Parece que tudo que tinha para ser dito sobre Avatar já foi. Dito, escrito e filosofado. Mas ainda assim, vou escrever o que eu achei. Afinal, o Esblogo está aqui para isso.

Confesso que, depois de tudo que li e ouvi, fui esperando um show visual numa história medíocre.

O show estava lá. O tal planeta Pandora é tudo que já escreveram e um pouco mais. Perfeito é pouco. Tem horas que você fica imaginando o que daquilo que vê é real, o que pode ser real e como pode nada daquilo de fato sê-lo. Animais, vegetação, montanhas, cachoeiras, montanhas flutuantes e, claro, os Na’vi. Tudo é perfeito e harmônico de tal forma que o exagero visual fica equilibrado e deslumbrante. O 3D não é mais um exagero, é só um complemento. Não foram poucas as vezes que quis esticar as mãos e tocar as plantas de Pandora.

Mas a história medíocre, bem, sei lá. Acho que analisar a história por um prisma isolado e fora do contexto visual e do universo criado pelo filme é uma bobagem sem tamanho. Qualquer história fica ruim se analisada desse jeito. Pense no seguinte roteiro:

“Jovem solitário descobre que possui grande poder e, enquanto é guiado por um grande mestre, descobre que deve salvar o mundo de uma grande mal. Tudo piora quando o mestre é morto por seu inimigo, mas o jovem, resoluto, salva o mundo e vinga seu mestre”.

Quem não pensar em pelo menos 5 filmes, daqueles que os nerds mais gostam, com um argumento desses, pode me dizer que o roteiro de Avatar é zuado. E azar de quem achou isso, na verdade.

A verdade é que Avatar é um deleite. Entretenimento no melhor sentido da palavra. É apaixonante, é uma delícia e vai ser lembrado para sempre. Já está na história do cinema, seja por quanto custou, quanto tempo demorou, pela tecnologia que desenvolveu ou pelo tanto de gente que arrastou para os cinemas.

Sinceramente, esqueça o hype, livre-se de qualquer preconceito e veja o filme.

  • Google Bookmarks
  • Netvibes Share
  • Google Reader
  • LinkedIn
  • WordPress
  • Plaxo Pulse
  • Facebook
  • Share/Bookmark

Hoje, se seu paradeiro fosse conhecido, Elvis faria a sua festa de 75 anos.

Digo isso porque é mais do que sabido que ele não morreu, apenas voltou para seu planeta de origem.

Elvis é a figura mais importante do Rock’n'Roll no mundo. Se não fosse por ele, branco, bonito e com um carisma gigantesco, muito provavelmente o rock seria uma coisa marginal, tocada por negros no interior dos Estados Unidos e sabe-se lá como seria sua evolução pelo mundo. Entre os muitos artistas que Elvis inspirou, estão ZZ Top e os Beatles, por exemplo. Dá prá imaginar um mundo sem Elvis e sem os Beatles?

Claro que ser branco e bonito, há mais de 50 anos atrás, ajudou o sucesso dele. Mas não seria nada se não fosse sua voz e seu carisma. A voz é inconfundível, largamente imitada pelo mundo todo. E, já falei isso antes, até hoje me impressiona quando vejo imagens do Elvis, já gordo, inchado de remédios e bebidas, com sua clássica roupa branca brilhante, fazendo shows em Vegas e as mulheres, suas fãs desde sempre, fazendo fila na frente do palco para beijá-lo na boca. É o mesmo carisma que faz com que ele tenha fãs até hoje, mesmo os que nunca sequer o viram vivo. Quando Elvis (dizem) esticou as canelas, eu tinha só 4 anos, não tinha a menor condição de entender o que ele era ou o que significava.

Comecei a ouvir Elvis quando tinha uns 14 ou 15 anos, quando comecei a minha busca pelo rock de raíz, prá entender melhor o que eu ouvia na época. Algo tipo “arqueologia musical”, por assim dizer. E é muito difícil escolher uma música dele como a minha favorita. Hound Dog, Jailhouse Rock, Heartbreak Hotel, a versão de Elvis para My Way, Always on my Mind, Don’t be Cruel, Love Me Tender, enfim, é muita música boa. Mas acho que se me apontarem uma arma e perguntar, eu diria é All Shook Up, que até onde sei, não é nem das mais conhecidas por aí.

