Cara, ontem vi o debate entre os candidatos a governador de São Paulo. PQP, a coisa é feia demais. Uma breve análise, desse blog que de dois em dois anos fala de política:
Geral: é impressionante a cara de pau de antigos inimigos, se juntando contra novos inimigos. De todos os que estavam ali, de longe os que mais se atacaram na vida, eram PT (Mercadante) e o PMDB (Quércia). Ontem, “sem querer”, eles estavam unidos contra o PSDB (Serra). Mas, apesar de tudo, deu prá ver quem está preparado ou não, tanto para o debate quanto para a função. E realmente, numa avaliação isenta, só o Serra e o Mercadante sabiam o que estavam fazendo ali. O Plínio é um cara inteligente, pelo menos aparenta ser, mas vive num mundo de faz de conta.
) O Quércia morreu e esqueceu de deitar, parece que tá num comício o tempo todo, falando que o que vai fazer, como se ele decidisse tudo sozinho. E o Carlos Apolinário esqueceu de levar a foto do Brizola, porque falou nele o debate todo.
Agora, uma análise individual de cada um, com a melhor frase durante o debate:
Plínio: É o Suplicy do PSOL
Frase: Quércia, você, o Fleury, o Covas, o Alckmin, todo mundo fala que fez casa popular. Tem um défcit de 700 mil moradias e um milhão e 400 mil imóveis desocupados em São Paulo. Explica isso aí prá turma. (Ao fazer sua “pergunta” sobre habitação)
Carlos Apolinário: Aprendiz de Brizola. Usa sua honetidade como diferencial, em vez de ser o padrão. Fizeram uma pergunta sobre eduação e ele respondeu sobre segurança.
Frase: Por que só eu sou advertido, Chico Pinheiro? Segurança está relacionado com educação! (depois de levar um pito por mudar de assunto)
Mercadante: É a cara do PT. Arrumadinho, metido a intelectual, mas cutuca que ele explode.
Frase: O Lula vai ganhar no primeiro turno!!! (já ele…)
Quércia: Morreu e esqueceu de deitar. É o retrato de um político antiquado, sem contar que ele tá com um par de orelhas que eu vou te contar.
Frase: OPA! DESCULPA! (depois de socar o microfone, fazendo pose)
Serra: Sempre no limiar da arrogância. Se não fosse isso, seria presidente em vez de candidato a governador.
Frase: Eu posso perguntar para ele? Qual é o problema? (quando escolheu fazer uma pergunta para o Plínio, pelo segundo bloco seguido).
Para terminar, o melhor diálogo do debate:
Quércia: Então, Serra, prá resolver o problema da educação, tem que ter pulso firme! (mexendo a mão meio frouxa).
Serra, rindo: Firme, é?
Quércia, também rindo: Firme!
Serra, ainda rindo: Sei. Firme!

