles são japa? Então tem.

O relógio que marca o tempo do meu jogo já chega em 40 horas. Final? Nem sinal ainda…

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