Mas que um cantor, performer, artista, Elvis virou um ícone. Símbolo de um estilo, a cara de uma geração, o primeiro fenômeno da história do Rock.

Sou fã declarado.

  • Google Bookmarks
  • Netvibes Share
  • Google Reader
  • LinkedIn
  • WordPress
  • Plaxo Pulse
  • Facebook
  • Share/Bookmark

É isso que dá falar que alguma coisa é o mais legal do ano antes do ano acabar. Depois você vê que outra coisa é mais legal e queima a língua.

E é óbvio que isso aconteceu comigo. É só ver que escrevi que o jogo do ano para o PS3 era o Batman e PIMBA! Lá vem o Uncharted 2 e me ferra.

Uma das minhas maiores vergonhas no PS3 é não ter jogado o primeiro Uncharted, que alguns amigos sempre me falaram que é muito bom. O problema é que eu não gostei do demo que estava na PSN, aí não empolguei com o jogo. Mas depois de jogar o segundo, descobri vários motivos para tentar jogar o primeiro.

Começando pelo carisma do personagem principal. Drake é o cara. Engraçado, briguento e extremamente azarado, ele conquista de cara, sempre com alguma frase irônica sobre a pessoa ou situação em que está envolvido. Mas um bom personagem não é nada sem outros bons personagens e uma história bacana. E os outros personagens também são bem legais. Chloe (ahhh…), Elena e Sullivan são cativantes, engraçado e até misteriosos. E como um herói não é nada sem um vilão, Lavazeric não deixa nada a desejar. Até o Flynn tem lá seu valor.

A história, basicamente, é: Marco Polo descobriu o caminho para Shambala, mais conhecida como Shangrilá. E Drake é convidado para descobrir o caminho para esse paraíso perdido, que guarda um segredo muito maior que somente sua localização. Durante a históra, Drake, seus amigos e seus inimigos vão descobrindo quais são esses segredos e cabe ao nosso herói descobrir como impedir que o vilão badass módafóca chegue em Shambala e complete seu plano de dominação mundial (UIA).

E para completar, a jogabilidade é muito boa. Tem umas falhas e algumas coisas que acabam enchendo um pouco o saco, mas no geral a experiência é muito satisfatória. Entre os desafios, puzzles, batalhas, muita escalada e a busca pelos tesouros escondidos em cada fase. O replay é quase que obrigatório, porque além do jogo ser bom, tem troféu a rodo para ganhar, e acho que pegar todos logo de cara é meio difícil.

Mas mesmo se você for ratão e pegar todos os troféus na primeira jogada, ainda tem o modo online! Rá! Vários modos de competição ou colaboração, bem divertidos mesmo com os estranhos na PSN, e muito mais legal quando joga com seus amigos conhecidos.

Se eu disse que o Batman era o jogo do ano (de 2009, claro), ele perdeu o posto para o Uncharted 2 aos 48 do segundo tempo. Altamente recomendável, ainda mais para jogar online comigo. E faltam só 4 troféus para eu ganhar o de platina! Go Pato!

  • Google Bookmarks
  • Netvibes Share
  • Google Reader
  • LinkedIn
  • WordPress
  • Plaxo Pulse
  • Facebook
  • Share/Bookmark

Difícil. Essa é a melhor definição para o ano de 2009. Não posso dizer que foi um ano ruim, afinal de contas, eu e todos a quem amo estão vivos e bem. Mas que foi difícil, foi. Difícil, tenso e, até certo ponto, improdutivo.

Pela régua de um de meus melhores amigos, o ano se mede em realizações. E se em 2007 comprei minha casa, 2008 nasceu meu filho, 2009 não rolou nada. Não fosse o nascimento do Henrique e do Theo, meus sobrinhos, realmente seria um ano para esquecer.

Pela primeira vez, nos 8 anos de Esblogo, acho que os motivos para considerar o ano tão capenga são pessoais demais, até para mim, que sempre disse que aqui não tinha segredo. Não que seja. Mas não quero desfilar um rio de lamúrias por aqui. Os mais chegados sabem do que estou falando. Acontecimentos ridículos, que valeram a lição de uma vida: é ajudando os outros que a gente se fode. É tentando evitar os problemas que eles acontecem. A frase do ano veio de um filme de animação: Encontramos o destino no caminho tomado para evitá-lo. Mestre Oogway é um sábio.

