O Esblogo pode ATÉ estar inativo, mas NUNCA esquecido. E o que melhor para voltar a ele do que música, né?

Para o Leo e para o Gabe, alguns plugins de audio legais para usar com o GarageBand.

Alguns plugins de graça e que dão vários sons bons para o GB são os LePou Plugins. Tem os VST e Components. Tentei os VSTs e não funcionaram, mas os Componentes nunca me deixaram na mão. O cara criou vários emuladores de amp, com caras de Marshall até uns para tocar Metal from módafoquinréu com o satanás de asa aberta, todos com sons muito legais.

Só que, claro, tem que ter saco de testar e configurar até achar o som que quer e que fica mais legal com cada um deles. A dica é que, quando uso os canais com overdrive desses amps, sempre uso o Noise Gate do próprio GarageBand para regular o nível de ruído.

A página do LePou é essa aqui. Mas como eu sou brother, tem todos os componentes para download aqui!

Depois de baixar, é só descompactar o arquivo e copiar os arquivos (não o folder todo) para Macintosh HD > Library > Audio > Plugins > Components. Vai pedir para autenticar, mas pode ir na fé!

Na página da LePou também tem uns links, mas a maioria faz DLL para Windows. A Ignite Amps tem uns simuladores de amp (que eu não gostei) e um overdrive que também está no ZIP que eu botei aí para Download.

De todos os que eu teste até agora, o que achei melhor, com mais gama de sons e tudo mais, infelizmente, é pago. Dá prá usar como trial para sentir qual é, e assim que eu tiver chance, certamente eu vou comprar.

É o Studio Devil Guitar Modeler Pro. Custa 149 doletas e se alguém testar, gostar e quiser rachar, eu topo!

Tem várias opções de simulação de AMP, efeitos e caixas. O American Lead com caixas Metalhead tem um som inacreditável. E ele também tem Drives, Chorus, Delay, Reverb, Equalyzer, dispensa o uso de qualquer efeito built-in do GB. Vale MUITO o download (esse tem que instalar) prá testar e qual é.

Tenho uns plugins do Ozone, que não costumo usar, mas se quiser, pode baixar aqui. Só tem uma pegadinha: algumas vezes (aconteceu comigo) ele instala no lugar errado. Apesar de ser tudo .component, ele coloca na pasta de VST, aí não funciona. É só entrar em Macintosh HD > Library > Audio > Plugins > VST, achar os Ozones e arrastar para a pasta certa.

Se estiver afim de garimpar, aqui também sempre pinta alguma coisa legal e de graça.

E prá terminar, esse é outro que eu estou bem afim de comprar. É o editor PRO da Apple, de uma empresa que a Apple comprou e aproveitou alguns recursos nas atualizações do GarageBand. É o Logic Pro, que também entra que nem o Studio Devil: se alguém topar rachar, acho que pode valer a pena.

Espero que seja útil.

Ontem presenciei uma das cenas mais absurdas que já vi na vida. Essa ninguém me contou. Eu vi pessoalmente e faço questão de contar.

Estava saindo da empresa pra ir para casa e a Dé me ligou, que o Pedro estava reclamando de dor na cabeça, falando que tinha batido numa cadeira. Não tinha nenhuma marca, mas depois que ele tentou dormir  acordou chorando e vomitou depois de tomar remédio, ela resolveu levá-lo para o PS. Encontrei com os dois no São Luiz, inteiro sujos, porque o Pedro vomitou de novo no taxi. Preocupação é pouco. No fim das contas, não era nada muito grave. Sinusite forte, ele deve ter associado a dor com uma batida qualquer. Fez uma tomografia, tomou remédio e fomos para casa.

Só que isso levou quase 4 horas no PS. E enquanto a gente esperava o resultado da tomografia, a médica que tava atendendo a gente entra no cubículo ao lado e dispara para os pais do menino que estava ali: “Vou fazer a guia de internação do seu filho, porque ele está com traumatismo craniano.”

Para minha surpresa, o pai do menino começa a falar com a médica, alto, meio alterado: “Eu não vou internar meu filho! Vou levar embora!”

