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Ser ou ter? Essa era, de maneira simplificada, a pergunta. Estou fazendo um curso e em determinado momento o cara que está ministrando o tal curso manda um “exercício” que era prá escolher um dos seguintes verbos: ser, ter ou estar. Escolhi SER, que é o que acho mais importante, mesmo antes de saber o final do que se tratava. Porque prá mim, SER é o que importa. Você ter ou estar, são condições passageiras. Ser, é para sempre. Você é. Ponto. Aí ele pediu para escrever o que você gostaria de ser, ter ou estar.

Escrevi logo depois do ser: pai. Ser pai. Simples, rapidinho, legalzão! :o )

Só que, de todos os defeitos que eu tenho, acho que o que eu controlo menos é a curiosidade. Estiquei o zóião pro lado e li o que o cara do meu lado tinha escrito. Vale ressaltar que ele é (pelo menos aparenta ser) bem mais novo que eu. Ele escolheu ter. E depois, um filho. Ter um filho.

Bom, será que, de maneiras diferente, escrevemos que queremos a mesma coisa? Eu, na minha modesta opinião, acho que não. Posso parecer meio zuado falando isso, ainda mais porque eu não tenho nenhum, ainda, mas eu acho que ser pai é muito mais do que simplesmente ter filhos. Ter filhos é fácil. Saia trepando por aí que você arruma um, querendo ou não. Ser pai, só é quem quer. Tem que amar, tem que cuidar, tem que ensinar, que incentivar, tem até que brigar… Um amigo um dia me disse: você olha seu filho e vê uma caixa vazia. O que você coloca ali é que determina o que ele vai ser. Você tem uma pessoa para moldar. É legal, mas dá um puta medo! Taí um medo que eu estou doido prá ter!

No fim das contas, esse é o meu jeito de pensar. Não importa o que você quer da sua vida, não tenha. Não esteja. SEJA. Se quer ter saúde, SEJA saudável. Se está feliz, perpetue, SEJA feliz. Se quer ter dinheito, SEJA rico (isso quem quer sou eu). Tudo na nossa vida depende de nossas escolhas. Se você escolher ter ou estar, sua escolha é passageira. E tudo que é passageiro, você sabe, uma dia desce do busão.

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