Coisando o Código da 20
Bom, depois do sucesso do livro, foram lançados incontáveis caça níqueis do tipo “decifrando o código”, “quebrando o código”, “desmistificando o código”… Só que ninguém coisou ainda, então eu vou coisar.
Fui ver o filme e achei mais ou menos. Como sempre acho nesses casos (À Espera de um Milagre é a excessão que comprova a regra), achei o livro melhor. Porque muita coisa que é insinuada no livro, no filme é afirmado descaradamente. Tom Hanks está o maior Tom Hanks no filme! Não tá com cara de Langdom. Aliás, acho que quem não leu o livro, não atinou nem o nome dele. Já Silas e Sir Leigh Teabing, vou te contar. Os caras dão show. Eu só achava que o Teabing era mais engomadinho, como ele aparece descendo do jato na Inglaterra. No filme é meio avacalhado e tal. Já Silas, para a história ficar perfeita, só faltou explicar mesmo um pouco mais a história dele, de albino órfão, delinquente juvenil, salvo pela igreja e transformado em fanático religioso.
Bezy Fache merece um parágrafo à parte. É o melhor do filme, na minha opinião. Também ficou um pouco mal explicado, com uma frase solta da Sophie para o Langdom (ele é o Touro, não para até prender quem acha que é culpado) e o fato dele ser da Opus Dei, que ficou meio jogado no roteiro.
No mais, muito bacana todos os franceses falarem francês (e não inglês, como é normal em filmes americanos) e Silas, Aringarosa e o Mestre falarem em latim. Mesmo que eu não soubesse, ficaria na cara que o diretor é o mesmo de “Uma Mente Brilhante”. Os “puzzles” com o efeito “light and drag” para serem resolvidos e eu achei que até a trilha sonora é muito parecida entre os dois filmes, em vários momentos.
Somando-se os prós, os contras e noves fora, achei que é um filme mediano. Se eu não tivesse lido o livro, sairia puto do cinema, perguntando “mas no fim, qual é a polêmica toda dessa história?”. Achei, inclusive, que no final, o filme dá uma arregada, com o Langdom falando para Sophie: “Não importa se Ele foi ou não sagrado. Ele inspirou e inspira os homens até hoje. O que importa, de verdade, é o que você acredita. É a sua fé!”. Ou seja, não importa o que diz o filme. Importa o que você acredita.
Arregou!