E começou uma baita discussão. A médica argumentou que era grave, que poderia dar alguma hemorragia, que era perto da coluna e um outro trauma na região poderia dar um problema bem mais grave, incluindo o menino perder movimentos e por aí vai.

E o cara respondendo que se fosse dar alguma coisa já teria dado, que ia levar embora, que não confiava no hospital e por aí vai. Eu que já estava puto porque o cara estava falando alto prá cacete dentro do hospital onde meu filho estava dormindo, comecei a revoltar. Não liguei para a polícia porque a Dé não deixou. O fulano teve a cara de pau de virar para a médica e falar: “Se é traumatismo craniano é sossegado, em sete dias calcifica e tá tudo certo!”  E a mulher do cara? Só chorava baixinho, resignada.

A médica, uma baixinha que deve ter perto de 20 e tantos anos, transtornou. Ficou meio perdida. Saiu do cubículo e chamou dois outros médicos. Um deles eu conhecia, já atendeu o Pedro antes, por indicação da pediatra dele. Ele tem um jeito meio gay, meio grosso, foi prá cima do pai, que não afinou. “Vou levar embora, assino o que precisar, assumo responsabilidade cívil e criminal, não quero nem saber.” E o médico também não afinou, falou que não ia deixar sair e o pau comeu. A pergunta mais pertinente foi da mediquinha, que perguntou para o infeliz: “Se não confia no hospital, por que trouxe seu filho aqui”?” No fim, o cara aparentemente tomou fazer outra tomografia mais detalhada do filho. E eu querendo ligar para a polícia, para o conselho tutelar, para a liga da justiça, sei lá.

Depois que todos os médicos saíram de perto, a conversa do cara com a mulher era um misto de “não vou deixar porque não confio no hospital” com “o convênio não vai aprovar isso e não temos dinheiro”. Que me deixou ainda mais puto! Cara, se fosse o Pedro e o plano não aprovasse, eu sentava o cartão lá e depois a gente vê o que faz. Não paga, foge, vende o rim, a mãe, o cachorro, sei lá. Mas ir embora com o filho com a cabeça quebrada não, né?

Quando a médica veio entregar o resultado dos exames do Pedro, estava aliviada. “É só sinusite… Vocês ouviram o que aconteceu aqui do lado, né? Eu tava até com medo de pegar outro…” E eu ainda brinquei, falei que ia brigar, não ia deixar internar, que não confio nela, no hospital, no sistema, só confio no Batman e por aí vai… E perguntei onde estava a figura.

Ela me respondeu: “Foi para a tomografia. Mas acho que ele vai aproveitar prá sair dali e ir embora com o menino, não deve voltar aqui, não. Vai fugir…”

Torço, mesmo, para que não aconteça nada de errado com o menino, apesar de que com um pai desses é difícil. Já o pai, espero que um dia dê formiga no rabo, durante um ataque de tamanduás com fome e seja necessário um transplante de cu nesse filho da puta. E que o convênio não pague!

Quando eu era moleque, se quisesse ir em um show eu tinha que pedir para os meus pais. Não sabia que uma das vantagens de ficar mais velho era esse procedimento inverter: eles me ligaram me convidando para o Rock in Rio! A história: uma amiga deles que ia trabalhar no evento ia botar a gente prá dentro. E eu aceitei.

Nessas, convidei o amigo, parceiro de violão, guitarra e ukulelê e irmão, Leozito, prá ir junto. Tudo negociado, nós dois credenciados e totalmente na improvisação, saímos sábado (24 de setembro) para o Rio de Janeiro.

Fomos de carro. Saímos 7 da matina da minha casa (o Leo saiu às 6 de Mauá) e caímos na estrada. Rock ‘n Roll no iPod ligado no som do carro, um dia meio bunda, meio nublado, mas a vibe era boa. Era tipo vamos prá divertir.