Mas, como se sabe, sou um eterno otimista. Gosto de ver a parte boa de tudo. E de bom, além das lições, que se mostraram duras, mas sempre proveitosas, o companheirismo dos velhos amigos, além do grande apoio de alguns dos novos.

2009 se vai como um professor severo, daqueles que lembraremos sempre da lição e do mau humor, quase nunca da cara ou do nome.

2010 está chegando com todos os anúncios de ser um ano melhor. Diferente. E esse é o grande barato do ano novo. A renovação da esperança de que tudo vai se ajeitar, tudo vai dar certo. Tudo é novo, de novo.

Os meus já tradicionais agradecimentos de final de ano:

Pai, mãe, Vô, Vó, Dê, Persio, Caio, Theo. A família lindona que cresceu.
Sandro, Alê, Lilica, Lu. Amigos que, mesmo longe, estão sempre perto.
Leozito, de empurrar o carro a emprestar a guita. Esse é prá sempre.
Fábio e Gica. Um é desde sempre, a outra é de agora. Mas já são um só!
Dé, o amor de uma vida.
Pedro, claro, a maior prova de que amor é infinito, intenso, incondicional. Seu pai te ama mais que tudo.

Que 2010 cumpra a promessa de ser um ano melhor que 2009. Esses são os meus votos.

Feliz Natal.

  • Google Bookmarks
  • Netvibes Share
  • Google Reader
  • LinkedIn
  • WordPress
  • Plaxo Pulse
  • Facebook
  • Share/Bookmark

É, esse Wordpress é foda demais, mesmo.

Agora rolou um plugin WPTouch, que assim que instalado no Wordpress, formata o seu blog para um formato adaptado, e até com um certo nível de customização, para o iPhone. Dá prá ver os títulos dos posts, clicando abre o danado, ver os comentários, comentar, navegar pelas categorias, uma alegria.

Não curtiu? Quer o bom e velho Esblogo na palma da sua mão? Sem problemas! É só rolar até o final da tela e desligar a opção Mobile Theme.

Legal, né? Não te faz pensar como você viveu sem até hoje? :P

  • Google Bookmarks
  • Netvibes Share
  • Google Reader
  • LinkedIn
  • WordPress
  • Plaxo Pulse
  • Facebook
  • Share/Bookmark

Já escrevi a crítica do show do AC/DC no Brasil para o portal da Band (que está aqui). Mas queria escrever o que senti aqui, não o que vi, simplesmente.

AC/DC foi a segunda banda que ouvi e gostei, depois que comecei a gostar de rock. A primeira foi Iron Maiden. Por anos achei Angus Young o melhor guitarrista do mundo. Se as músicas são relativamente simples, são também muito poderosas. Riffs como os de Hell’s Bells e Back in Black não são compostos todos os dias por aí. Sem contar que é impossível alguém normal cantar qualquer música da banda. Li um dia uma declaração do Angus dizendo que “Brian Johnson canta como se alguém tivesse jogado um tijolo no pé dele”.  É uma ótima definição e o mais interessante é que não seria legal em nenhuma banda, só no AC/DC, mesmo.

Outra coisa é que não dá prá imaginar o AC/DC tocando em um lugar pequeno. É o que se convencionou chamar de “banda de arena”. Suas músicas são feitas para multidões, shows com tiros de canhão, sinos e muita correria.

E ontem, tudo o que quem foi no show esperava, estava lá. Uma superprodução que não se espera de um show de rock, mas de um show pop tipo Madonna ou Michael Jackson. No começo do show, o vídeo de introdução mostra uma animação da banda andando num trem, fazendo merda e o trem perdendo o controle. A última imagem é o trem vindo em direção ao palco e aí o telão parte em dois, entra uma locomotiva de verdade e a banda começa tocando Rock’n'Roll Train, que já tem tudo para ser mais um dos clássicos deles.

Eu nunca tinha visto o Morumbi tão cheio na minha vida, e olha que eu já vi muito show lá. Era um mar de gente usando chifres piscantes, hipnotizados pela presença de Angus e de Brian Johnson em todas as partes do palco e da passarela que ia do palco até o meio do campo. Rock’n'Roll Train e Hell ain’t a bad place to be foram ótimos aperitivos, mas a terceira música do show foi só Back in Black. Para ser ter uma idéia de como foi a participação da galera durante a música, a hora que eles acabaram de tocar Brian Johnson dá uma risadinha, vira para a galera e diz: “Wow, that was cool”.

