No Brasil tem um negócio interessante. Todo mundo sai das pequenas cidades para as grandes. Seja onde for, todo mundo acaba indo parar numa cidade maior da que nasceu, da que estudou, da que mora… No fim, o destino desse pessoal acaba sendo quase sempre o mesmo: São Paulo.
Exemplos práticos de amigos que nasceram em Aguaí, estudaram em alguma cidade maior (Araras, Campinas, São Carlos) e foram morar em alguma cidade maior ainda da que estudaram, como Campinas ou São Paulo.
Exemplos mais comuns ainda são os milhares de imigrantes que chegam a São Paulo todos os dias, sejam severinos vindo do sertão nordestino, sejam alemães vindo do sul do pais, prá estudar, trabalhar ou, como é praticamente certo no discurso desses caras, tentar a vida na cidade grande.
Eu cada vez mais ouço falar do movimento contrário: gente que sai de São Paulo porque não aguenta mais a cidade grande, para dar certo em cidades menores. E eu, cada dia mais, tenho vontade de fazer isso. Cascar fora de São Paulo para uma cidade menor, com menos trânsito, menos stress, menos violência. A tal da qualidade de vida que todo mundo sempre fala. Eu já tentei isso uma vez, quando eu fui para Petrópolis. Gostei e queria muito que tivesse dado certo.
E agora? Mais uma vez uma chance de eu trocar São Paulo por uma cidade menor bate à minha porta. A vontade, o projeto de vida que eu tracei um dia, me dizem “vai, vai, vai!”. A experiência, aquela vozinha que a gente começa a ouvir conforme vai ficando velho, diz “calma, pensa, vai que dá errado de novo…”.
E eu, humano, errado, imperfeito e indeciso fico assim, sem saber o que fazer, sem saber que voz ouvir.