E foi divertido prá cacete. Chegamos no Rio perto de duas da tarde, almoçamos com os meus pais e fomos dar uma volta para apresentar o Rio de Janeiro para o Leo. Recreio, Reserva, Prainha, Barra e tomamos o rumo da Zona Sul. Leblon, Ipanema, Copacabana e uma parada para irmos até o Posto 6, para mandarmos uma foto para a Lu, namorada do Leo, que gosta de uma música que fala de lá (e eu não conheço!). O Leo me disse depois que conheceu o Rio da Globo e que era a primeira vez que ele ia embora com boa impressão da cidade. Nada como ir com quem conhece!

Voltamos para casa, banho e saímos, primeiro para jantar com os velhos e depois para ir para o Rock in Rio.

Chegamos na cidade do Rock depois de andar perto de 1Km. O tamanho do evento impressiona. Lembro de ficar puto de como é que rola um evento desses no Rio e não em São Paulo. Mas na boa, não tem onde fazer um treco desse tamanho por aqui. O lugar é gigante e a infra é impressionante MESMO. Stands de várias empresas patrocinadoras, tipo Heinekken, Coca Cola, Halls, Trident, Submarino, todos muito legais, roda gigante, montanha russa, uma tirolesa animal que passava por cima da galera e na frente do palco, tudo feito para aumentar o fator diversão.

O stand da Trident era muito legal. Tinha uma bandinha que as pessoas podiam subir e cantar junto, tipo um karaokê, e ainda aparecia num telão de LED em cima do stand, pique rock star tocando no Rock in Rio. Muito legal.

A tal da Rock Street também é legal. O sentimento era o de estar numa Disney da música.

Fora toda a parte de divlugação do evento, site, aplicativo para iPhone, tudo muito bem pensado.

Agora, aquelas coisas que ninguém entende: Milton Nascimento, Claudia Leite… Eu também não entendo. Mas…

Chegamos no sábado no finalzinho do show do Capital Inicial. Que acabamos descobrindo depois que foi o melhor da noite, vai vendo. Porque o tal do Snow Patrol é uma desgraça. Negada dormindo. E o Red Hot só agradou porque a molecada é fã, porque não segura um festival desse tamanho, na boa.

O que valeu no sábado foi o rolê pelo backstage, ver do lado de quem faz o tamanho do treco, e ainda encontrar gente tipo o Rob Trujillo indo ver o show.

Domingão foi mais legal. O dia do metal foi muito mais divertido. Tanto pelos rolês nos backstages, pelo vazamento dos set lists para os amigos, pelo tanto de gente que encontramos e batemos papo e, dessa vez, até pelos shows.

Ainda assim: Angra com Tarja Turunen e Sepultura e Tambours du Bronx não eram shows pro palco pequeno, como Gloria não era show pro palco grande. Mike Patton com o Sepultura em Roots Bloody Roots apavorou.

No palco grande, Motorhead mostrando que os véio ainda tem pique, Slipknot botando fogo no lugar e o Metallica fazendo o que sabe: agradando os 150 mil fãs que arrastou prá lá. No balanço, Slipknot e Metallica seguram o festival de um jeito que Red Hot e Snow Patrol não aguentaram no dia anterior. Por isso que domingo tinha muito mais gente que sábado, inclusive.

E de novo: o rolê no backstage, jantar com a produção do Metallica, filminho do Slipknot saindo do palco, trocar ideia com o guitarra do Coheed and Cambria, são as coisas que deixam o negócio ainda mais divertido.

Segunda, estrada de novo, voltando para SP. Na saída da linha vermelha, fomos parados pela polícia. Se liga na história do Polícia: “Se tem alguma coisa ilícita no carro me fala agora, porque aí dá prá fazer o acerto. Se eu começar a procurar e achar, não dá mais”. Como quem não deve não temo, revista aí, mané. O cara deu uma apertada nas minhas bolas que lembrei dele até metade da viagem, puta que pariu.