O show todo foi espetacular, com uma produção que não se vê sempre por aqui. Mas os clássicos foram algo de assustador. Dirty Deeds, The Jack, Thunderstruck faziam o estádio balançar. Aí Brian Johnson vai até o meio do campo pela passarela, olha para o palco e o sino começa a descer. Enquanto o povo faz muito barulho, ele dá um pique invejável para quem tem 62 anos, se pendura na corrente do badalo como um tarzan e enquanto ele está lá, tocando o sino, começa Hell’s Bells.

A sensação era a de estar em um DVD dos caras. Era tudo que se esperava do show. Depois de quase duas horas, o final de Let There Be Rock é o solo de Angus Young. Cara, ficar sozinho, tocado guitarra para 70 mil pessoas, a 10 metros de altura no meio do estádio lotado é para quem tem culhão. Ou 36 anos de carreira nas costas. E o cara tem os dois.

Acaba o solo, a música, se despedem, mas tudo mundo sabe que não era prá valer. Ainda tem o bis, com Highway to Hell e For Those About to Rock (We Salute You). As duas são emocionantes, ainda mais com a salva de tiros de canhão na última, mas o ponto alto do show, na minha opinião, foi You Shook Me All Night Long. Foi a música mais cantada e cantada mais alto na noite. Foi um negócio arrepiante, coisa de doido, mesmo. E ainda foi cantada adaptando a letra, já que o verso ficou “knocking me out with her brazilian thighs”.

Depois que a banda sai do palco, ainda tem uma queima de fogos, como se para lembrar a gente que não foi só um show de rock. Foi um evento, e um senhor evento.

Fazendo uma conta besta no fim do show, 70 mil pessoas a uma média de R$ 200 por cabeça, dá R$ 14 milhões por um show. É muito? Claro que é, mas acho que a produção leva tranquilamente metade dessa grana. Imagina quanto custa carregar essa infra toda por aí? Com locomotiva, sino, canhões e tudo mais.

Poucas bandas de hoje se preocupam com a produção de um show como eles. Dos que eu já vi, acho que só Iron Maiden e o Kiss chegaram perto. Mas o fator de diversão do AC/DC eu achei muito melhor. Me atrevo a dizer que é o melhor show que eu já assisti ao vivo na minha vida.

  • Google Bookmarks
  • Netvibes Share
  • Google Reader
  • LinkedIn
  • WordPress
  • Plaxo Pulse
  • Facebook
  • Share/Bookmark

O verdadeiro blues não faz ninguém gingar. Se faz gingar, não é blues. Eles chamam de blues, mas não é. O blues é solitário. O blues é isso: quando você está sozinho e preocupado e não sabe o que fazer.

Son House

Só para constar, Son House foi o cara que inventou a história de Robert Johnson ter vendido a alma para aprender o blues, a história mais contada no mundo dos guitarristas. E ele também fazia coisas desse tipo. Responsa.

  • Google Bookmarks
  • Netvibes Share
  • Google Reader
  • LinkedIn
  • WordPress
  • Plaxo Pulse
  • Facebook
  • Share/Bookmark

Não tinha assistido ainda. Vi esse feriado. Não é o melhor filme da série, porque não é melhor que o Prisioneiro de Askaban, mas depois do Cálice de Fogo e da Ordem da Fênix, é um alívio ver que voltaram a fazer um filme, e não filmar um livro. É também um filme para quem conhece a história do livro e está com a cabeça aberta para aceitar que o filme é uma adaptação do que está escrito para outra linguagem.

Todos os elementos principais do livro estão no filme, menos um, que considero um dos mais importantes: a angústia de Harry, de saber que tem pela frente a maior de todas as obrigações, saber que vai ao menos tentar, mesmo que possa morrer por isso e que esse é o seu destino mais provável, já que seu adversário é mais experiente, mais poderoso e não tem o menor problema em matar quem quer que seja, inimigo ou aliado, para conseguir o que quer.

É o mais sombrio de todos os filmes da série, mas ainda é recheado de “alívios cômicos”, para não perder as crianças que acompanham. Isso quebra o ritmo e tira muito do clima pesado que a série deveria ter no final.

E o pior de tudo, que é uma coisa que eu não consigo entender: por que nos filmes o Dumbledore não usa óculos? A descrição favorita da autora (pelo menos acho que é, pelo tanto que ela repete isso) é “bondosos olhos azuis atrás dos óclinhos de meia-lua”.