Balanço: mesmo com mais horas de estrada que de sono no filnal de semana, valeu a pena. Rock in Rio é legal prá cacete e quem ficou falando mal tem mais é que levantar a bunda e ir no próximo, prá ver como é. E se não gostar, pelo menos vai falar mal com mais propriedade. E não teria sido tão bacana sem um companheiro que nem o Leozito, que topa todas e ainda sugere mais algumas.

E se tiver mais, convida de novo que nós vamos, viu???

O Esblogo, a cada dia que passa, conquista mais e mais fãs.

Vai aqui um agradecimento especial a todos os novos leitores.

Valeu Fabião!!!!!

A história começa, de verdade, no ano passado. Um belo dia, meu então chefe chega no escritório ostentando um belíssimo Panamá na cabeça. Sabendo que não ia passar impune de chapéu por mim, deu logo a explicação: “Pô, ninguém estranha quando um vagabundo passa a vida inteira de boné, que é ridículo, mas chapéu, que é legal, todo mundo olha”.

Todo mundo olha, palavras perigosas…

Belo dia, tempos depois, comprei eu mesmo um chapéu! Um Fedora Web, lindão. Quando vim trabalhar com ele, ao contrário de mim, meus funcionários me pediram o endereço da loja. E todo mundo da minha equipe estava “enchapelado”. Combinamos, então, de fazer o 1º dia do chapéu na empresa que trabalhamos.

Combinado, cumprido. Sexta passada, eu e mais três malucos de chapéu na empresa. Por aqui, todo mundo achou normal. Todo mundo já me conhece, já sabem que pode acontecer qualquer coisa.

Mas na hora do almoço, cara, foi uma coisa totalmente bizarra. Fomos numa lanchonete aqui perto e literalmente todo mundo estava olhando para nós. Não é difícil imaginar. Quatro caras, de chapéu, sendo que eu sou um dos menos escandalosos, todo mundo queria saber do que se tratava. Um dos caras com a gente, que não estava de chapéu, virou sério para a turma e mandou: Desse jeito eu não agendo mais shows para vocês em São Paulo!

Eu achei que era forçação de barra, mas PIOROU a coisa! Teve gente perguntando “que banda é, mesmo?” Tipo, nego não sabia nem de onde a gente tinha saído, mas a gente já tinha virado uma banda. 40 minutos de pop star, sério. Outro cara almoçando com a gente (também sem chapéu) falou que tava vendo a hora que alguém ou ia perguntar quem era a gente ou ia pedir autógrafo.

Brincadeiras à parte, o que me deixou mais intrigado foi ver o quanto estar perto DE ALGUÉM, mesmo que esse alguém não seja, literalmente, ninguém, é importante para as pessoas. O simples fato de poder chegar em casa de noite e falar “hoje eu estava almoçando e tinha uma banda foda apavorando lá” é mais importante que SABER quem era a tal da banda e, mais ainda, se era mesmo uma banda. No nosso caso, não era.

Mas tinha pinta! Falae!

Hats on Friday

Hats on Friday - Até nome já tem.

Toca o meu telefone. Atendo. Segue o diálogo inusitado:

Eu: Alô?
Ela: Boa tarde, meu nome é Fulana e sou da operadora Claro. O senhor é o titular da linha oito nove dois pé 8 xis meia meia?
Eu: Sim, sou eu.
Ela: A Claro precisa de algumas informações sobre a sua linha, o senhor pode me confirmar o seu nome completo?
Eu: Não.
Ela: Senhor? Seu nome completo?
Eu: Não vou falar. Se você é da Claro, tem meu nome no seu monitor aí. Me fala que eu confirmo ou não.
Ela: Não posso fazer isso. É uma informação de segurança.
Eu: Sim, para minha segurança. Como é que eu vou saber se você é mesmo da Claro? Eu sei que a linha é minha, mas não sei se você é da Claro.
Ela: O senhor não vai passar o seu nome?
Eu: Não!
Ela: Então o senhor ligue para 1052, que é número da Claro, para saber do que se trata.
Eu: Eu não! Não quero falar nada com a Claro.

E ela desligou! Não falou nem tchau! Apesar do barulho de Call Center e eu até achar que era mesmo da Claro, não quis dar mole. Vai que é golpe.

Na pior hipótese, valeu uma história para o Esblogo…

Quem me conhece há algum tempo, e quem lê isso aqui geralmente conhece, sabe que tem uma coisa que eu odeio mais que injeção no olho: andar de ônibus!

Mas, semana passada, meu carro pifou. Aí ferrou! Tive que trabalhar algumas vezes utilizando o maravilhoso sistema de transporte público de São Paulo. Prá sair do Morumbi, onde moro, até o Paraíso, onde trabalho, cara, é uma aventura. Tenho que descer a rua de casa, pegar um micro ônibus (tem hífen?) até Pinheiros e aí pegar a novíssima linha amarela do metrô na Faria Lima. Esse trecho da viagem durava uma hora e vinte minutos.

A linha amarela é a boa surpresa do trajeto. As estações são legais e o trem, novinho em folha, é espetacular. Espaçoso, bonito, coisa nova, né? Acho que tem banco que ainda está com plástico do fabricante… :P De Pinheiros para a Paulista, daí até o Paraíso e uma pernadinha para chegar no trampo. Tempo total do trajeto, praticamente duas horas. De carro, levo 40 minutos.

Para voltar era um pouco pior. Subia a rua até o metrô Paraíso e ia até as Clínicas. Não dava para ir até a Faria Lima, porque a linha amarela só funciona até as 15hs. Das Clínicas até a Teodoro Sampaio, e o micro ônibus (ainda não sei se tem hífen) até perto de casa. Tempo total do trajeto, depois das 20hs, perto de uma hora e meia, coisa que eu também faço em 40 minutos, meia hora.

Fato é que não dá prá pensar em deixar o carro em casa e usar transporte público. Por isso o trânsito é uma desgraça, por isso que não dá prá andar nessa cidade. O metrô até funciona legal, mas não dá conta. É pouco trem prá muita gente. E pouco metrô para muita cidade. ônibus então é uma aventura. Tinha dia que eu achava que sairia voando pela janela, de tanto tranco, freada, loucuras cometidas pelos motoristas, ou seja lá o nome que se dê prá quem dirige ônibus.

A parte nonsense da coisa fica por conta de uma senhorinha que sentou do meu lado no ônibus, sacou o Blackberry e foi tranquilamente respondendo e-mails e SMSs o caminho todo. A senhora aparentava uns 60 anos ou mais, mas tinha uma intimidade com o bicho que eu fiquei admirado!

Infelizmente, essa é uma coisa comum que acontece. Vagabundo liga para algum incauto, imitando uma voz assustada, dizendo que foi assaltado, sequestrado ou qualquer coisa assim. E muita gente cai nessa história, principalmente pessoas mais velhas ou mais simples, que não tem idéia de que aquilo é golpe. Ou mesmo quem tem idéia, mas na hora se assusta de tal maneira que acabada sendo enrolada.

Isso, até os vagabundos ligarem para alguém da minha família. Alguns dos casos que aconteceram.

Caso 1 – O caso do Paul em dois lugares ao mesmo tempo

Estou no MSN com meu pai e ele manda:
Padu (Meu pai): Pera que tocou o telefone.
Paul: Vai lá.
Padu: Pronto. Era o sequestrador. Você acabou de ser sequestrado.
Paul: ahahahahaha, e aí?
Padu: Mandei matar, ué.

Caso 2 – O caso do Sobrinho que não sabe português

Ligaram para a minha tia Thaís na madruga:
Sequestra: Tia? Tiiitaaa???
Tia: Paulinho?
Sequestra: É tia, é o Paulinho. Pegaru eu!!!
Tia: Ah, não, não é o Paulinho. Meu sobrinho sabe falar português, não diria “pegaru eu”…
Adendo do meu pai e da minha mãe ao ouvirem a história: É, pegaru eu ele não diria. Provavelmente seria alguma coisa tipo: “Ow, FUDEU!”
Adendo meu: ahahahahah, claro que seria ow fudeu! :D

Caso 3 – O caso da minha filha sequestrada

Toca o meu telefone.
Alguém: Pai, paaaai?
Eu: Ju? (eu sou um cretino)
Alguém: É, pai, é a Ju. Fala aqui com o moço.
Passa para o sequestra: Ae, tamo com a tua filha.
Eu: Beleza.
Sequestra: Como beleza? Tem que pagar.
Eu: Ah, não. Nem gosto muito dela. Pode matar.