Mas a rápida constatação, depois de assistir Twilight é que Harry Potter é muito melhor.

  • Google Bookmarks
  • Netvibes Share
  • Google Reader
  • LinkedIn
  • WordPress
  • Plaxo Pulse
  • Facebook
  • Share/Bookmark

Eu sei que faz tempo que saiu e faz tempo que eu tenho, mas acredite, só agora consegui jogar o Rock Band dos Beatles prá valer. Primeiro por causa da minha TV, que pifou e fiquei uma semana no limbo televisivo e gamístico (gay místico é a mãe), e depois por causa do Pedro. Sim, é impossível jogar perto dele. Ele alucina e vira um pequeno Kurt Kobain, quer pegar a guitarra e sair batendo em tudo que tem por perto. Que continue assim! :o )

Peripécias à parte, o que importa é o que interessa, já dizia a Lilica, e o que importa é o jogo. Primeiro, a mais óbvias das constatações. Se você não gosta de Beatles, não vai gostar do jogo. É óbvio, mas sabe como é, né? É que nem tentar ver aquele filme com o cara que você odeia, prá ver se dessa vez ele acertou, mas ele nunca acerta. Então, se não gosta de Beatles, vá de Rock Band 1, 2, ACDC, qualquer coisa, menos esse.

Como eu gosto de Beatles, o jogo é uma delícia. É a melhor direção de arte que já vi em um vídeo game, e isso vale para qualquer título ou gênero. O jogo é lindo visualmente. Não foram poucas as vezes que eu errei notas nas músicas porque estava distraído com o que acontecia no background. As partes em que o cenário é Abbey Road e começam as viagens são estonteantes. Multicoloridas, psicodélicas, anos 60 e LSD total. As representações digitais dos Beatles e seus diferentes visuais também são ótimas. Ainda moleques tocando no Cavern, nas TVs em preto e branco, bigodudos, barbudos, cabeludos, devem dar orgulho aos que se vêem e aos descendentes dos que já se foram.

O jogo é mais bonito que o Rock Band normal. Claro, tem a evolução natural de quem está programando e aprendendo a usar o poder dos consoles, mas o cuidado com os detalhes é mais aparente. Entre as evoluções, para o PS3, estão os troféus, que no meu primeiro RB não tem, extras como fotos e vídeos históricos dos Beatles e, o mais importante, a harmonização dos vocais. Tem algumas coisas a menos, também, já que você não customiza um personagem para ser um Beatle, mas essa realmente não é a proposta do jogo.

Uma das críticas que eu ouvi sobre o jogo que é faltam muitas músicas dos Beatles. Sim, faltam. Mas isso é o de menos, porque é claro que vai rolar DLC a dar com pau. Aliás, o próprio jogo já tem a Music Store. Totalmente previsível. Mas as originais do jogo já dão bem para o gasto. Cobrem todas as fases da banda, além de serem alguns dos maiores hits deles. Senti falta de Help!, Let it Be e Yesterday, algumas das minhas preferidas, mas Ticket To Ride, Revolution e Twist and Shout estão lá.

E não vai achando que porque é Beatles é fácil, não. Nos níveis de dificuldade Hard e Expert tem música que dá nó nos dedos. Aqui, rola uma característica igual à do Rock Band original. Nem sempre as músicas mais fáceis de tocar de verdade são as mais fáceis no jogo. E me parece que o pessoal deixou o baixo e os vocais mais difíceis que a guitarra na maioria das músicas. E falando em vocais, tocar e cantar ao mesmo tempo é uma das evoluções mais legais que o jogo trouxe para a série. Não que antes você não pudesse, mas nesse jogo é mais ou menos obrigado a fazer isso. A menos que tenha uma big band de amigos, para tocarem baixo, guitarra, bateria e três pessoas pelo menos para cantar!

Sobre o primeiro Rock Band lembro de ter escrito que é o multiplayer local mais divertido já lançado. E se brincar de ser uma banda de rock é divertido, brincar de ser os Beatles é uma diversão histórica. Dá prá ver que o jogo foi desenvolvido com muito carinho por fãs da banda, e isso faz muita diferença no produto final.

A única coisa que eu não tenho do jogo são os instrumentos imitando os da banda. Como já tinha o outro RB, fiquei com meus instrumentos “originais”. Mas se aparecer uma barganha no baixo do Paul, tamos aí! :o )

Como veredicto, fica o que escrevi no começo. Se é fã dos Beatles, é jogo para ter. Se não gosta, passe longe.

  • Google Bookmarks
  • Netvibes Share
  • Google Reader
  • LinkedIn
  • WordPress
  • Plaxo Pulse
  • Facebook
  • Share/Bookmark

Esses dias eu estava pensando nas minhas guitarras. Taí uma coisa que eu gosto muito. Não só das que eu tenho, mas das que já tive e das que sei que ainda terei.

A minha primeira guitarra foi uma Gianinni vermelhinha, com uma alavanca tipo das strato da Fender. Bonitinha, mas ordinária. Adorava a danada. Desafinava a cada tocada, mas ganhei de presente do véio, sem esperar, lá em Aguaí. Veio do nada, até hoje não sei porque, mas acho que essa chegada “inesperada” fez com que eu gostasse tanto dela. A segunda também foi uma Gianinni, que não me lembro bem como veio parar na minha mão. Se não me engano, troquei com uma mina. Dei um baixo (também Gianinni) e fiquei com a guita. Também era safada de ruim, mas foi legal porque eu dei uma reformada nela, pintei de branco e sei lá como eu acabei vendendo aquele traste. A minha Gianinni vermelhinha eu até hoje não sei que fim levou.

Aí ganhei um Dolphin Trash, vinho metalizado, ponte floyd rose, coisa fina. Essa era bacana. Levei até no luthier da Dolphin para regular, era o bicho. Gostosa de tocar, bonita, adorava aquela guitarra. Antes de contar o fim que ela levou, um interlúdio para contar da guitarra que eu tenho até hoje.

Lá pelos idos de 92, resolvi começar uma poupança para comprar a guitarra que eu quisesse. Na época, era uma Jackson, provavelmente uma Flying V. E comecei mesmo. Fiz um plano de capitalização qualquer no banco e vamos que vamos. Lá para junho ou julho de 1994, consultei o saldo e ACHEI que dava para comprar. Tudo isso foi pré-real. A moeda corrente na época era o Cruzeiro Real, com uma unidade de conversão, a URV. Tá vendo, minhas guitarras fazem parte da história econômica do país. Fui para a Teodoro Sampaio, tradicional ponto de compras musicais de SP e peguei a Flying V da Jackson. Na hora, decidi que não era o melhor modelo para ser ter. Que era melhor uma mais tradicional. E comprei um modelo strato, mesmo, azul metálico escuro. Linda. Minha cara. Tenho até hoje. Depois ela foi para luthieria, blindou captadores, ajustou altura de cordas, é uma delícia de guitarra, para tocar qualquer coisa.

Voltemos à Dolphin: depois que comprei a Jackson, sei lá porque, minha mãe deu a minha Dolphin para o meu primo, que estava aprendendo a tocar. Deve ter achado que ter duas guitarras é muito. Em algum momento, me lembro de ter concordado com essa doação. Mas daquele jeito que os filhos concordam com os pais, sabe? Você está comunicado, logo você concordou! Aliás, Bruno, seu viadão, se não levou a danada para a Austrália e ela está jogada por aí, manda alguém me devolver! ;o)

Mas a guita que eu acho a mais bonita eu ainda não tinha. Só no ano passado que eu comprei a Les Paul. Aí mais uma história batuta: Eu tava pensando em comprar uma Custom, preta, coisa linda. Fui para a loja e pedi a Custom, toquei, olhei, fucei, mas a mágica não rolou. Aí olha Les Paul daqui, dali, peguei uma Gold Top. Pronto, rolou a mágica. Qualquer guitarra pode ser preta, mas dourada e ainda assim linda, só a Gold Top. Essa é outra para a vida toda.

Ainda faltam algumas: a Stratocaster que ainda tem que rolar, a Ernie Ball Musicman EVH, que é sonho de moleque, e uma outra Les Paul, provavelmente a Standart. Mas acho que só depois que eu montar meu estúdiozinho em casa para isso tudo…

Um dia falo dos baixos e dos violões e afins.

  • Google Bookmarks
  • Netvibes Share
  • Google Reader
  • LinkedIn
  • WordPress
  • Plaxo Pulse
  • Facebook
  • Share/Bookmark
Esblogoogle
Troféus no PS3
pauloegarcia
Passado
February 2010
M T W T F S S
« Jan    
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728