Ainda tem as incontáveis vezes que ligam para o meu pai e ele pergunta: “Qual filho, o Juninho?”. E quando o cara responde que é, aí ele manda fazer alguma coisa inusitada porque não gosta do moleque!

Sei que é triste, que é um problema grave de segurança pública e às vezes acho errado a gente se divertir sacaneando os caras que ligam prá gente.

Mas só às vezes.

Ontem, depois de uma tuitada do Persio, dizendo que tomou uma bronca do chefe porque estava no twitter e no Facebook no trampo, a Eli respondeu com o link para essa matéria da exame. A gente trocou algumas mensagens sobre isso, mas resolvi desenvolver o tema.

Discordo totalmente da reportagem. Basicamente pelo seguinte. Executivos e pseduo-executivos tem uma mania detestável de que tudo nessa vida tem que virar trabalho. Então, minhas considerações:

GET A LIFE! Tem muito mais coisa prá se fazer na sua vida do que simplesmente uma carreira profissional. Se você assistiu O Iluminado, lembre-se da célebre frase: Só trabalho sem diversão, faz de Jack um bobalhão.

Facebook = Curtir! Quando alguém montou uma rede social com um botão CURTIR, status de relacionamento e direcionado para a galera da faculdade, duvido que estava pensando “futuros empregadores vão vir aqui prá ver se vale a pena contratar a galera”. Se fosse para ser profissional o botão seria “OK”.

Linked In, já ouviu falar? Tem uma rede social direcionada para profissionais, onde você fala de seu trabalho e coloca seus contatos de negócios. Eu tenho meu perfil lá e é onde tenho meu currículo online. Essa é a diferença entre as duas redes. Linked In tem os contatos, Facebook tem seus amigos. E com os amigos eu quero falar de futebol, música, contar piadas, mostrar fotos do meu filho e marcar baladas. Coisa que no Linked In, óbvio, não faço.

Referência não é currículo. Claro que se você vai fazer uma entrevista, a empresa pode te procurar no Facebook prá ver que tipo de pessoa você é. Mas se uma empresa desiste de me contratar porque eu toco guitarra, jogo PS3, saio com os meus amigos e brinco com o meu filho, eu é que não quero trabalhar nesse lugar de merda.

Bom senso independe de rede social. Se nego vai procurar emprego na Vivo e tá no Facebook sentando a boca na Vivo porque o sinal é ruim, o 3G não funciona e o iPhone 4 não chegou, aí não pode reclamar da vida.

Tudo depende dos seus objetivos. Se você QUER usar o seu perfil no Facebook para divulgar seu trabalho, claro que é uma puta vitrine. O que eu não acho legal é isso virar regra.

Por fim, nem tudo está perdido. Uma das dicas, de ter o seu perfil e o seu perfil profissional até vale a pena. Mas eu prefiro continuar direcionando quem quer saber da minha carreira para o Linked In, feito para isso e mais adequado.

Outro dia eu tava aqui no escritório e chegou uma das moças que cuida da limpeza. Dá aquela olhada na minha mesa, puxa uma cadeira e começa o papo:

Ela – Oi. Posso fazer uma pergunta?
Eu – Claro que sim.
Ela – Esse bichinho verde aqui na sua mesa. Como é o nome dele?
Eu – Yoda.
Ela – E o que ele faz?
Eu, assustado – Como assim??? Ele é o maior mestre Jedi de uma galáxia muito distante.
Ela, com cara de nem aí – Ah tá. Nunca ouvi falar.

E foi embora.

Sério, eu nunca na minha vida senti tamanho abismo cultural entre eu e outra pessoa como nesse dia.

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